Coroa Dormi com a Sienna no braço, mas acordei com o sangue fervendo. A noite inteira sonhando com a cara do pai dela. O desprezo no olhar. A acusação na boca. A promessa de que iam levar ela embora. Mesmo acordado, a raiva não passava. Ficava ali, queimando no peito, feito brasa escondida. Olhei pra ela. Dormia tranquila, o rosto virado pro meu peito, a respiração leve. Linda. Tão linda. Tão minha. Passei a mão no cabelo dela devagar. Ela gemeu baixinho, se aninhou mais. — Ninguém leva tu de mim — murmurei. — Nem teus pais. Nem polícia. Nem o mundo inteiro. Levantei sem acordar ela. Vesti uma bermuda, desci as escadas. Liguei pro Playboy. — Fala, chefe. — Playboy, preciso de você aqui em casa agora. Traz o Marreta e o g**o também. — Treta, chefe? — Pode ser. Vem. Desliguei. Fi

