Diário de Teresa Plath
Dia 07/05
Escrevi esse poema após chegar de um encontro r**m. A conversa não estava legal, mas o cara era bonito e eu sempre sonhei em ficar com ele na adolescência. Aconteceu e, infelizmente, não supriu as minhas expectativas. Foi frustrante.
Eu poderia olhar o lado negativo desse fato mas eu extraí o melhor possível de toda aquela sensação embaraçosa dos beijos que não se encaixavam e das conversas sem sentido. O melhor, para mim, é que eu fui embora.
Bom, eu me conheço. Mesmo que pouco, ainda, para saber que a pessoa que eu era antigamente, insistiria muito mais para que desse certo, afinal, ele é bonito, eu o desejava há anos atrás e seguiria a premissa do: preciso ser boa o bastante para que ele me ame muito e preciso encontrar o amor (geralmente essa premissa é um super combo que serve para te fazer entrar em ciladas).
Bom, eu fui embora, como normalmente não faria há tempos atrás. Fui embora porque, de repente, pareceu que a minha própria companhia era melhor do que a dele. Olha só, temos um avanço aqui. Fui embora porque havia algo dentro de mim. Eu podia sentir em meus poros, que não queria e não deveria estar ali. Segui a minha intuição, mesmo sabendo que estaria abandonando velhos hábitos de fazer coisas que agradassem ao outro. Ele ficou irritado com a minha recusa e, como borboleta que sai do casulo, eu pouco me importei com seu descontentamento. O meu era mais importante.
A grande extração do melhor do encontro r**m, foi o fato de eu ter saído para me encontrar com outra pessoa, e acabei me encontrando. Bom, foi um excelente encontro, afinal. Estou aprendendo a me escolher, sem saber ao certo o que é isso. A gente vai descobrindo. Como tudo nessa vida.
Poema feito após o 06/05/2022 encontro romântico que eu chamarei de: Som das ondas, cerveja, risadas, diálogos que não se cruzavam, escuta ininterrupta, beijo que não houve encaixe e uma cachorra adorável e simpática que gostou bastante de mim
Eu tenho orgulho de você, menina
Dos seus cabelos escuros em algumas fases, illuminados em outras
Dos seus cabelos curtos em alguns momentos (raros), e longos na maior parte do tempo
Eu tenho orgulho de você, menina
Das horas que você sente uma alegria indefinida e que, por ser indefinida, logo se vai com o vento
Das suas alegrias com definições exatas e do seu jeito de extrapolar a gargalhada quando essas acontecem
Eu tenho orgulho de você, menina
Quando você se anula pelo outro porque deseja desenfreadamente o amor dele, e faz o que não gostaria, para agradar
Mas eu tenho ainda mais orgulho de você, menina
Quando se prioriza, segue seus instintos e vai embora
Eu tenho orgulho quando você sente medo e enfrenta
Mas não menos quando você se sente acuada e mostra sua vulnerabilidade
Eu vejo como você sempre dá um jeito mesmo quando pensa que não tem mais como ir adiante
Eu tenho orgulho de você, menina
Quando você alcança os objetivos que te dão na telha e que, por agoniada que é, os persegue com voracidade até conseguir
Admiro ainda mais, quando você sabe a hora de parar
Não deixo de admirar quando você não para porque, de alguma maneira, ainda faz sentido mesmo que você quebre a cara e descubra que fazia porém, só tempos depois
Eu tenho orgulho de você, menina
Quando consegue enxergar que não se enxergava
E ainda mais encanto quando você se dispõe prontamente a tentar mudar quando enfim enxerga
Eu tenho orgulho de você, menina
Quando tenta
E não sinto menos orgulho, quando desiste no caminho por não aguentar
Eu te admiro, mulher
Porque você, assim como flor, está desabrochando em seu próprio tempo.