Sábado.
Na manhã seguinte, acordei e me deparei com o Rafael deitado de bruços em meu sofá, jogado e sem camisa, dava pra ver seus músculos bem e delineados, nada muito exagerado, mas eu definitivamente havia me enganado em relação as suas idas a academia. Outra coisa com a qual eu havia me enganado era em relação às suas tatuagens, sabia que ele as tinha, mas não sabia que eram tantas. Seus os 2 braços eram praticamente fechados, mas não consegui entender o que tinha desenhado ali e havia uma outra imensa nas costas, era o que eu conseguia ver no momento, e isso dava um tempero a mais naquele homem e também explicava o porque dele andar sempre de camisas ou camisetas de mangas longas, afinal tatuagens ainda não são bem vistas no mundo corporativo.
Passei alguns minutos admirando a vista e pensando em todos os meus planos para aquele corpo. Decidi começar logo os trabalhos do dia e o cutuquei para que acordasse.
Era bem provável que ele estivesse de ressaca, dado tudo o que ele havia bebido na noite anterior, tive certeza disso quando ele tentou abrir os olhos e franziu o rosto ao contato com a luz. Revirei os olhos e fui à cozinha pegar água e um analgésico.Quando voltei ele estava sentado com os cotovelos apoiados nos joelhos esfregando as têmporas.
— Toma! - entreguei o copo e o comprimido pra ele, que me encarou por uns instantes antes de aceitar minha oferta.
— O que é que aconteceu ontem, hein? Não me lembro como cheguei aqui. - Santa tequila, aniquiladora de memórias.
— Humm deixa eu pensar… você bebeu muito, demos uns amassos e eu trouxe você aqui pra minha casa quando percebi que você não estava mais em condições de saber quem era.
— E depois?
Fiz uma pose pensativa e depois de alguns instantes desconversei:
— Vamos pra cozinha, tomar um café. - e sai andando da sala.
Rafael veio atrás de mim e segurou meu braço com força. Olhei fixamente para a mão que espremia minha pele e levantei os olhos para encará-lo.
— Me solta! - Eu não havia dado permissão para que ele me tocasse e isso me deixou muito irritada. Mas ele não soltou e continuou me encarando.
— Me solta! - repeti mais ríspida.
— E depois? O que aconteceu?? - em um único movimento me desvencilhei de suas garras e continuei andando para a cozinha, depois tenho que agradecer ao Erick pelas aulas de auto defesa.
— LETICIA! - gritou quando cheguei ao balcão da cozinha.
Me virei com cara de poucos amigos, o encarei por alguns segundos e levantei as mãos em rendição.
— Ai, tá bom! Não aconteceu nada, tá bem? Você estava bêbado como um gambá, deitou no sofá e apagou. Dormi no meu quarto, sozinha. - O semblante irritado se suavizou em um suspiro de alívio - Nossa, até parece que seria tão r**m assim se nós tivéssemos transado. - fiz um biquinho de tristeza, falso e irônico.
— Já me basta você me acusar de agressão… - falou entre dentes ainda me olhando.
Continuei a observar sua expressão, tentando entender sobre o que ele estava falando.
— Ah! - cai na gargalhada. - Nossa, qual é a impressão que você tem de mim? - meus olhos começaram a lacrimejar de tanto que eu ria - Ai Rafael, sabe que você me deu uma boa ideia? Uma acusação de estupro? Não tinha pensado nisso! - Agora encarava ele com um sorriso travesso.
O sangue fugiu do seu rosto por alguns instantes. E eu caí na gargalhada novamente. Logo me recompus e peguei meu celular encima do balcão.
— Olha, isso me fez lembrar de uma coisa!
“Pacheco, seu lindo! Bom dia! A bela adormecida acordou!” enviei uma mensagem de voz para meu parceiro de crime.
