Angeline Müller Acordei com o som irritante do despertador, mas não tive coragem de me levantar. O mundo podia continuar girando lá fora — eu não queria voltar à universidade. Não queria correr o risco de ver Henry mais uma vez. Não depois de tudo. Virei para o lado, fechei os olhos e voltei a dormir, como se o tempo pudesse apagar o que ele deixou em mim. (...) Passei o dia inteiro sem disposição. m*l conseguia sair do lugar. Só queria que essa dor desaparecesse junto com todas as lembranças dele. Como eu fui burra. Como deixei meu coração nas mãos de alguém que, no fim, partiu como se nada tivesse acontecido? A campainha me tirou do torpor. — Lu? — pisquei surpresa ao abrir a porta — O que você tá fazendo aqui? — Ufa, graças a Deus! Eu vim saber se você tá viva, né? Te liguei um

