O trajeto até a zona portuária da Avenida Brasil foi um r***o violento na noite carioca, um vulto de metal, chumbo e ódio puro cortando o asfalto molhado sob a garoa fina. O Corolla blindado, que a gente tinha arrebatado de uma locadora fantasma que nunca mais ia ver nem a cor daquela lataria, rasgava a pista com a fúria de quem tava marchando direto pra uma guerra onde só um lado voltava respirando. A SUV preta do Foguinho vinha logo atrás, colada na nossa traseira, fazendo a contenção pesada. Lá dentro, os vapores tavam tudo com a cara trancada, o fuzil engatilhado no colo e a neurose no talo. O silêncio dentro do nosso carro era denso, sepulcral, cortado apenas pelo chiado constante do radinho do Menor monitorando a frequência da pista e pelo ronco bruto do motor subindo de giro a cada

