DG 😎
Meu vulgo é DG. Não gosto muito de ser chamado pelo nome, só quem pode fazer isso é minha rainha, minha madrinha e os mais próximos, mas às vezes nem gosto.
Tenho 26 anos. Há 9 anos estou nessa vida. Até meus 16 anos nunca quis entrar nessa vida, sempre quis ser pelo certo, assim como minha mãe me ensinou. Meu padrinho era o dono do morro, ele teve um filho, mas em uma invasão o filho e a mulher dele acabaram morrendo. Ele sempre quis passar esse morro para um herdeiro dele.
Entrei nessa vida porque passei por um bagulho que mexeu demais comigo. Fiquei malzão ao ponto de procurar alívio nas drogas. Foi aí que fiquei viciado, mas meu padrinho me deu uns conselhos do c*****o. Comecei a acompanhar ele em vários bailes e fiquei meio que encantado por essa vida. O dinheiro era fácil e várias mulheres ao pé. Pedi pra entrar no movimento e ele aceitou. Comecei como todos que entram nessa vida, aos poucos fui subindo o nível. Cometi meu primeiro assalto ao lado dele. Meu primeiro homicídio foi com um cuzão que tentou passar a perna na gente, mandei logo pra vala. Ele me ensinou tudo que eu sei hoje e vou ficar à frente disso tudo até o fim.
Mané, o bagulho é f**a demais. Assumi o morro há 3 anos. Meu padrinho me passou essa responsabilidade antes de ser morto. Sempre andei pelo certo e ele me treinou pra ser mais f**a que ele. Não é à toa que sou temido por todos. Hoje tenho tudo que eu quero: tenho dinheiro, mulheres aos meus pés, várias casas, carro nem se fala. Mas parece que falta algo. Não é nada sobre namoro ou essas coisas, até porque relacionamento não funciona mais pra mim. Gosto de comer b****a diferente todos os dias.
Minha prioridade aqui é minha coroa e minha madrinha. Por elas eu dou a vida. Posso ser o c*****o pra todos, mas pra elas eu sou só o cara mais atencioso do mundo todo. Minha família sempre é prioridade pra mim. Meu braço direito é o Danilo, ele é meu parça há anos. Entramos nessa vida ao mesmo tempo, começamos devagar e subimos juntos, e hoje ele é meu sub. Depois de mim ele manda e demanda aqui.
Amanhã é final de semana e vamos ter um baile pra comemorar o aniversário de um parceiro nosso.
Tava na minha sala e meus parceiros chegaram, já se jogaram no sofá.
Danilo: Vida de chefe é tão boa, né? Só no ar — diz acendendo um baseado e olhando pro VT — Os escravos aqui fazendo o trabalho pesado.
VT: Queria ter essa vida aí, só ficar sentado no ar — ele diz me olhando e pegando o baseado da mão do Danilo.
DG: Já tomaram no cu hoje, vocês?
VT: Patrão tá bolado hoje, qual foi?
Danilo: É falta de sexo isso aí — diz se levantando e passando o baseado pra mim — Pô, parceiro, várias aí querendo te dar, p***a.
DG: Vão ficar mesmo me enchendo, c*****o? Que p***a de sexo o quê?
Eles começaram a rir e ficamos assim a manhã inteira, só jogando papo fora.
DG: Quero que vocês façam um favor pra mim — digo abrindo a gaveta e pegando um envelope — Vão lá na 7 e entregam esse papel pra ele.
Danilo: Já é, mano — faz o toque comigo — Vamos e já voltamos.
Os dois saem e começo a ver umas mercadorias. Meu radinho começa a tocar.
X: Fala aí, chefe.
DG: Qual foi?
X: Tem uma patricinha aqui, falando que é filha da tia Júlia e tá querendo subir. Tá ela e outra mulher.
Senti meu coração parar. Não é possível. Ela foi embora há anos. Senti o coração ir pra boca. Não queria acreditar. Não é possível que seja ela.
X: Chefe, tá aí?
DG: Já é, manda subir. Manda alguém trazer elas pra mim.
Desliguei e me sentei. Senti minha perna tremer, o ar chegou a ir embora. Não é possível que seja ela. Tava me tremendo, mané. Ia ver a mina que mexeu com meu coração, mas por burrice ou não da minha parte perdi ela. Já tava suando frio. Andei de um lado pro outro nessa sala. Nada dela chegar. Fui até uma gaveta e peguei um baseado.
Escuto baterem na porta e mando entrar. Mano, tava sentindo o arrepio na espinha. Um perfume doce invadiu a sala toda. Tava com medo de virar pra ela. Quando escutei a voz dela, eu gelei ainda mais. Era ela. Era a menina que sempre fui apaixonado.
Me virei e fui logo encarando ela. Ela me olhava assustada e sem reação. Ela tava ainda mais linda que antes, a baixinha mais linda do mundo, com seu cabelão. Ela tava toda posturada, com uma elegância do c*****o e toda arrumada.
