ѵiรitɑ

2365 Words
໓ēixá-lค naquele hospital, sozinha, partiu-lhe o coração, queria muito estar com ela, segurar sua mão e garantir que tudo ficaria bem e lhe implorar por seu perdão de joelhos, se assim ela quisesse, faria qualquer coisa para que ela não se afastasse mais uma vez, mas sabia que aquilo só iria piorar a situação, que já estava bem tensa. Por isso ele esperou ansiosamente, por mais que isso o estivesse enlouquecendo, já era o terceiro dia em que não a via, desde de tudo que acontecera que resultara em uma noite passada no hospital para garantir que nada de tão grave resultasse da queda e de todas as horas que passara sozinha naquele lugar escuro e úmido. Soubera por fontes seguras, Nino se fazendo de pombo correio escondido da namorada, que ela estava relativamente bem, tudo não tendo passado de um susto, resultando em pequenos machucados e um braço quebrado em dois lugares, o que a deixaria com um gesso por três semanas. Mesmo sabendo que poderia ter sido algo muito pior, por ela ter ficado tantas horas sem atendimento, ter a consciência de que tudo, mais a vez, era sua culpa, o remorria insensantemenente, não o deixando se concentrar em nada antes de poder vê-la novamente. Sabia que, poderia ir visitá-la e pedir desculpas, mas a conhecia bem o bastante para saber que, ela sequer o receberia, não enquanto estivesse com raiva, algo que ele não lhe tirava a razão, também pensara em ir como o gatuno mas, acreditava ser algo arriscado, o que não lhe impedia de vê-la todas as noites, mesmo que de longe. Quando enfim a viu entrar, o coração do loiro bateu tão forte que parecia que iria sair pela boca, ele tinha certeza que os outros ao seu redor podiam ouvir claramente o som, mas não falavam nada, mesmo asssim, quem estivesse perto podia ver o quanto seus brilhavam, para ele, qualquer uma das musas não se compararia ao que ele via naquele momento. Por mais que visse seu olhar triste, coisa que se odiava por ser o causador daquele tormento, ela tinha algo que ele não notara antes, põe mais que ela fosse sua melhor amiga, lembrar de tudo que passaram juntos tocara seu coração de uma maneira totalmente diferente do normal. Respirou fundo e piscou algumas vezes quando a viu se aproximar, nada o impediria de ter com ela e, ao menos tentar, acertar os ponteiros com a azulada. Nada, exceto uma loira invocada com a mão bem pesada, que ficou entre os dois. Adrien- Dá licença Chloé, tô sem tempo pras suas gracinhas. Chloé- Nem eu pras suas, Agreste. Daqui você não passa. Adrien- É mesmo? E quem vai me impedir? Ou melhor, você é qual exército? Chloé- Eu não preciso de um exército pra me livrar de um loirinho mimado e e******o como você. Um alguém que sequer deve limpar a b***a direito até hoje! Adrien- Olha como ela tá engracadinha hoje...agora vamos parar com esse showzinho e sai da minha frente que não é da sua conta o que eu faço ou deixo de fazer. Chloé- Aí que você se engana, é sim da minha conta, não vou deixar você nem ninguém fazer m*l a ela! Sabrina- Deixa pra lá Chloé, é o Adrien... Chloé- Nem que fosse o presidente ou o papa. Não vou deixar ele nem ninguém fazer m*l a ela! Adrien- Virou defensora dos frascos e comprimidos agora? Chloé- Muito engraçado...só que não. O que você fez é imperdoável, algo que nem mesmo eu nunca tive coragem de fazer. Adrien- Então você admite que já fez muita coisa contra ela... Chloé- Admito, não me orgulho de nada disso, ao contrário, me envergonho de todas as vezes que fiz m*l a qualquer um pelo simples prazer de me exibir, principalmente a ela, que sempre foi a melhor pessoa que já conheci, doce, sincera e amiga de todos. Minha vida tem sido uma farsa, assim como você, você não é nada do que qualquer um de nós imaginava. Eu errei, e muito, tratei m*l a única pessoa pura de coração e alma, a única que sempre fez o bem sem olhar a quem. Adrien- Bonito isso, pena que não é verdade. Nino- Cara, deixa quieto. Chloé- Não preciso que ninguém me defenda Nino, apesar de agradecer sua preocupação, sei que fui uma b***a insensível com todos e...só posso pedir desculpas. Sabrina- Você tá bem Chloé? Chloé- Estou ótima Sabrina, nunca estive melhor.Sei que é difícil acreditar, mas é a mais pura verdade, cansei de ser como eu tenho sido com todos, querendo me mostrar apenas para me me sentir superior, isso é totalmente errado e não tem perdão, sei disso, mas estou disposta a tentar, se for possível perdoar tantos anos de erros e maldade. Marinette- Chloé... Chloé- E então Mari, você acha que pode me dar mais uma chance? Aquilo era bom