Ela mordeu os lábios inferiores, levando os longos cabelos para trás, minhas mãos continuavam subindo cada vez mais por suas pernas, a aquele ponto já estavam na altura dos quadris, e a posição dela acima de mim estava um tanto quanto desconfortável. A puxei de volta para os meus braços, pressionando seu corpo pela parede, carregando-a com um dos braços, enquanto o outro caminhava pela extensão de suas pernas, percorrendo precisamente na direção de sua calcinha, tirando-a lentamente. Ela suspirou profundamente quando meus dedos adentraram em si.
— Acho melhor controlar seus gemidos, alguém pode nos ouvir. — Sussurrei junto aos seus ouvidos, sentindo-a suspirar prazerosamente, com meus dedos fazendo movimentos para frente e para trás dentro de si. Ouvi-la suspirar era bom demais, sabe do prazer que eu causava em si, sentindo a adrenalina em sermos pegos naqueles degraus. Era tudo tão bom.
Os suspiros dela não demoraram a se tornarem gemidos, os mesmos estavam aumentando seu volume a cada toque. Beijei seu pescoço, fui descendo por seu corpo, suspendendo sua saia, e antes que eu pudesse notar, já havia a colocado de volta no parapeito. Comecei a beijar suas coxas, mordiscá-las com delicadeza, com uma das mãos subia a saia, com a outra a tocava. mas logo ela percebeu que meus dedos dariam lugar a minha língua.
— Você consegue segurar seus gemidos ou vai querer que eu te cale com minha mão.
O suor começava a embalsamar sua pele.
— Posso.. Me segurar... —arfava de prazer. Gostei de ouvir aquilo. Abir um poco mais suas pernas, traguei-a com meus lábios, como não fazia a tempos com uma mulher, não precisava olhar para o rosto dela, para saber que a àquela altura ela estava mordendo os próprios lábios, recostada na janela. Senti suas mãos puxarem meus cabelos, a cada ponto em que eu tocava. Ela vibrou quando sentiu minha língua apetecer ardentemente por seu c******s, ali tudo estava molhado, ardendo, contraindo e tremendo. Eu precisava ficar mais tempo por entre aqueles lábios, precisava sentir seu gosto, mas ela estava tão deliciada de prazer, que não demorou muito para gozar.
Levantei minha face para encará-la, admirei seu rosto completamente entorpecido do prazer que lhe causei, aquilo era como um troféu para mim.
— Agora podemos ir.
Ela tentou tomar a calcinha de minhas mãos, mas a mantive distante dela. Quera fazer mais uma de minhas experiencias.
— Isso fica comigo. — disse om tanta veemência, que o rosto dela se esplandeceu em excitação.
***
Confesso que quando ela falou sobre o restaurante que Rubens a levava, pensei que o lugar fosse o mais sofisticado possível. Mas não, era um restaurante que mais se assemelhava a casa se uma avó que enche seus netos de comida. As mesas de madeira eram cobertas por toalhas de retalho, as cortinas amarelas tinham rendas em suas pontas, e eram bordadas a mão, as pessoas que comiam ali eram em suma eram casais mais velhos, com cabelos brancos, carregando seus netos mimados.
— Então, o que achou?
— Parece um asilo, era aqui mesmo que seu marido lhe trazia?
Ela sorriu.
— Um asilo com uma comida maravilhosa.
Ela cruzou as pernas quando a garçonete veio nos servir, era uma senhorinha de cabelos brancos, com um vestido floral e um avental cheio de babados. Pedi que Amélia escolhesse algo para eu comer, já que ela parecia conhecer a culinária local. A única coisa que pedi fora uma garrafa de vinho, odiava esperar minha comida com a boca seca. Quando a senhora se retirou, tirei meu tabaco e os papéis de seda, fechei alguns cigarros ali na mesa para esperar a refeição.
— A clínica me ligou para falar sobre sua mãe. Ela já pode receber visitas, e não para de falar sobre você.
Aquilo fora uma injeção de felicidade.
— Isso é sério?
Ela assentiu, estendendo a mão sobre a mesa, pegou um dos meus cigarros e levou até a boca, esperando que eu o acendesse, ela sempre fazia isso.
— Mas acho que Isa não deveria ir nessa primeira visita. Pode ser muito forte para ela.
Nisso nós concordávamos, mas não lhe disse nada, apenas balancei a cabeça positivamente, deixando a fumaça sair pelo nariz. Prendi meus cabelos no alto da cabeça, fazia calor naquele dia. Era interessante passar um tempo em silencio com ela, admirando seu rosto, ouvindo tudo o que ela tinha a dizer.
— Por que tomou a frente nessa situação? Por que moveu os céus e a terra para tratar minha mãe?
Ela respirou fundo. Será que sabia a resposta? Ou daria algo pronto, já reservado em seu cérebro? Amélia não costumava ser uma mulher previsível, gostava de surpreender, mas sempre que se tratava da situação de minha mãe, ela dizia que fazia tudo aquilo por gratidão.