Rafael me olhava contrariado. Sabia que eu estava falando dele e isso o deixou mais irritado. Passou a mão pelos bolsos e me perguntou:
— Onde está meu celular? - Dei de ombros, me virei para preparar o café e ele saiu em direção a sala.
Ajustei a cafeteira, abri uma gaveta da pia, peguei um pequeno aparelho eletrônico e o prendi firmemente em meu braço pela guia de segurança. Quando ele voltou eu o já o esperava apoiada com o cotovelo no balcão segurando meu queixo me divertindo com a cena.
— Você viu meu celular? – ignorei a pergunta novamente.
— Ai Rafinha, você fica lindo preocupado. - Falei ironicamente, tamborilando com os dedos no mini aparelho que estava em minhas mãos.
— O que é isso?
— Um vape, tô tentando parar de fumar. - Dei de ombros novamente. O café ficou pronto, me virei, servi duas canecas e entreguei uma pra ele.
Rafael apoiou os cotovelos no balcão e jogou seu peso sobre eles, projetando-se para frente. Ele ainda estava sem camisa, seus músculos sobressaindo pela posição. Enquanto encarava a caneca em sua mão, eu me deliciava com a visão que eu tinha daquele corpo. Não fiz questão nenhuma de esconder minha admiração, na verdade estava quase babando.
Ele suspirou, deu um gole no café, levantou os olhos e me pegou no flagra. Deu um sorrisinho de canto, bem safado, pegou um cigarro no maço sobre o balcão, o acendeu e deu uma longa tragada. Empurrei o cinzeiro para ele e ele pousou o cigarro.
— Está gostando do que está vendo? - tomei um gole do meu café, saboreando o líquido quente. Alcancei seu cigarro e dei um trago.
— Você não faz ideia! - o ar de superioridade voltou ao seu rosto, respirei fundo e pousei minha caneca no balcão. - A propósito, tenho uma proposta a te fazer. - "vamos tentar do jeito fácil", pensei. Mais uma tragada e devolvi o cigarro no cinzeiro.
Ele ergueu uma sobrancelha, ao mesmo tempo curioso e desconfiado.
— Quero você, aqui, a minha mercê pelos próximos 20 dias de suas férias.
— O que? Como assim a sua mercê? - Ele me encarou cerrando os olhos, pegou o cigarro e tragou.
— Isso mesmo, eu mando, você obedece… você já deve ter ouvido falar sobre isso. - Agora sua expressão mudou, ele sabia sobre o que eu falava, mas não estava acreditando que eu estava propondo isso a ele. - Em troca, apago definitivamente o vídeo e nunca mais tocamos nesse assunto.
— Nem fodendo! - Bateu forte com a mão no balcão quando percebeu que eu falava sério - Você só pode estar maluca! - Ele se ergueu do balcão, abandonando a sua caneca e apagando o cigarro com força no cinzeiro. Ele sabia bem do que eu estava falando. - Onde estão as minhas coisas? Eu vou nessa! - Se virou e foi em direção a sala.
O segui e acompanhei enquanto ele recolhia sua camisa e a vestia com determinação. Procurou novamente pelo celular, desistiu depois de não o encontrar, vestiu as botas e foi em direção a porta.
— Rafael! - Chamei, ele me ignorou e continuou. Tentou abrir a porta mas estava trancada.
— Abre essa porta, Letícia! - Ele estava furioso.
— Não. - o "vape" dançava em meus dedos.
Ele se virou furioso, veio em minha direção e falou muito próximo do meu rosto:
— ABRE A PORTA! - Seu olhar era ameaçador, minha proposta havia tirado ele do sério, e eu nem tinha colocado meus termos ainda.
— Não! - respondi calmamente. Nossa diferença de tamanho era gritante, eu parecia uma criança perto dele, ainda mais descalça como eu estava.
Ele passou as mãos em seus cabelos exasperados e soltando um silvo de frustração e se virou pra mim novamente.
— O que você quer, hein? - Ele falava alto e sua veia do pescoço pulsava.
