O som da boate é muito alto, minha cabeça que já estava doendo agora está ameaçando explodir.
Leonardo me arrasta com ele para a área VIP no segundo andar, parei de lutar com ele porque estou exausta e meu corpo dói.
Ele pode estar achando que venceu, por enquanto.
Assim que alcançamos o andar vejo vários homens, todos vestidos com ternos e com mulheres sentadas em seu colo.
As mãos deles exploram o corpo delas e me pergunto quantas delas realmente querem estar ali.
“Boa noite, senhores”, Leonardo fala em um tom sem emoção.
Os homens olham para ele e depois seus olhares seguem para a mão dele sobre meu braço.
Leonardo volta a me puxar, ele me leva para trás de uma cortina onde vejo várias portas.
Uma mulher de cabelos vermelhos e lábios pintados sorri ao ver ele, ela se aproxima e deposita um beijo em sua bochecha.
“A que devo a honra?” a voz dela é aguda, carregada de sensualidade e luxuria.
“Prepare ela” ele ordena e me empurra como se eu fosse um brinquedo inútil.
Leonardo simplesmente se vira e vai embora depois disso.
Fico perdida sem saber o que devo fazer, se devo correr atrás dele ou se sigo a mulher.
“Sou Charlote, coordeno as garotas da boate” a mulher se apresenta e sai andando.
Entendo que devo segui-la e vou atrás dela para dentro do último quarto no corredor.
“Antes de começar, não me importo porque você está aqui então me polpe da história triste” ela fala e puxa uma cadeira para mim.
Minhas mãos ainda tremem e escondo elas no meio da perna para que Charlote não perceba.
“O que exatamente vou fazer aqui?” a pergunta pode soar idiot@, mas preciso escutar a resposta.
“Você faz o que os clientes pagarem para fazer” Charlote responde com simplicidade “Mas antes preciso saber se você é propriedade da máfia ou está somente pagando uma dívida?”
Vejo Charlote abrir um guarda-roupa com vários panos. Chamar isso de roupa seria demais.
“Eu não sei” respondo com sinceridade.
Charlote me olha por um segundo antes de jogar uma lingerie vermelha sobre mim.
“Vista isso” ela ordena e me mostra uma porta onde posso me trocar.
“Não vou vestir isso, não vou sair daqui e virar a put@ que ele deseja” digo com raiva.
Sabe aquile ditado "meu corpo minhas regras", pois bem isso se aplica sobre mim.
Nenhum pervertido vai me tocar, a menos que eu permita.
“Garota, não dificulte minha vida e tudo vai ser mais fácil para você” ela diz com uma falsa paciência.
“Já disse que não vou vestir isso” replico e Charlote sai da sala praguejando.
Demora cinco minutos para Leonardo entrar, ele pede para que Charlote fique do lado de fora e tranca a porta.
“Passarinho, passarinho” ele fala devagar e caminha para perto de onde estou.
“Não vou trabalhar aqui, se quiser que eu pague a dívida do meu pai será em um lugar onde ninguém vai me tocar” digo criando coragem.
Leonardo me avalia, seu olhar passeia pelo meu corpo e pousa em meus lábios.
“O que te faz pensar que tem escolha?” seu tom não é bom, ele soa calmo demais “Lembra quando eu disse que tudo tem uma consequência”
“Porque tenho que cumprir as consequências de outra pessoa?” a replica pega nós dois de surpresa.
“Ninguém disse que a vida é justa” Leonardo diz e aproxima seu rosto do meu “Agora vista a porcaria da roupa ou eu mesmo a coloco em você e te garanto que será mais divertido para mim do que para você”
Engulo seco, entendendo que cada palavra é verdade.
Entro no maldito banheiro e visto a lingerie que Charlote me deu.
Ela teria ficado linda, se não fosse pelos hematomas no meu corpo.
Saio do banheiro e Leonardo está me esperando, assim que ele me vê vejo seu olhar escurecer com um misto de raiva e desejo.
Me cubro o máximo que consigo com as mãos sentindo minha bochecha queimar de vergonha.
“Vista isso” ele fala e me entrega um robe transparente da mesma cor da lingerie.
Faço tudo o que ele manda, calço o salto preto e deixo meu cabelo cair sobre minhas costas.
