Eu gostava do Samuel. Eu amava o Samuel. Eu acreditava no Samuel. Mas as atitudes dele me deixavam incrédula. Havia algo em mim que adormecia depois de cada expulsão emocional. Cada silêncio prolongado. Cada afastamento sem explicação. Eu dava um passo atrás para não me perder… e dois à frente para não o perder. E assim fui ficando cansada, confusa, dividida entre o que sentia e o que via. Cinco anos. Quase seis. E mesmo assim, algo dentro de mim não descansava. Foi então que começaram os sonhos. Não eram sonhos comuns. Eram daqueles que não parecem sonho — parecem realidade emprestada. Eu sonhava com um homem que estava ao meu lado. Não via bem o rosto. Não sabia o nome. Mas eu sabia. Sabia no fundo da alma que aquele homem era especial. Ele tocava na minha mão… E aquele simples