Ficamos nos encarando sem falar nada por uns minutos, até ela falar de novo, que voz perfeita e fria. Mandei ela subir, mas ela não sabia onde ficava. Ia levar ela, mas Danilo e Gui entraram na sala. Eles ficaram no maior carinho por um tempo e eu só fiquei fumando e vendo todo aquele carinho entre eles. Deve ser mó bom ter uma irmã pra cuidar e proteger.
Vi que o Gui não parava de olhar pra ela. Me deu um negócio que não sei explicar. Eles saíram e fiquei ali sem reação por ter visto ela.
Mais de 10 anos sem ver ela. 10 anos que pensei que tinha esquecido e que o sentimento que sentia por ela não existia mais, mas tava enganado. O sentimento ainda é o mesmo. Mas ver ela na minha frente, m*l olhando pra mim, mexeu comigo de um jeito.
Não consegui tirar a imagem dela da cabeça. Aquela menina doce que saiu daqui sem falar nada e hoje voltou toda posturada, poderosa de si mesma. Fiquei ali lembrando da gente quando era mais novo, as brincadeiras, as altas aventuras que nós fazíamos pelo morro. Cada momento daqueles eu guardei pra mim.
Passaram quase 3 horas depois que ela chegou e eu ainda tava ali sentado sem reação nenhuma. Tava perdido nos meus pensamentos até Danilo, Gui e VT chegarem, tudo de uma vez só.
Danilo: Fala aí — fala se jogando no sofá.
VT: Tu soube que o p*u no cu do marido da Fernanda bateu nela de novo?
DG: De novo esse c*****o — falo me servindo um copo de whisky — Cadê ele?
Gui: Tá lá na salinha. A Fernanda tá no postinho, toda quebrada.
Danilo: Esse bicho é um c*****o. Dessa vez ele não vai sair livre.
Virei o whisky todo na boca e olhei pro Danilo. Só com um olhar ele sabe o que eu quero. Essa situação de homem bater em mulher eu não aceito na minha quebrada. Já tinha pegado esse filho da p**a duas vezes, mas a mulher quase beijou meus pés só pra não matar esse desgraçado.
Danilo: Esse p*u no cu hoje não escapa de sentar no colo do capeta.
VT: Mas mudando de assunto, a minha baixinha voltou, foi? — diz olhando pro Danilo.
Danilo: E não foi, mané. A mina chegou aí do nada, nem avisou.
Gui: Tá lindona a maluca, pô.
VT: Amanhã vou colar lá na tia pra ver ela. Hoje tenho compromisso no asfalto — diz acendendo um baseado.
Danilo: Não é só porque é minha irmã não, mas a mina tá lindona sim. Esse tempo fora fez ela mudar em várias coisas.
VT: Tempo fora? A mina simplesmente voltou depois de 10 anos, parceiro. 10 anos — ele falou e olhou de lado pra mim. Só ele e o Danilo sabem o real motivo delas terem ido embora assim.
Gui: A Aline também tá gatinha.
Danilo já olhou meio de cara fechada pra ele.
VT: Só soube da baixinha. Até essa perigosa veio, foi? Agora que vou lá mesmo ver minhas mulheres.
Danilo: Mulheres é o c*****o. Respeita minha irmã e a amiga dela.
Comecei a rir. Ele morre de ciúme da Laís e da Aline, nem se fala.
Gui: Se a Aline me der uma chance, faço ela feliz pra c*****o. Nunca pensei em ser pai, mas quando vi aquela coisinha linda, eu fiquei afim.
DG: Quem tem filho aí?
Danilo: A Aline, c*****o. Uma princesa de 2 anos, minha afilhada e da Laís — ele vem na minha direção e mostra a foto da nenê. c*****o, a pequena é linda mesmo — E ela não é pro teu bico, c*****o — diz pro Gui.
DG: Linda mesmo — começo a rir do Danilo com ciúme — Qual foi, mané? Ciúme da mina?
VT: Ih, olha lá o mano com ciúme.
Danilo: Que ciúme o quê, p***a? Tá me tirando, é, pô? Só tô falando que a mina não é dessas que ele pega. A mina é estudada e o c*****o a quatro, parceiro.
Todo mundo pensava que eles iam ser um casal antes, mas aí ela começou a namorar com um mano nosso e ele deixou de lado. Eu perguntava sobre elas pra ele, mas ele sempre falava que não sabia delas e bla bla bla. Quando aconteceu tudo, a gente acabou se afastando um do outro. Mas cheguei nele e expliquei, mesmo sabendo que ele não acreditou muito, e assim ficamos. Voltamos a conversar e tudo mais. Também não é pra menos, né? Como ele sempre falou, eu magoei a princesa dele. Então depois de um tempo desisti de saber sobre ela.
Ficamos mais um tempo lá conversando e eu tava começando a ficar com raiva. Mané, tavam chamando a mina de gata, linda. Isso não me desceu muito bem. Já era quase 8:30 da noite e nem vi as horas passarem.