— Já disse o que eu quero e você tem 2 opções: Fica, aceita os meus termos e sai livre em 20 dias ou vai embora agora e arca com as consequências, a chave da porta está ali no rack. - Respondi presunçosa.
Ele explodiu de raiva como um bicho acuado e partiu em minha direção, em um movimento rápido encostei o "vape" em seu peito, ele caiu no chão com o choque que o aparelho liberou em sua pele, soltando um grito de dor.
Demorou um segundo para se recompor e me olhou incrédulo. Se levantou em um pulo e tentou novamente me atacar. Mais um choque e uma queda.
— Tá ficando chato isso! - disse com desdém.
Mas dessa vez ele foi mais rápido que eu e conseguiu me alcançar antes que eu pudesse dar-lhe mais um choque e me segurou com força pelos braços.
— Me solta, agora! Porque se você me machucar ou se eu não responder ao Pacheco em meia hora, além de fodido, você vai sair daqui numa ambulância.
— Para de palhaçada, Leticia! Eu não te agredi! - Me chacoalhou de novo como uma boneca de pano.
— Rafael! Para de ser ingênuo! O Pacheco está de sobreaviso me aguardando, lembra dele? Ele tá louco para te cobrir de porrada depois do que você fez comigo. Me solta agora! - Ele viu que eu falava sério e me soltou.
— Se você encostar em mim mais uma vez, eu juro que você vai se arrepender amargamente! - ameacei.
Ele deu dois passos para trás.
— Além do mais eu deixei o Mauro avisado, contei a ele que você poderia querer uma retaliação contra mim depois do seu ataque de fúria no escritório. O vídeo está com ele, prontinho pra acabar com a sua carreira em um clique, basta um sinal meu ou do Pacheco!
Ele me olhava chocado e sem reação.
— Deixa eu ser bem clara aqui, porque me parece que você ainda não entendeu: Eu tenho você em minhas mãos! A qualquer sinal de perigo o Pacheco vai aparecer aqui no mesmo segundo, ele mora no apartamento do lado e ele tem a chave da porta. Deixei o Mauro avisado sobre isso também e adivinha só: eles estão babando para te f***r. Você não fez questão nenhuma de manter amizades no escritório, eu, pelo contrário, tenho muitas pessoas que moveriam céus e terras por mim!
Erik Pacheco era um homem preto, grande e musculoso, um verdadeiro brutamontes e pelo que eu me lembrava tinha completado trinta e cinco anos em agosto. Era meu vizinho há bastante tempo. Nos aproximamos depois que ele começou a ser personal da academia do condomínio e viramos amigos depois que ele levou um pé da ex. Ele era um amor, com o coração tão grande quanto seus bíceps. Quando eu soube de uma vaga de segurança na empresa em que eu trabalhava, pensei nele na hora e fiz de tudo para que ele conseguisse o emprego. Já tinha perdido a conta de quantas noites havíamos passamos bebendo e conversando.
— Por que você está fazendo isso? - disse assustado.
— Porque eu quero e porque eu posso! - meu lado de predadora veio à tona. - Tá vendo essa coisinha aqui? É linda, não? - levantei o aparelhinho em minha mão - Presente do Mauro, o choque que eu te dei é apenas o nível 3 de força, no 10 você desmaia.
Ele mencionou se aproximar de mim mais uma vez.
— Você quer testar? - Movi o marcador de intensidade ao nível 10 para que ele visse.
Ele deu dois passos para trás erguendo as mãos em sinal de rendição, entendendo que eu falava sério.
— Senta no sofá! - ordenei.
Ele atendeu de imediato e eu parei em pé à sua frente.
— Vou considerar que você já fez sua escolha então agora você vai fazer tudo o que eu mandar, exatamente como eu quiser que faça e não vou tolerar desobediência!
— Você é maluca! - se opôs, levantando indignado.