"Esta noite você é minha, ninguém te toca além de mim", Leonardo sussurra em meu ouvido antes de me puxar para a área VIP.
Assim que entramos, sinto os olhares famintos em mim. Fecho meu robe para esconder melhor meu corpo.
Leonardo se senta em uma poltrona e me faz sentar em seu colo.
Sinto sua ereção dura sob a calça e, por um momento, me pergunto se a mão que ele apoia na minha coxa é suficiente para sentir a umidade entre minhas pernas.
"Você não vai nos apresentar ao seu par?", pergunta um dos homens de terno.
Olho para ele e vejo uma garota sentada em seu colo. A mão dele está entre as pernas dela, e ela está com a boca ligeiramente aberta, gemendo baixinho.
"Ela é meu passarinho", diz Leonardo, e a raiva queima em meu sangue.
"Uma nova adição ao clube", o homem fala de mim como se eu fosse um troféu em uma prateleira. "M@l posso esperar para experimentar."
Leonardo ri e balança a cabeça.
"Ela não vai ficar aqui, Josh, ainda não", a resposta de Leonardo é tanto para mim quanto para o homem.
"E para onde você está levando essa belezinha?", pergunta outro homem.
A mão de Leonardo aperta minha coxa com mais força.
"Ela vai ficar no meu quarto na mansão. Estou um pouco entediado, e um rosto bonito como esse pode me ajudar a desestressar." Suas palavras me deixam desconfortável.
Eu sei que no mundo da máfia, garotas são reprodutoras, usadas como prostitutas baratas para serem depósitos de esperma para idiotas como esses.
"Então, se você vai levá-la embora, talvez possa compartilhá-la antes de ir embora", diz Josh, com a mão entre as pernas da garota.
Eu me contraio no colo de Leonardo e, por algum motivo, sua mão começa a acariciar suavemente a parte interna da minha coxa.
"O que você diz, passarinho? Quer dar uma volta rápida com ele?" Leonardo pergunta desafiadoramente.
Eu me lembro bem das regras dele.
"Não, eu estou bem aqui", mentiras e verdades combinadas.
"Você ouviu a garota, Josh", diz Leonardo com um sorriso presunçoso.
Josh, que me fez a proposta, por outro lado, me lança um olhar de ódio.
A noite se arrasta lentamente, Leonardo conversando com os homens ao nosso redor enquanto os gemidos das garotas aumentam.
Leonardo não tirou a mão da minha perna, mas também não me tocou de forma inapropriada.
"Preciso ir ao banheiro", sussurro em seu ouvido quando não consigo mais segurar.
Ele me olha desconfiado antes de chamar Charlotte com um aceno sutil.
"Não tire os olhos dela", ele diz a ela.
Sigo Charlotte de volta para o pequeno quarto, corro para o banheiro rapidamente.
Olho meu reflexo no espelho e sinto vontade de chorar.
Que vida de merda, Lilian.
Penso comigo mesma e suspiro antes de abrir a porta.
Quando saio, tenho tempo de ver Charlotte colocar algo no sutiã e acenar para Josh, que lhe dá um soco no rosto, fazendo-a desmaiar.
Deixo escapar um grito de choque e cubro os lábios com a mão.
"Passarinho", Josh zomba do apelido que Leonardo escolheu para mim. "Acho que se você me fizer um boquete, posso perdoar sua rejeição."
Dou um passo para trás e chego à porta do banheiro. Josh percebe o que estou prestes a fazer e rapidamente diminui a distância entre nós.
Luto com ele para fechar a porta, empurrando-a de um lado enquanto Josh a empurra do outro.
Ele é muito mais forte do que eu, então, quando me dá um empurrão forte, sou jogada contra a parede, batendo a cabeça no mesmo lugar que machuquei antes.
Deslizo para o chão, atordoada.
"Esta é a posição perfeita." Josh ri e começa a desafivelar o cinto.
Lágrimas escorrem pelo meu rosto, e eu quero morrer se tiver que fazer isso.
Suas mãos cheias de veias alcançam sua cueca, e ele começa a liberar sua ereção quando a porta do quarto é derrubada com um estrondo.
Vejo Leonardo entrar, ódio e fúria queimando em seus olhos. Não sei por quê, mas estou aliviada por ele estar aqui.