DG: Papo tava bom, mas vou vazar — me levanto e faço o toque com eles.
Danilo: Também tô indo.
Cada um pegou seu carro e foi pra sua goma. 10 minutos depois já tava na minha. Os seguranças abriram o portão, entrei. Pelo cheirinho de lavanda pela casa já sei que minha coroa veio aqui.
Subo pro meu quarto, tava exausto. Fui logo pro banheiro, tomei um banho merecido. Saí enrolado na toalha e meu celular apita com uma notificação no grupo da rapaziada. Abro.
📱 Notificação
R7 : Vai, chefe, tamo aqui na pracinha. Cola aqui pra nós tomar uma cervejinha, tá geral aqui já.
Hugo : Ele teve tá fudendo.
Gui : Deixa o cara, pô.
DG : Conta 5.
📱 Notificação off
Não vou recusar uma cervejinha, né não.
Vou pro meu closet e pego uma cueca branca, uma calça moletom branca e um moletom branco da Lacoste, um boné preto e sapato branco com listra preta. Um cordão de ouro e meu anel que não pode faltar. Pego minha arma e coloco na cintura.
Pego a chave da minha BMW e desço pra garagem. Entro e o cheirinho ainda é de novo. Usei duas vezes esse carro. Liguei e saí da garagem. Logo o portão é aberto, apito pros seguranças e saio.
Coloco uma música do Ret e em 5 minutos já estou chegando na parcinha. De longe as putas já ficam todas acesas. Às vezes me pergunto se p**a sente frio, porque, meu parceiro, hoje tá meio friozinho e elas estão com uns mini vestidos que mostram tudo.
Estacionei e saí do carro. Tava tocando uns pagodes e os parceiros estavam em uma mesa, todos reunidos. Era tipo uma reunião de amigos das antigas. Nem todos ali eram envolvidos nessa vida, cada um seguiu sua vida como sempre quis.
Me aproximei deles.
DG: Fala, bando de p*u no cu — vou logo puxando uma cadeira pra sentar com eles.
ND: Adoro colocar meu p*u no cu, parceiro — fala rindo e me cumprimentando.
R7: Meu chefe — me cumprimenta, ele é o mais velho de nós.
Hugo: E aí, DG, de boa?
DG: Quem é vivo sempre aparece, né não, Hugo? — esse aqui saiu fora do morro há 5 anos e abriu uma loja de carro no asfalto. Só compro carro com ele. Ele nunca quis saber dessa vida — Decidiram se reunir aqui pra quê já? Quem vai casar ou era saudade do lindão aqui? — falo passando a mão pelo meu corpo.
R7: Eita, o alecrim dourado ele, a última bolacha do pacote. Para, né, meu parceiro.
Tiago: Viemos dar uma volta e chamei geral. O único que não respondeu foi o Danilo, acho que ele nem viu o grupo.
DG: Ele arquivou o grupo — falo rindo.
Hugo: p*u no cu esse aí, né não? — fala tomando a cerveja — Falta só ele, a Victoria e a Yasmin.
Tiago: Victoria chegou com o seu vestido até o joelho — fala rindo e olhando na direção dela. Ela tava com um vestido curto, curto.
Victoria e Yasmin cresceram com nós. A gente era 7 homens e 6 mulheres: Laís e Alice, Victoria e Yasmin, e tinha mais duas, mas infelizmente se envolveram com bandido de outro morro e acabaram morrendo. Victoria e Yasmin gostam da vida fácil, elas ficam com um e com outro do movimento.
Victoria: Fala, meus maridos — fala e começa a dar um beijo no rosto de cada um.
DG: É muito safada mesmo — falo já cortando ela do beijo no rosto.
Yasmin: Já começaram sem mim? — diz sentando no colo do R7.
R7: Sai fora, parceira — fala tirando ela do colo dele.
Victoria: Cadê o Danilo?
Tiago: Sei lá, esse c*****o não atende o celular.
Começo a beber e as putas já estavam em cima, mas não ia dar moral. Hoje só quero curtir com os parceiros aqui.
Tava de boa até um HB20 parar e estacionar do lado do meu carro. Passaram uns 2 minutos, Danilo saiu do carro e abriu a porta de trás pra Aline, que tava olhando tudo atenta. Com certeza não viu nós aqui.
Ela tava linda. Aline sempre foi muito linda, mas com o tempo ela ficou ainda mais. Passou um tempo, ela saiu toda linda, com uma blusa manga longa preta, um short não tão curto e não tão grande, um sapato branco e o cabelão solto. A coisa mais linda do mundo. Ela se destaca sem fazer esforço, parceiro.
Ela deu a volta e foi até o Danilo. Eles não perceberam nós aqui.
R7: Eita, c*****o, aquele ali é o Danilo?
Todos logo começaram a olhar pra eles.
DN: Esse tá bem, olha as gatas com ele — diz com malícia.
Yasmin: DANILO! — ela gritou e ele olhou, e as meninas também. Elas ficaram olhando. A menina do c*****o.