Henry Fontinelle. Assim que deixo Angeline sozinha, volto para a sala dos professores. Ainda bem que está vazia. O silêncio me ajuda a fingir que ainda tenho algum controle. — Droga! — grito, socando a mesa. Respiro fundo, tentando me recompor. Me sento e começo a corrigir os trabalhos do dia, mas a mente insiste em voltar para ela. Para o olhar partido. Para a voz embargada. E o pior é saber que fui eu quem causou isso. Ainda tenho que resolver tudo com o Geraldo. Quero me livrar de tudo antes que o arrependimento me engula. — Está tudo bem, Henry? — Jéssica entra sem bater, com aquele tom doce forçado que sempre me irritou. — Está sim. — É que ouvi você falando alto... parecia alterado. — Me deixa em paz, Jéssica. Estou ocupado. Não está vendo? Ela dá aquele sorriso venenoso,