— Você nem imagina. Mas sabe, Carter, houve uma época em minha vida em que eu nunca imaginei comer num lugar desse. As vezes eu acho que você se esquece que eu já fui miserável, e que pra conseguir o mínimo eu tinha que me fodër muito! — o vinho chegou a nossa mesa, fiz questão de nós servir, estava gostando de vê-la falar assim tão abertamente. Mudei minha postura, deitando um de meus pés no joelho, segurava o cigarro com a mesma mão que segurava a taça, não bebia segurando-a pela haste, sim pelo bojo, ignorando o fato de que isso alteraria o sabor. — Engravidei aos 16 anos de um militar casado. Se hoje em dia ser uma jovem adúltera é um pecado mortal, imagine 22 anos atrás! Meus pais não me quiseram em casa, fui expulsa com a roupa do corpo, arrasta pelos cabelos como um saco de lixo, cuspida, xingada, agredida... Já o homem que me engravidou, recebeu uma medalha de honra por lutar na guerra. — quando o citava, carregava uma amargura dolorosa na fala. Bebeu um pouco do vinho, sem perder a classe de segurar a taça apenas com dois dedos, tragou o cigarro em seguida, ainda imperando em sua postura sofisticadamente sedutora. — Então fui morar na rua. Grávida, morando na porrä da rua. Comi lixo para não sentir fome, me cobri com sacos plásticos par não sentir frio, pari meu filho sozinha numa viela imunda! Eu não tive ninguém em minha vida durante anos. Ninguém que quisesse me ajudar sem querer algo em troca. Fosse meu corpo, minha voz, ou até mesmo minha própria desgraça. — Ela falava com raiva, eu via que queria se debulhar em lágrimas ali, mas cada vez que a garganta fechava, colocava para dentro mais um pouco do vinho, e travava o cigarro com mais ódio. Tive que fechar mais um para ela. — Como sabe, fui parar numa casa de dança. E intérprete esse “fui parar” como “födi com o dono do lugar” era o único jeito de ter a porrä de um teto em minha cabeça, e não precisar comer lixo para ter leite o suficiente para amamentar meu filho. — Gargalhou, abaixando os olhos, e os voltando até os meus em seguida. —Acho que meus s***s fartos da amamentação chamaram atenção de muitos pervertidos. — Aquela foi uma das frases mais pesadas que disse na mesa.
— Como conheceu minha mãe?
Ela sorriu novamente.
— Foi numa noite, quando uma mulher carregando um bebezinho ruivo entrou na boate procurando o marido, o encontrou em cima de uma das garotas, se é que me entende. A vi chorar como o cão. Você também chorava bastante, conversamos naquela noite, deixamos nossos filhos juntos, eu me lembro que o Eduardo estava com cólica e eu não sabia o que fazer, e sua mãe curou aquilo como mágica. Me tratou como se eu fosse filha dela, ou uma irmã mais nova. Tem ideia do que eu senti quando uma desconhecida me deu o melhor abraço da vida? Ela não me pediu nada! E me abraçou como minha mãe nunca havia feito. Depois disso ela sempre voltava para cuidar do Eduardo nas noites mais cheias, trazia comidas maravilhosas para mim, me dava conselhos, penteava meus cabelos... — a voz travou em sua garganta, ao mesmo tempo, lágrimas desciam de meus olhos, sentia falta de minha mãe, mesmo com ela está estando viva. — Ela brigou por mim, cuidou de mim e do meu filho quando ninguém mais quis, viu em mim essa cantora que todos veem. Quando o Rubens me tirou da casa, me deu um nome, adotou meu filho, quis por ela em minha vida como se fosse uma madrinha. Mas ela, tendo a mesma cabeça dura que a sua, só aceitou estar em minha casa se trabalhasse por isso.
— “Nada melhor do que sentir que conquistou algo.” Ela sempre dizia isso.
— Então não sinta que quero pagar tudo para vocês, eu só quero agradecer por... — De repente ela parou de falar, uma estranheza tomou conta de sua face. — Por que você está fazendo isso?
— Isso o que?
— Me ouvindo.
O riso saiu de mim sem com que eu sentisse.
— Os homens de 50 anos não costumam ouvir?
— Querido, para os homens de 50 anos, as mulheres são duas coisas, um buraco e um troféu!
Gralhei, quase engasgando com um vinho.
— Olha, Amélia, seja lá o que temos, tenha certeza de uma coisa. Eu te vejo como a extensão de um prazer momentâneo. É bom fazer o que fazemos, mas, melhor ainda é conhecer a mulher que eu fodö desesperadamente quase todas as noites.
— Você é estupidamente incrível, Carter Bennett. — Suspendi as sobrancelhas, aquilo era uma espécie de brincadeira com meu nome do meio? Bento... A drogä de nome que me ligava ao meu pai. Estranhamente gostei.