Tubarão Fechei a porta de casa com força e a Jéssica levantou assustada do sofá. Eu não estava com cabeça nem pra lidar com ela hoje. Minha mente era um campo minado. Dei meu apoio porque ela perdeu os pais, achei que precisava e era o mínimo depois de tudo que ela fez por mim. Mas o que era pra ser uma noite virou uns dias. Uma noite, depois duas, três.. e eu já não aguentava mais. Gosto de ter meu canto, sou sozinho por isso. Jéssica: Que foi? – Falou com os olhos ainda meio fechados, cara de quem tava dormindo o dia inteiro. Tubarão: Nada. Tá melhor? – Falei seco, mais grosso do que preocupado. A vontade era falar que eu tava cansado, esgotado, que eu queria ela fora da minha casa. Mas não queria machucar mais do que já tava machucada. Jéssica: Estou. Você não parece bem. Ignorei