— Maluca não, sádica. Senta! - Dei um passo e levantei o aparelhinho. Ele recuou mas não se sentou. Encostei rapidamente o taser e ele jogou o corpo para trás com o choque, seu peito subia e descia em uma respiração acelerada. - Não te dei permissão para falar!
— As regras são simples, fáceis de um cretino como você entender. Você vai passar os próximos 20 dias aqui, me servindo. Toda falha sua gerará uma punição a altura. Sou sua dona, sua rainha e você, meu escravo, para fazer o que eu quiser com você. - Ele abriu a boca para falar e eu levantei o aparelho de choque. Ele fechou a boca na hora.
— Vá até o rack e pegue na gaveta a sua coleira. - Ele não se moveu, não estava acreditando no que estava acontecendo. Bufei em desagrado por sua desobediência. - Sério que eu vou ter que repetir? - levantei o aparelho em minhas mãos.
Ele levantou e foi até o hack, tirou da gaveta uma coleira de dois dedos de largura, cor de chumbo e com 3 mm de espessura, com um fecho de encaixe que era liberado por chave. Era simples, aparentemente inofensiva.
Ele se virou e me apresentou o objeto.
— Agora vista! - Assim ele fez. Inverti a posição do aparelho em minha mão, apertei um botão e no mesmo instante ele caiu de joelhos se retorcendo e gemendo de dor pelo choque desferido pela coleira.
— Preciso explicar? Não né? - ele estava imóvel no chão, ofegante.
— Você não pode sair desse apartamento sem a minha permissão, não pode comer, dormir ou ir no banheiro sem que eu permita, qualquer insubordinação e você vai se arrepender. Entenda que esse choque é uma punição leve e, pelo seu bem é melhor que você não conheça as punições pesadas. - continuei com as regras. - Você está aqui apenas para me servir e nada mais e eu vou tratar você como o lixo que você é.
Dei uma pausa para que ele absorvesse tudo o que eu estava falando, a expressão de incredulidade ainda não havia saído de seu rosto.
— Você está proibido de ficar acima de mim, quero sempre te olhar de cima para baixo, não me interessa como você vai fazer isso.
— Mas isso é impossível! Vou ter que ficar de joelhos o tempo todo!
Mais um choque e um grito de dor delicioso.
— Aí isso tá ficando chato. Fica aí! - Virei e fui em direção ao meu quarto.
Voltei com meu chicote favorito nas mãos. Um lindo chicote fino de equitação, todo preto em couro. Ao vê-lo os olhos de Rafael de arregalaram, ele levantou em um pulo e foi recuando conforme eu ia me aproximando, até que encostou na parede.
Revirei os olhos e o golpeei fortemente em sua coxa esquerda. Ele gritou em agonia e tentou revidar.
Choque. Queda. Grito de dor.
Em seu espasmo ele esbarrou em um dos meus quadros na parede e esse se espatifou no chão. Rafael se deparou com meu olhar de fúria sobre os destroços no chão e empalideceu.
Descarreguei meu ódio em um golpe forte em seu braço direito. Ele gemeu de dor e levou a mão a onde o chicote havia batido.
— Vá para o meio da sala! - fez menção em se levantar e VLAPT, mais um golpe e um grunhido de dor. - Você é burro ou gosta de apanhar mesmo? - De joelhos ele foi ao meio da sala.
Enviei mais uma mensagem para o Erick:
"Começou o adestramento, mas esse aqui é burro, vai dar trabalho." Enviei o áudio.
Ao ouvir Rafael ficou furioso, estava estampado em sua cara, mas não se moveu. Ele me encarava com todo o ódio estampado, a face vermelha.
— O que foi? Cachorros violentos e desobedientes têm que ser adestrados.
— Eu não sou um cachorro! - se opôs.
Outro golpe, dessa vez em seu peito, seguido de um grito de dor. Ele levou a mão ao peito e se encolheu. Mais um golpe, agora em sua mão.
