Nandinho Narrando Ajoelhei na frente dele, a arma pendurada na mão. — Eu quero saber o que foi que aconteceu lá na loja. — falei, a voz calma. — Que loja? Não sei do que você tá falando! — ele tentou, a voz falhando. Peguei o celular no bolso. Abri o vídeo da câmera. A tela iluminou o galpão escuro. Mostrei pra ele. A cena rodando. Ele gritando com ela. Apontando dedo. Ela recuando. Ele avançando. Ele ficou branco. A cor sumiu do rosto dele. — Quem te mandou? Foi o dono da loja? Foi a Luísa? — a voz dele tremia, mas a boca continuava. — Ou foi aquele filho da püta que acha que é dono dela? Cheguei perto da cara dele. O rosto colado no dele. — Do que que tu tá falando, meu irmão? — falei, a voz baixa, perigosa. — Eu vim aqui te dar um corretivo. Pra tu aprender a tratar uma mina. E

