Por @cidente?

1458 Words
Késsia. Qualquer um que visse de longe notaria que eu tava fazendo aquilo com o Thomas de propósito. Se ele não tava fazendo nada, devia ao menos me ajudar o tempo todo né? Ele que aguente, só vai piorar. Por enquanto eu só queria me recuperar e no processo deixar o Thomas louco da cabeça. Talvez ele até fique com raiva, mas eu não me importo. A mãe tava me ajudando no banho, eu podia consegui tomar banho sozinha, mas ela não deixa. --- O que vai fazer? --- Esquece mãe, não quero pensar nisso, pelo menos não ainda, apenas deixa isso de lado por um tempo. Acho que todo mundo tava preocupado com o que eu iria fazer com ela. E a real é que até agora eu não tinha pensado em nada. O negócio é que até agora eu não senti aquela raiva avassaladora. A raiva que poderia me dar coragem pra fazer algo com ela. E se tinha uma pessoa que notou isso foi a minha mãe. --- Enrico vem treinar esses dias? --- Não sei, a senhora que é a professora dele. --- Avisa ele pra vir só na próxima semana, não vou ter tempo. --- Sim senhora. Minha mãe era a melhor do mundo, nunca vi ela correr de um problema. Acho que quem queria resolver com a Melissa era ela. Quando eu era criança nunca gostei de ser disciplinada pela minha mãe. Se eu fazia algo errado, ela pegava pesado, não importava meu erro, ela sempre era igualmente severa. Até a tia Lívia já tinha chamado ela pra dar uma disciplina no Levi. Nós dois sabemos mais que ninguém como ela age quando não gosta de uma atitude. Depois do banho ela saiu pra cozinha e eu fiquei na cama deitada. Eu passaria mais uma semana de merda ali, acho que isso é até castigo. Eu estava de bobeira, aquela altura do campeonato eu já contava cada coisa no meu quarto. Analisava tudo e só ficava calada. Passei meus olhos pelo controle e deu vontade de assistir minha série. --- Thomasss. Eu gritei mesmo, não sabia onde ele estava, e em menos de um minuto ele chegou ali correndo. --- Cê tá bem? --- Pega o controle pra mim? Ele andou até a mesinha e pegou o controle, me entregando logo em seguida. --- Algo mais? --- Pipoca. --- Ok. Acho que ele estava se esforçando pra ter paciência comigo. Ele teria que suspirar um milhão de vezes se preciso, eu não ia parar de atormentar ele. Enquanto eu coloquei minha série na tv, ele chegou com a pipoca, exatamente do jeito que eu gosto. Ele saiu do quarto e voltou logo depois com o notebook dele, e alguns papéis em mãos. --- Por que dos papéis? --- Vou trabalhar aqui, é melhor pra quando você me pedir algo. --- Realmente. Ele se acomodou e eu apenas continuei assistindo minha série. Thomas tinha puxado a minha mesinha de trabalho pra perto da minha cama. Em algum momento a tela da tv me cansou, e eu cheguei pra perto dele. Ele não se importou e fiquei olhando como era o seu trabalho. Não parecia difícil, mas parecia cansativo demais. Apesar de o trabalho dele ser parecido com o meu. --- Pode passar pra cama? --- O que? --- É mais confortável pra mim, minhas costa dói. Ele passou pra cama e encostei nele novamente olhando tudo com atenção. Conhecimento sobre alguma coisa nunca era demais. Tive certeza que aquele trabalho era realmente cansativo quando Thomas caiu com a cabeça no meu ombro. Por sorte ele não era tão pesado assim, era suportável. Então eu só me aconcheguei e dormir também. O sentimento de antes que eu sentia quando dormia com o Thomas estava ali. Era mais forte, mais intenso, nada parecido com amor de irmãos. Mas ainda assim eu me senti bem só em estar encostada nele. Quando eu despertei já não estava mais encostada nele, e sim deitada no peito dele. O abraçando como se fosse a coisa mais confortável do mundo. Meu Deus, como fui acabar abraçada a ele desse jeito. Eu ia sair de fininho, estava tentando me soltar dele bem devagar pra não acordar ele. --- Onde vai Késsia? --- Vou pra cozinha. --- Espera mais um pouco. --- Quero ir agora. Forcei pra sair, ele ainda não deixava me levantar, puxei meu