— Não quero ouvir um piu de você, não quero que você se mova e nem que se encolha ao receber sua punição. - Ele se endireitou, ainda ajoelhado.
— Levanta. - ele se levantou. - Tira a camisa! Certo! Agora as botas e meias. - Ele se abaixou e as retirou. - A calça. - Ele hesitou por um instante me olhando. O chicote zuniu, deixando mais um vergão vermelho em seu braço direito.
Ele se encolheu e gritou novamente, levando a mão à região do golpe para se aliviar da dor.
Balancei a cabeça em sinal de desaprovação, ergui o chicote novamente e ele se encolheu. Levantei uma sobrancelha e ele ajustou a postura. Encostei a ponta do chicote em seu queixo e o fiz olhar pra mim. A dor e a vergonha estampados em seu rosto.
— Seu vira-latas! Você tem só mais uma chance, se gritar ou se encolher novamente… - Me interrompi no meio de minha ameaça. - Tira a p***a da calça!
Enquanto ele se despia eu andava ao redor dele e o observava: seu peito largo e definido com a tatuagem de uma árvore que pegava todo o lado direto, me lembravam aquelas marcas que os raios deixavam nas pessoas quando as atingiam e não as matavam, sua barriga bem feita, definida no limite, e, ao abaixar as calças, me deparei com sua bundinha linda.
Parei em sua frente, o avaliei de cima a baixo e voltei minha atenção ao volume em sua cueca Boxer, levei minha mão ao queixo em sinal de dúvida e dei dois passos para trás para avaliar toda a mercadoria.
— A cueca, abaixe até os joelhos! - Ele hesitou novamente, mas não tempo suficiente para que eu reagisse, abaixou a cueca e se levantou me encarando convencido.
Olhei para seu m****o amolecido, era um tanto maior do que eu havia imaginado.
— Humm, acho que eu te subestimei… que pena. - A confusão tomou seus olhos. - Levanta essa cueca!
Ele levantou. Podia ver perfeitamente as lindas linhas vermelhas dos meus golpes em sua pele.
— Não quero te ver de roupas nesta casa, mantenha a sua cueca por enquanto, nada mais que isso. - Dizia enquanto andava em torno dele.
— De joelhos! - Desferi mais um golpe, dessa vez na parte de trás de sua coxa. Mais uma vez ele grunhiu, levou a mão à coxa golpeada e se encolheu.
Revirei meus olhos e rumei ao meu quarto novamente. Voltei de lá com um gag ball e dois pares de algemas e deparei com aquele homenzarrão de joelhos, com o dorso dobrado, encolhido.
— Nossa, que visão deprimente, aff! Se endireita! - dessa vez o golpe foi em sua b***a, seguido de um grito de dor - Presta bem atenção! É assim eu quero que você fique na minha presença, se endireite! - Utilizei a ponta do chicote para guiá-lo. - Sente sobre seus calcanhares. Mantém a postura ereta! Afasta os ombros e mãos para trás. Ótimo! Cabeça baixa e olhos no chão! - dei uma volta ao redor dele, avaliando minha obra. - Afasta os joelhos! - Ordenei e ele abriu um pouco as pernas - Mais! - Acertei uma chicotada na parte interna de sua coxa.
Esse foi o limite. Ele se levantou me empurrando para trás e eu caí de costas contra o sofá, sua expressão era de puro ódio, pressionei o botão da coleira e mantive até que ele estivesse no chão, se contorcendo. Me recompus, sentei na beira do sofá e me aproximei de seu rosto suado e abatido pelo choque contínuo.
Seu peito levantava e abaixava com velocidade. O suor escorria de seu rosto.
— Você é um cachorro muito desobediente! - dei de ombros. - Pior pra você .
Me levantei e alcancei as algemas e o gag ball.
— Volta pra posição! Minha paciência acabou com você!
