Capítulo 5

1598 Words
No horário de almoço, Brenon tirou um tempinho e ligou para a esposa para conversar e dar uma atenção maior a ela, além de combinar sobre a viagem que iriam fazer. Nadira perguntou se ele chegaria tarde em casa, porque ela precisava do número do Fael, para ver a conversa que estava no aplicativo no celular de Brenon. Brenon disse que iria entrar no aplicativo e passar o número para ela. Aproveitou para perguntar se ela estava animada. Ela respondeu que um pouco, que estava achando graça e se divertindo com as possibilidades. Perguntou se ele realmente tinha certeza de que eles iriam fazer aquilo. Então Brenon disse que sim, que estava seguro da decisão e que deixaria tudo para ela decidir, para ela fazer o que achasse melhor. Nadira contou que havia decidido ir ao apartamento que era deles, por ser um lugar discreto, onde ninguém os veria entrando e saindo. Conversaram por quase uma hora, acertando todos os pontos do encontro que estava prestes a acontecer. Brenon mandou a mensagem com o número do Fael e leu as conversas que estavam no aplicativo. Ele ficou ligeiramente excit.ado, imaginando o que poderia acontecer, e um pouco inseguro, pensando que talvez ela realmente estivesse frustrada na intim.idade com ele e que aquilo pudesse abalar o relacionamento. Mas, por outro lado, acreditava que ela iria se animar, que aquilo poderia trazer novidade para os dois, aproximá-los novamente, reacender a intim.idade. Pensou que aquilo talvez suprisse um pouco da carência dela, causada pelo tempo em que ficava sozinha enquanto ele trabalhava demais. Nadira chegou em casa no final do dia e foi escolher a roupa. Separou uma lingerie delicada e sensual, rosa-fúcsia, de renda, com transparência nos s***s, calcinha fio dental com babado na lateral, meia-calça preta combinando com renda rosa na parte da coxa. Ela também foi ao salão, já havia feito as unhas, o cabelo e estava pronta para tudo. Tomou um banho relaxante de banheira, ficou toda perfumada, com a pele lisa, sedosa e cheirosa, usando seu perfume árabe de fragrância sensual de vinho e rosas. Quando estava se vestindo, colocou um vestido preto de alças regatas, rente ao corpo, na altura do joelho, bastante sexy e elegante. Foi nesse momento que o marido chegou. Brenon entrou sentindo o cheiro do perfume dela e soube imediatamente o que estava prestes a acontecer. Ficou ansioso e foi vê-la. Quando entrou no quarto, Nadira terminava de colocar os acessórios, as joias. Olhou para ele pelo reflexo do espelho, sorriu e perguntou: — Então, está bom o suficiente? O que você acha, meu bem? Ele se aproximou, mexeu no cabelo dela, sentiu o cheiro do perfume em seu pescoço e respondeu, rindo, exultante: — Hum… está ótima. Perfeita, como sempre. Por que você não se arruma assim pra mim? Ela começou a rir. — Pra você ou pras pessoas com quem convivemos? Porque, vamos combinar, sempre que a gente sai, vamos encontrar outras pessoas, familiares… e você sabe que eu não gosto de ousar muito quando vamos encontrar alguém. — Mas, se você quiser, posso começar a me arrumar mais assim pra você. Um pouco mais… como posso dizer… vulgar. Ele riu, apertou os s.eios dela e puxou seu cabelo de maneira ousada, fazendo-a olhar diretamente em seus olhos. — Vulgar não, meu bem. Deliciosamente linda. Sensual. Você nunca é vulgar. Mesmo se estiver sem nada, nu.a no pelo, você nunca seria vulgar. Ela riu alto e o beijou sutilmente na boca. — Ah, sei… você sempre tem coisas lindas pra dizer, seu mentiroso. Para de pegar em mim assim, senão você vai estragar minha roupa. Você quer que eu chegue no meu encontro já molhada, pra ele não ter dificuldade de me deixar exci.tada, molhadinha, lubrificada? Brenon riu muito, intrigado, percebendo como ela estava diferente. Mais solta, mais divertida, mais desbocada, falando besteiras que ele adorava ouvir. Ele a soltou, ajeitou o vestido dela e disse: — Não. Você tem toda razão. Deixa que, quando voltar, eu faço o que eu tiver vontade. Você quer que eu te leve? Como vamos fazer? Ou você vai sozinha de carro? Ela riu, respondeu. — Você pode me levar, porque eu vou beber um pouquinho. — Então não se esquece. — ele respondeu. — Deixa o celular fácil e leva o celular reserva do trabalho. Se acontecer qualquer coisa, você pega o celular reserva e me liga que eu apareço lá em poucos minutos. Ela riu novamente. — Para de ser bobo. Não vai acontecer nada. É mais fácil dar algo errado andando de bicicleta na rua do que em um encontro desses. Eu vou estar em um lugar fechado e eu sei me cuidar, tá? Eu