capítulo 7

1226 Words

# Capítulo 7: O Silêncio da Presa Elena Vance descobriu que a melhor armadura contra a crueldade não era a reviravolta ou o grito de desafio, mas a mais absoluta indiferença. Na manhã seguinte ao seu choro na penumbra, algo mudou no fundo de seus olhos azul-tempestade. A dor persistia, mas a expectativa havia morrido. Ela aceitou que estava no inferno, e que o demônio que governava aquele lugar não merecia mais um único vislumbre de suas emoções. Se ele queria que ela fosse apenas um fantasma, uma presença invisível e servil, ela lhe daria exatamente isso: o silêncio mais devastador que o Palácio de Espinhos já testemunhara. Quando Azael cruzou o Grande Salão de Banquetes naquela tarde, ladeado por três generais de guerra e envolto em sua habitual aura de opressão glacial, ele esperava

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