— Não vou fazer nada! - ele se levantou desajeitado, ainda ofegante. - Você é maluca!
— Rafael, eu vou contar até 3 para você voltar a posição. - e levantei o controle o observando.
Ele estava puto, humilhado e cansado, era visível. Pegou suas roupas do chão, alcançou a chave e se pôs em direção a porta.
— Rafael, um!
Ele continuou indo em direção a porta.
— Rafael, dois!
Ele estacionou em frente a porta. Deliberando suas possibilidades. Fechou os punhos com força, estava tremendo.
— Rafael…
Ele se virou a contra gosto e partiu para o meio da sala se ajoelhando novamente. Com expressão de intensa irritação e descontentamento.
— Olha, que bonitinho - afaguei seu cabelo - afasta mais as pernas e está perfeito. Isso mesmo! Bom garoto! Agora FICA!
Fui à cozinha, estava com fome, preparei uns pães e umas frutas e voltei à sala. Me deparei com meu cachorrinho todo torto, ele havia relaxado em sua posição novamente.
Quando ele viu minha expressão de descontentamento tentou se arrumar, mas não foi rápido o suficiente. Mais um choque, só que agora um pouquinho mais leve. Ele soltou um grunhido de dor e se encolheu.
— Ai Rafael, que difícil hein!? Volta para posição!
Ele se endireitou.
— Você é um cachorrinho muito m*l educado. Vou te ajudar dessa vez, ok? - alcancei as algemas e dei a volta em seu corpo.
Me abaixei e prendi seus tornozelos juntos, esse par era bem curto. Ele começou a respirar mais rápido, o suor escorria pelo seu corpo. Peguei o outro par e prendi um dos seus pulsos.
— Abaixa mais as mãos - Passei a corrente do segundo par pelas algemas dos tornozelos e prendi o outro pulso. - Pronto, agora você não sai mais da posição.
Ver aquele baita homem ajoelhado, preso e humilhado me deixou super excitada. A curvatura de sua coluna fazia os músculos de seu peito e abdômen se sobressaírem. Era uma bela visão. Eu andei ao seu redor, passando a ponta do chicote pelo seu corpo e parei quando estava na sua frente. Ele me encarava, cara de poucos amigos, as linhas vermelhas das chicotadas estavam reluzentes, lindas de se ver. Sentei no sofá bem na frente dele.
— Olhos no chão! - Peguei o prato com os pães e frutas, liguei a tv e relaxei.
Passados uns trinta minutos ele começou a se movimentar e a resmungar.
— Você está me atrapalhando! Fica quieto! - Não me mexi.
— Tá doendo.
Levantei uma sobrancelha e o encarei, descontente.
Revirei os olhos e levantei a contragosto do sofá. Peguei a gag ball e me aproximei dele.
— Abre a boca. - percebendo o que tinha em minhas mãos ele se negou balançando a cabeça para os lados.
Agarrei seus cabelos na parte de trás da cabeça, impedindo seus movimentos.
— Abre a boca! - ele continuava a se recusar. - Tenho coisas bem piores para enfiar nessa sua boca de cachorro! Abre! - Ele se deu por vencido e abriu. Prendi a gag ball envolta de sua cabeça e voltei ao sofá.
As algemas não permitiam muitos movimentos, mas mesmo assim ele continuava a se contorcer. Alcancei o chicote e acertei a lateral de seu abdômen, ele se contorceu de dor, mas não pude ouvir seus gemidos.
Ele ficou nessa posição por mais meia hora. Eu o observava, suor escorria por seu corpo junto com a saliva que escapava pela gag, o rosto contorcido pela dor da posição prolongada.
Me levantei do sofá, fui ao banheiro, peguei uma toalha de rosto e um copo de água na cozinha. Voltei à sala e me aproximei dele.
— Você fica lindo assim, cachorrinho. - passei a toalha pelo seu corpo secando o suor e a saliva lentamente.
