Nadira desceu do carro e foi em direção ao prédio. Ela mandou uma mensagem avisando que já tinha chegado e percebeu que a mensagem não foi visualizada. O marido dela foi embora e, assim que ela passou pelo portão, mexendo no celular, ouviu o barulho de uma moto, se aproximando.
Ela levantou o olhar e, de repente, viu que a moto parou do outro lado da rua e o rapaz olhou diretamente para ela. Ela ficou meio envergonhada, deu alguns passos e permaneceu do lado de dentro do prédio, com o portão trancado.
Logo ele desceu e tirou o capacete. Então ela o reconheceu. Era Fael. Ele era ainda mais bonito pessoalmente, alto, branco, tatuado, cabelo loiro. Estava usando calça jeans, tênis e camiseta polo. Ele atravessou a rua olhando fixamente para ela, sério.
Então ele pegou o celular e visualizou a mensagem. Assim que visualizou, deduziu pela aparência e pelo cabelo que era ela e achou ainda mais linda e atraente pessoalmente. Ele sorriu.
No momento em que ele sorriu, ela correspondeu, respirou fundo e foi voltando para perto do portão. Aí ela falou, apreensiva, desconcertada:
— Oi. Fael?
Ele sorriu e disse que sim. Ela abriu o portão e falou:
— Vamos entrar rapidinho, por favor?
Ele entrou, acompanhando-a, e falou com um sorriso saf.ado no rosto:
— Nossa, você é ainda mais bonita pessoalmente. Você é muito linda. Eu estou até nervoso agora. Meu Deus, que mulher linda.
Ela entrou rindo e foram para o elevador. Assim que entraram no elevador, ela falou baixinho:
— Depois a gente conversa. Obrigada!
Ela cochichou. Estava nitidamente desconcertada, com medo de alguém ver algo. Subiram durante o trajeto do elevador se olhando nos olhos em silêncio, com olhares e sorrisos cúmplices.
Assim que saíram do elevador, ela logo abriu a porta do apartamento e entraram. Quando ela fechou a porta, ele continuou parado, olhando fixamente para ela, e disse:
— Agora eu estou liberado?
Ela começou a rir.
— Sim… mas depende.
Ela continuou:
— Coloca o seu capacete ali e fica à vontade. Você quer beber comigo? É que você veio de moto. Você não disse que viria de moto.
— Eu trouxe um vinho da minha adega pra gente. Você gosta de vinho? Desculpa não trazer nada, diferente. Geralmente homens tomam cerveja, né? Mas você disse que não tem vício. Você bebe?
Ela falava de forma descontrolada, nervosa, rindo de nervoso. Ele percebeu, colocou o capacete no sofá e a acompanhou até a cozinha. Encostou na bancada de mármore e ficou olhando para ela com um sorrisinho bobo.
Ele respondeu:
— É… eu bebo de vez em quando. Eu posso te acompanhar. Você tá nervosa?
Ela balançou a cabeça afirmando, enquanto abria o vinho. Abriu com facilidade, tirou a rolha, pegou duas taças e foi enchendo.
Ele ficou olhando, intrigado, reparando em como ela estava muito bem vestida, em como era bonita, com um corpo impecável, roupas e acessórios que pareciam ser de boa qualidade.
Percebeu que ela usava joias que não pareciam bijuteria e deduziu que ela tinha uma boa condição social.
Também reparou na bolsa que ela levava, uma bolsa que ele conhecia a marca, porque um dia já havia presenteado uma ex com uma bolsa semelhante àquela.
Ele pegou a taça de vinho, molhou a boca e percebeu que ela deu duas goladas grandes. Ela perguntou, apreensiva, mais séria:
— Então, foi difícil achar aqui?
Ele disse que não. Perguntou se ela morava ali. Ela balançou a cabeça, dizendo que não. Ele percebeu que ela estava muito nervosa. Então pegou a taça, olhou na direção da sala e disse:
— Você quer sentar um pouquinho? Relaxa. Não precisa ficar nervosa. Eu é que tenho que ficar nervoso. Com uma cavala dessas.
Ela começou a rir e disse:
— Eu não sei, se eu sei o que isso significa… você é tão novinho, né? Você não quer saber minha idade?
Ele foi sentar na sala, bem à vontade, segurando a taça com as duas mãos, e disse, olhando de perto, com a cabeça meio de lado:
— Idade é só um número, você sabe, né? Isso não significa nada. Número são só números, depois dos dezoito é claro. Senta aqui pertinho de mim. Você quer sentar longe?
Ela se aproximou e sentou ao lado dele, virada de lado. Tirou os saltos e colocou os pés no sofá, ficando mais à vontade. Ela respondeu:
— Pertinho, né? Melhor a gente ficar pertinho. Então, me fala um pouco mais de você. A gente não pôde conversar muito pelas mensagens, né? Então, o que você faz da vida? Me conta.
Ele percebeu que ela estava começando a se soltar um pouco. Ele respondeu, virando também de lado, ficando mais próximo dela, mas sem encostar, sem qualquer contato físico:
— Ah, eu trabalho. Estudar não é muito a minha praia, né? Como eu comentei com você, eu acho meio difícil, mas eu sou bastante trabalhador e eu gosto de curtir.
— Eu não vou mentir pra você, não. Eu gosto de ter uns lancinhos casuais, assim. Sou caseiro, mas também, quando eu pego pra sair, daí eu saio direto. E quando eu saio, que não é sempre, eu curto bastante ir à noite, balada… pra mim não tem tempo r**m.
