Tubarão Marcelly: Vai atrás dele, Pedro. Por favor – A voz dela veio trêmula, cheia de dor. – Conversa com ele. Tubarão: Ele não vai me ouvir agora. E, pra ser sincero, eu também não tava com paciência pra escutar. Marcelly: Por mim. Por favor. Respirei fundo. Passei a mão na testa, tentando clarear as ideias. Tubarão: Depois eu quero falar contigo. – Disse antes de virar as costas e sair da casa. Vi ele ainda dentro do carro, parado, de cabeça baixa. Me aproximei e abri a porta com força. O rosto dele ainda sangrava um pouco e estava vermelho, marcado pelo murro. Os olhos estavam marejados, mas ele fingia que não. Tubarão: Desce da p***a do carro. – Falei firme. Lucas: Vai tirar isso de mim também? – Riu. Tubarão: Tu não quer ser tratado como homem? Então age como um. Se não desc