Me posicionei atrás dele e aproximei minha boca de seu ouvido. Respirei fundo e lento para que ele sentisse meu t***o. Passei a língua por seu pescoço.
— Hummmmm, tá salgadinho, que delícia! - Enquanto isso, minhas unhas subiam e desciam por sua barriga levemente.
Agarrei seus cabelos pela nuca e desci com a outra mão até a linha da cueca, acariciando e arranhando bem de leve, desci mais um pouco e comecei a massagear seu p*u já duro. Pelo visto, ele não estava tão cansado assim.
— Nossa, você está gostando disso! - Sentia-o crescer mais em minha mão, mas sua cabeça balançava de um lado ao outro dizendo não, a respiração ficando mais rápida a cada toque. - Seu amigo aí discorda de você. - Comecei a massageá-lo com mais força e vontade, logo ele estava totalmente rígido e sua respiração descompassada e senti sua cueca umedecer, era de hora de parar.
Tirei minhas mãos de seu corpo, alcancei as chaves das algemas dos tornozelos e as soltei. Dei-lhe um leve empurrão e ele caiu para frente, os membros rígidos e doloridos.
Ele deitou de lado no tapete, já estava todo babado novamente, esticou as pernas para recuperar os movimentos e a circulação. Aos poucos sua respiração voltou ao normal.
— Está com sede? - Ele fez que sim com a cabeça. - Certo, senta!
Ele me olhou como uma interrogação em seu rosto. Ainda estava com as algemas nas mãos.
— Você não está com sede? Levanta! - Ele começou a se contorcer e com dificuldade conseguiu se sentar. - Vem mais perto. - Tirei a gag. - Você está todo sujo, eca - franzi o rosto em sinal de nojo. Alcancei a toalha, sequei seu rosto. - Vem aqui. - Peguei o copo e aproximei da sua boca, ele avançou e derrubou um pouco da água, eu afastei o copo - Assim você vai molhar tudo! - Aproximei o copo novamente e agora ele veio mais devagar, a ressaca estava cobrando seu preço.
— Me solta, meus braços estão doendo. - falou baixinho, com medo da minha reação.
— Pede direito, quem sabe você me convence.
— Por favor, me solte.
— Hum, tá longe ainda.
— Por favor, eu te imploro, me solta, estou com muita dor - se pôs de joelhos e abaixou a cabeça quase até o chão.
— Quase hein. Por favor, o que?
— Por favor, minha senhora. Eu estou com dor. Eu imploro, minha rainha.
Pati palmas alegremente e me levantei, alcancei a chave e abri as algemas. Imediatamente ele relaxou os ombros e levou as mãos aos pulsos avermelhados.
— Gostei de ver! - Afaguei sua cabeça.
Dei-lhe alguns instantes para que ele se recompusesse. Me sentei novamente no sofá e o aguardei.
— Você está fedendo. - Franzi o nariz. - Vai tomar um banho, vai! E aproveita e tira esses pêlos aí, quero você lisinho. - Ele me encarou contrariado. - O que foi? Não gosto de pelos! Pode tirar tudo desse peito e desse saco! Por hora será o suficiente.
Ele não se mexeu, me olhando incrédulo.
Levantei o controle da coleira e ele logo se movimentou, quando ia se levantar do chão eu o interrompi com um choque nível 1.
— Opa! Talvez você esteja precisando de mais umas horas imobilizado para aprender o seu lugar! - Ele prontamente se ajoelhou novamente. - Quando você sair do meu campo de visão pode se levantar. Vai pro banheiro! É no final do corredor, já levo uma toalha pra você.
Ele seguiu ajoelhado até a porta do corredor.
— Ah! Não tente nenhuma gracinha, não acho que tomar choque molhado seja uma boa ideia. - Ele seguiu, ouvi ele se levantar e entrar no banheiro fechando a porta.
— Preciso resolver isso. - Falei comigo mesmo.