braço de vez. E aquilo foi tentação do demônio. Eu nem mesmo estava com meu braço perto da cintura dele. Ou estava, só sei que minha mão foi parar no m****o dele. Sabe aquela cara que a gente faz de "p**a merda, o que é isso"? Eu fiz essa cara, nem pude esconder, p***a, ele era bem armado. Bote bem armado nisso, aquilo nem mesmo parecia um pênis normal. --- Seu pênis é normal? Eu não tinha nenhuma vergonha em fazer uma pergunta daquela. Meu pai me ensinou bem a não ter vergonha de absolutamente nada. Já Thomas pareceu que ia explodir, tamanha a vermelhidão do rosto dele. --- E... Eu vou para o meu quarto. Ele se levantou da cama rapidamente e saiu do quarto batendo a porta logo em seguida. Eu só conseguia pensar que o pênis dele era grande demais. Talvez isso seja por que eu não tinha pego ainda em nenhum pênis na minha vida. Aquilo não largaria meus pensamentos por tão cedo. Estava descendo as escada quando a campainha tocou, fui ver quem era, Enrico estava ali. --- Tá fazendo o que aqui? --- Vim ver você, como tá? --- Precisando que alguém troque de lugar comigo. --- Infelizmente nem se tivesse como eu trocaria. --- m*l agradecido do c*****o. Eu já tinha pegado i********e com Enrico, ele era um amigão. Fomos nos sentar na área da piscina, seria mais tranquilo pra gente conversar. --- Ela realmente fez isso? --- Não dá pra acreditar né? Imagina como foi a minha reação. --- Ela parecia ser uma boa amiga, ou fingia muito bem, ou ela mudou drasticamente em pouco tempo. --- É, difícil pensar que isso tudo aconteceu. --- Você não vai fazer nada. A afirmação dele estava mais que correta. Eu não tinha coragem pra fazer absolutamente nada com ela, sou burra? Demais. Só que é difícil, quase toda a minha vida foi ao lado dela. Ela conseguiu me apunhalar mas eu não consigo. --- Já me conhece melhor que eu. --- Com certeza. --- Mudando de assunto, vai continuar correndo dele? --- Do que tá falando? --- Cê não me engana fofinho, acha que não percebi? --- Não tem nada pra perceber Késsia. --- Tá correndo disso, como o covarde de antes. --- Eu não sou gay, sou? --- Faça essa pergunta a você mesmo, mas com as olhadas dos dois e difícil dizer que não sentem nada. Oliver estava interessado nele, mas o bonito fugia como o d***o foge da cruz. --- Tá conseguindo me deixar ainda mais confuso Késsia. --- Você mesmo tá fazendo a confusão, por que não beija logo ele e confirma o que quer saber? --- Tá brincando? Eu não vou fazer isso. --- Frouxo. Eu não entendia a dificuldade que muitas pessoas colocavam no amor. Enrico foi embora a noite, eu continuei atormentando ele em relação a Oliver. Tô curiosa pra saber o que vai acontecer com os dois. Na hora do jantar Thomas nem olhava na minha direção. Fiquei sem entender por que tanta vergonha, eu só tinha pego acidentalmente no m****o dele. Isso não é nada demais. Ele estava tratando isso como o fim do mundo. A todo momento que eu olhava pra ele tava de cabeça baixa. Se eu encarava por muito tempo aí sim que ele ficava mais vermelho ainda. --- Que cê fez com o Thomas Késsia? --- Eu só pegue... --- Nada pai, ela não fez nada. Thomas disse aquilo tão rápido e alto que todos na mesa se assustaram. Por que tanto nervosismo por causa de uma coisinha de nada? Só dei de ombros e continuei comendo minha deliciosa comida. Quem ficou com a organização da cozinha foi o pai, Thomas foi cuidar das crianças no quarto. Era hora de eles dormirem. --- Não quero saber o que cê fez com Thomas, mas não pode dizer coisas assim na nossa frente. --- Mas eu nem disse nada mãe. --- Se Thomas não intervisse iria dizer, não faça mais isso. --- Tá bom dona Angel. A mãe sempre leu muito bem o Thomas, ele sempre foi muito ligado a ela, provável que seja por que ela salvou ele, foi a mãe que o encontrou, cuidou dele, e o salvou. As vezes parece que ele é mais filho dela que eu, mas sem ciúmes, podemos dividir sem nenhum problema.
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