Fiquei com as maçãs do rosto queimando com o seu olhar fixo em mim, ele tem trinta e oito anos, um pouco mais velho que Pilar e consequentemente, dezessete anos mais velho que eu. Deve ter em torno de um e oitenta de altura, cabelo bem alinhado e escuro, maxilar tão bem marcado que parece até que foi cortada para ter alinhamento perfeito, sua barba bem feita e aparada. Seus lábios formam um sorriso tentador, sem contar que com o seu olhar cheio de malícia.
— Espero que seja divertido, tão quão Pilar fica falando — Puxou assunto para quebrar esse clima quente que está se formando dentro do elevador.
A porta do mesmo se abriu, não é ainda o andar que descemos, entraram três pessoas conosco e Giovane ficou atrás de mim para dar espaço para elas. Engoli em seco ao sentir uma mão na polpa da minha b***a, por eu estar com uma saia social colada, desenhando todas minhas curvas posso sentir o calor passar pelo tecido. Não sei se Giovane está fazendo isso sem alguma intenção já que está um pouco apertado, ou realmente fez com segundas intenções.
Não conseguia me movimentar para recusar o seu toque, no fundo eu realmente queria aquilo, sempre evitei ficar sozinha com ele, pois não sei se iria resistir. Meu cunhado chama muita atenção com seu corpo e seu olhar quente e agora com o seu toque sinto que meu corpo me trai por não conseguir ao menos se afastar. Sua mão chega apertar minha nádega com uma certa força mostrando que foi intencional, mordi o meu lábio inferior e dei um passinho para trás, chegando a encostar minha b***a na sua cintura e pude sentir um certo volume enrijecido dentro de sua calça social. Sua respiração tocou na minha nuca nua, meus cabelos estão em um coque alto o suficiente para sentir o ar quente que Giovane exala e vê que estou aceitando suas provocações.
A porta do elevador abriu e o pessoal saiu, vi Pilar na nossa frente toda sorridente. Um frio na minha espinha se espalha por todo o meu corpo, engoli em seco com receio dela perceber alguma coisa. Sentindo estar suja por conta do contato do corpo dele ao meu, sei que agora terei que ser forte para resistir esse homem ao meu lado todos os dias no trabalho.
— Aí estão vocês. — disse toda empolgada. — Querido, conseguiu convencer a Bel ir conosco? — Pilar se pendurou no pescoço dele.
— Claro! — Ele olha para mim com um sorriso malicioso e voltou a olhar para sua noiva dando um beijo rápido em seus lábios.
— Que ótimo, vamos no seu carro ou no meu? — perguntou pegando na mão do noivo.
Fiquei olhando os dois meio sem reação, paralisada com o que aconteceu dentro do elevador e o fato do meu cunhado ficar com esses olhares para cima de mim.
Não desconfiava do seu desejo por mim, claro que ele ficava me olhando, mas acreditava que era só o jeito dele por ser um homem que exala poder. Não que eu não tenha desejo por ele, não tem como não ter com um homem daquele. Não precisaria muito para chamar minha atenção, ele tem o meu T, t***o daqueles. Obviamente, sempre separei as coisas e a princípio Giovane separava também, não faço ideia do que tenha mudado entre nós dois ou sou eu que nunca reparei suas intenções até agora?
Eu e meu cunhado não tivemos momentos sozinhos como hoje, sempre foi acompanho com Pilar ou meus pais, nada muito fora do comum. Sempre foi assim, durante os três anos de namoro dos dois, ainda mais que estão noivos e prestes a se casarem.
— Vamos, Bel! — Pilar pegou na minha mão e puxou me fazendo voltar para a realidade.
— Estou indo, estou indo. — sorri sem graça.
Fomos com o carro de Giovane, um dos funcionários dele iria levar o de Pilar para casa e deixar a chave com nossa mãe. Assim ela não teria que voltar para a empresa e voltar com o carro.
Enquanto os dois esperam para mais uma mostra de bolo para o casamento, fiquei olhando para a tela do meu celular esperando alguma mensagem urgente que me fizesse sair deste lugar. Não consigo parar de pensar no que rolou dentro do elevador, e no que pode acontecer daqui a alguns dias que vou trabalhar com ele.
— Você gostou de qual, Bel? — Pilar passa a ponta do indicador com bolo sobre o meu nariz. — O de chocolate amargo ou de creme?
Olhei para Giovane rapidamente e ele está passando a língua entre os lábios sem tirar seus olhos castanhos de mim.
— É.... — Voltei a olhar para minha irmã. — Gostei do chocolate, não é tão enjoativo, não é mesmo Giovane?
Perguntei para ver se ela olha para meu cunhado, ele sabe disfarçar bem e sorri para ela quando Pilar encara-o para esperar sua resposta.
— Concordo com Amabel! — Giovane colocou sua colher de sobremesa sobre o prato ao lado do pedaço de bolo. — Chocolate amargo é bom para mim.
Não sei qual foi o momento que mostrei minhas intenções para Giovane, não consigo lembrar. Pode ter ocorrido no domingo passado, tínhamos ido para a chácara com a família, todos estavam na piscina quando me chamaram e eu estava morrendo de vergonha por usar o biquíni de minha irmã. Não gosto de biquíni, sempre achei muito s****l e Pilar tem uma coleção, como havia esquecido de pegar meu maio, ela fez questão de emprestar o dela que trouxe de reserva, alegando que eu deveria aproveitar a piscina com a família.
No momento que entrei na água, meu biquíni desamarrou na lateral da calcinha e o único que estava perto para me ajudar era Giovane. Será que pensou que foi de propósito? Talvez sim, realmente não foi de propósito, foi por um acaso ter desamarrado e ele era o único que estava perto para ajudar e eu fui tão na inocência. Fiquei super nervosa quando ele tocou sua pele na minha, tentei disfarçar, mas pode ter sido que transmiti algo para ele, algo que não era para ter sugerido.
Claro, se ele não fosse meu cunhado eu não pensaria duas vezes em ter ido atrás dele a muito tempo.
— Então vocês que escolheram, obrigada. — minha irmã pega na minha e na mão de Giovane dando um leve aperto. — Eu realmente estava em dúvida, tenho que concordar que chocolate amargo será melhor.