— Eu sou muito sincero. Mas e você? O que você faz da vida? Você trabalha com o quê? Deve trabalhar com alguma coisa na área da beleza.
Ela começou a rir e perguntou por quê.
Ele pegou sutilmente no cabelo dela, acariciou do ombro até o pulso, pegou a mão e olhou as unhas, longas com esmaltação impecável.
— Porque você é muito bonita. Além do que já vem de fábrica, você deu uma aprimorada aí, não deu, não? Posso fazer uma pergunta que pode parecer meio invasiva, mas você só responde se quiser, tá bom?
Rindo, ela disse que sim, que ele poderia fazer.
Ele apontou para o decote dela, arqueou as sobrancelhas e perguntou, intrigado:
— Você deu mais uma aprimorada aí, cirúrgica, ou essas coisas vieram de fábrica? Esses seus faróis enormes e firmes.
Ela começou a rir, quase derrubando o vinho em cima de si. Respondeu, achando ele muito fofo:
— São de fábrica. Quer tocar pra ver se são duros realmente? Nem tudo é o que parece, não se deixe enganar. Amarrada assim, a vácuo nessa roupa, com esse sutiã apertado, é uma coisa. Agora, sem, você não sabe.
Ele colocou a taça em cima da mesinha de centro e se virou, dizendo com um sorriso malicioso:
— Ah, já que você insiste, eu posso dar uma apertadinha assim, só pra ver como é que tá.
Ela colocou os cabelos para trás lentamente, jogando-os para trás dos ombros, e se sentou mais ereta, estufando o peito, deixando o decote mais evidente, e deixou os pés mais perto dele.
Ele subiu com a mão sutilmente, acariciando a coxa, a cintura, passou pelos s.eios e os apertou. Mordeu a boca de leve, com malícia, olhando para o decote, passou a ponta dos dedos por cima dos se.ios, pela clavícula, apalpou o pescoço dela.
De repente, levantou o olhar, encarou os olhos dela e a segurou pelo pescoço de forma sutil. Ele disse:
— Posso te beijar?
Ela estava ofegante, com taquicardia, nervosa, adorando sentir o perfume dele, que não era muito forte, mas era adocicado, muito gostoso, de alguma marca que provavelmente ela não conhecia, diferente dos perfumes caros que o marido usava.
Então ela assentiu de forma sutil, com a boca aberta, os lábios tremendo um pouquinho, e disse:
— Pode.
Ele se aproximou, levando uma das mãos à nuca dela, a outra levou à cintura, puxando-a para perto, e a beijou lentamente. Foi enfiando a língua na boca dela, explorando pouco a pouco, deixando o beijo encaixar.
E ela gostou.
Não era o que ela esperava para alguém da idade dele, alguém com aquela aparência. Achou que ele ia voar em cima dela e atacar, mas não foi o que aconteceu. Pouco a pouco, o beijo foi aumentando a intensidade, e os dois começaram a se tocar de maneira afetuosa.
Ela o acariciou na nuca, nos ombros, e de repente desceu a mão, passando pelo abdômen e pelas costas dele, deslizando as unhas de forma sutil, sem arranhar, mas mostrando que a intensidade entre eles estava aumentando.
Quando perderam o fôlego, deram alguns selinhos, o que mostrava que estavam se conectando fisicamente mais do que o esperado. Ele então ainda a acariciou nos braços e disse que voltariam a sentar um pouco mais longe, foi indo pegar a taça.
— Nossa, você, além de linda, é gostosa. Que beijo, hein? Meu Deus. Ainda bem que faz um tempo que eu não beijo uma boca, porque assim eu não vou confundir o seu beijo com o de mulher nenhuma. Olha, eu já posso ir embora satisfeito depois de um beijo desses.
Ela começou a rir, achando tudo muito fofo, sentindo falta de quando era jovem e ficava com caras que a tratavam como uma rainha. Ela respondeu, também voltando a pegar a taça para beber:
— Ai, menos, vai… por favor, garoto, se enxerga. Eu é que não beijo outra boca há muito tempo. Eu beijo tanto tempo a mesma boca que fiquei até com medo de ter esquecido como é que se faz. Se eu estiver beijando m*l, você vai ter que me ensinar. Quanto você cobra pra dar umas aulinhas pra tia aqui?
Ele começou a rir, acariciando a coxa dela.
— Nossa, eu daria aulas de graça. O que você quiser, qualquer coisa. Eu faria qualquer coisa por uma mulher como você, é só pedir. Eu me sinto privilegiado, de verdade.
— Eu não vou mentir. Eu uso aquele aplicativo só pra passar tempo, fazer amizade, mas são raras as vezes em que eu realmente encontro alguém assim. Você deu sorte… ou melhor, eu dei sorte.
Ela começou a rir, acariciando o abdômen dele por baixo da camiseta, sentindo a barriga tanquinho, o abdômen sarado. Ela disse, beijando o pescoço dele de forma sutil:
— Vamos ver quem é que deu sorte. Vai, bebe. Você não quer beber? Eu vou beber por você. E olha que, quando eu tomo vinho, eu fico maluca. Louca pra fazer um amor gostoso.
Ele começou a rir, ficando arrepiado com os beijos e as carícias. Começou a subir a mão pelas pernas dela, por baixo do vestido, indo até a coxa, a viri.lha. Ele disse:
— Então fica maluca. Pode ficar. Eu deixo.