O meu cotovelo travou no ar, a um palmo da cara destruída do russo, suspenso por um fio de sanidade que insistia em querer se romper. O meu braço inteiro tremia de tanta força reprimida, o tríceps queimando com a vontade visceral de descer a marreta e apagar a luz daquele gigante siberiano para sempre. O peito subindo e descendo num ritmo alucinado, o suor misturado com o sangue ralo e quente daquele desgraçado ardendo feito ácido no meu olho. Olhei para o estrago surreal que eu tinha feito. O desgraçado estava a um milímetro de virar presunto, de ir direto para o saco preto. Um simples sopro, um movimento de gravidade e a alma podre dele descolaria do corpo de vez. O grito do Menor ecoava na minha cabeça como um alerta de invasão, a p***a da racionalidade batendo na porta do inferno, ten