tenho spray de pimenta, arma de choque… não seja bobo. Eu já passei por situações bem piores na época da faculdade. Brenon disse que então a levaria. Nadira perguntou: — Você tem certeza de que não quer cancelar? Ou escolher uma pessoa que deixe você ficar junto assistindo? Ele respondeu que não, que preferia apenas saber tudo pela boca dela, pela perspectiva dela. Então ela disse que iria pegar um vinho na adega para levar. Foi até a cozinha, escolheu o vinho, terminou de arrumar a bolsa. Colocou preservativos, uma roupa reserva, outra lingerie, pensando em várias coisas que poderiam acontecer. Estava muito ansiosa e, ao mesmo tempo, contente, como quem vai a um passeio normal, instigante. Brenon e Nadira saíram juntos e, durante o trajeto, ele começou a falar das regras. Disse que havia pensado muito e começou a listá-las, normalmente, como quem comenta qualquer outra coisa. — Meu bem, eu refleti e acho que as regras são básicas. Nada muito referente ao que você vai fazer na intim.idade, porque nós somos adultos e eu sei que cada pessoa é cada pessoa, e o que rola entre quatro paredes é um caminho aberto, né? As pessoas têm suas preferências. Ele respirou fundo e continuou: — Então vamos lá. Regra número um: você tem que usar pres.ervativo. Eu já disse, só eu posso te encher de leitinho. Ela riu, apertando a coxa dele. — Claro. Isso é indiscutível. Eu super concordo. Até porque eu adoro o seu leitinho. Quais são as outras regras, meu amor? Brenon continuou: — Regra número dois: você não pode expor o nosso casamento. Não fale nada para ele. Diga que você é casada, que gosta de se aventurar, não importa o que você vai dizer. Só não diga nada sobre a nossa i********e. — O que a gente faz ou não faz, quais são nossas discussões, nossos problemas, nossas diferenças. Inclusive, não fale muito bem do nosso casamento também. Deixa esse assunto fora. É algo privado. Eu não quero que você exponha nosso casamento, nossa parceria, nossa amizade. Nada disso, entendeu? Ela assentiu. Ele continuou. — Regra número três: eu quero que sejam encontros únicos. Hoje você pode ir e se divertir, fazer o que quiser. Faça tudo ou não faça nada. Eu não me importo. — Mas eu não quero que se repita, para não ter o risco de criar laços. Cada encontro com uma pessoa é diferente. Se amanhã você quiser repetir a dose, iremos encontrar outra pessoa aleatória. Ele fez uma pausa curta e continuou: — Regra número quatro: isso não pode ser feito com conhecidos. Apenas pessoas que a gente não conhece. Ela respirou fundo, rindo. Ele continuou. — Regra número cinco: nunca diga que o ama. Não importa onde ele te leve, se ele te levar até o céu… Brenon começou a rir. — Nunca diga que ama. Porque eu sei que você já disse eu te amo, para ficante. Isso é inaceitável. Olha que eu te conheço. Quando você está goz.ando, você diz qualquer coisa. Você diz muitas coisas. Ela começou a rir descontroladamente, quase borrando a maquiagem, e começou a se abanar. — Ai, querido… você está preocupado com o que eu vou dizer e não com o que eu vou sentir? Então ele a acariciou no cabelo, de forma afetuosa. — Meu amor, eu sei o que você sente. — Você é minha. Eu sei tudo sobre você. Não me importo com o que você vai sentir fisicamente, porque esse cara não vai te causar nada além disso. Eu me importo com o que você fala. — Vai que ele fica obcecado pela perfeição de mulher que você é. Eu sei do seu potencial, caso você tenha alguma dúvida. Você é incrível. Estou começando a achar que eu deveria cobrar para alguém ter uma experiência dessa, porque você é demais, gata. Eu te amo, você sabe. Eu amo tudo em você. Ela ficou emotiva, um pouco mexida e confusa. Respondeu de forma afetuosa, acariciando-o enquanto ele estacionava o carro em frente ao prédio. — Ai, meu amor… você é demais. Eu sei, amor, eu sei. Nós somos o amor da vida um do outro. Só por isso eu aceitei, porque nós somos tudo. Vai dar certo. Vai ser divertido. Ela respirou fundo e completou: — Olha, então você vai pra casa, faz uma comidinha leve, aproveita para assistir aquele documentário que você tanto gosta e não fica pensando muito em mim. — Só começa a pensar em mim quando eu estiver chegando. Aí eu chego e você me dá uma macetada gostosa pra eu ir dormir com dor de tanto que você vai me comer hoje. O que você acha? Brenon começou a rir, a beijou sutilmente, se despedindo. — Eu adoraria. Pode deixar. Eu vou te esperar pronto. Ela disse que iria embora de uber, e ia avisar quando tivesse terminado.
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