demais para ser verdade, ninguém ali acreditava no que estava acontecendo, certamente aquilo tudo não passava de um delírio coletivo e logo todos veriam que nada daquilo era sério, conheciam bem a loira para saberem que ela nunca se rebaixada àquele ponto. Marinette também ficou calada por alguns instantes, estava aturdida demais para crer nas palavras que ouvira, foram tantos anos de brigas e humilhações sem motivo, todo aquele discurso feito pela loira se...se não fosse o coração gigantesco da azulada que, sempre estava aberto para receber uma nova amiga, mesmo se essa amiga já a tivesse feito sair do vestiário apenas com a lingerie, porque sua roupa havia sumido. A sala ficou em silêncio, ninguém esperava ouvir aquilo tudo, nem mesmo vê-la assumir os próprios erros e pedir desculpas assim, ela ficou parada, sem nenhuma reação, esperando a resposta da azulada. Marinette- Está tudo bem Chloé, todos merecem uma segunda chance, não importa o que tenha feito, o importante é admitir o erro e se arrepender de verdade. Um sorriso brotou no rosto da loira ao sentir a azulada se aproximar, o abraço, meio desajeitado, selou a paz entre as duas, com todos aplaudindo ao fundo. Muitas horas se passaram desde o final da aula, por mais que ele tentasse, não conseguia tirar aquela baixinha invocada da cabeça, em como seus olhos, apesar dela sorrir e participar da comemoração de todos por sua volta, não mostravam nem um pouco de alegria, ao contrário, por todo o tempo ele via a tristeza transbordando das safiras sempre brilhantes que ela possuía. Não quis descer para jantar, disse estar indisposto, ficando unicamente olhando pela janela, em silêncio, tendo apenas o pequeno gato como companhia. Plagg- Ei garoto, o que aconteceu? Adrien- Ai Plagg, eu sou um i****a mesmo... Plagg- Tá, isso eu já sei, agora conta uma novidade. Adrien- Muito engraçado da sua parte, mas estou falando sério! Plagg- Sei...sério é o meu relacionamento com meu fedido adorado, o que você tem é só abstinência por ninguém ficar babando aos seus pés... Adrien- Você me acha tão superficial assim?! Plagg- Não, foi só uma piada pra ver se você pelo menos fazia alguma coisa, agora sem brincadeiras, o que tá acontecendo? Adrien- Eu não sei mais o que fazer, já pensei em todas as possibilidades, mas nada deu certo, tentei falar com ela o dia todo, mas tinha sempre alguém pra atrapalhar. Plagg- E isso é um problema por... Adrien- Cara...você sabe muito bem que ela é minha melhor amiga, não quero que ela fique p**a comigo pro resto da vida. Plagg- Bem, você tem algumas opções... Adrien- Quais? Plagg- Você pode esquecer dessa garota e partir pra outra, o que não falta é garota querendo ser sua amiga. Adrien- Nem vem, ela é única! Plagg- Tá. Você pode contratar alguns seguranças e fazer com que eles tirem todo mundo de perto dela. Adrien- Esquece. Plagg- Sequestro? Adrien- Por acaso você anda comendo queijo estragado? Eu não vou fazer nada pra machucá-la! Plagg- Então...sua única chance é, ir vê-la, mas sem ser você. Você sabe que ela não tem nada contra à minha presença. Adrien- Pera, você está sugerindo que eu... Plagg- Só diz as palavras e vamos resolver isso logo. Quanto antes voltarmos, mais cedo posso desfrutar da companhia do meu fedorento... Antes que ele pudesse mudar de idéia, lá estava o gatuno, pulando por entre os prédios a caminho da casa de sua amiga, a angústia de não saber realmente como ela estava, lhe cortava o coração, o que mais queria era estar ao seu lado e garantir que tudo ficaria bem. Assim que chegou na casa da azulada, pôde ver a luz acesa e a janela aberta, ela estava tão absorta em seus pensamentos que não o percebeu pular pela janela e pousar a alguns passos de si, mesmo com a pouca iluminação do quarto ele pôde notar o braço engessado e os os poucos ferimentos que ainda restavam. Ela estava sentada com algo entre as mãos, parecia ser um retrato sendo esmagado pelas mãos pequeninas enquanto as lágrimas corriam pelo rosto delicado. Antes de se aproximar, olhou ao redor e percebeu uma coisa que não havia notado antes, até porque não frequentava aquele quarto há muito tempo, bem mais de um ano, olhou ao redor e viu dezenas, se não centenas de fotos suas espalhadas por todo o ambiente, muitas retiradas de revistas, outras em momentos com os amigos, sem que ele se desse conta que estava sendo fotografado. Foi então que percebeu o tamanho do amor e adoração que ela sentia por sua pessoa, o que o fez sentir ainda pior por não ter notado nada daquilo antes, agora só o que esperava é que não fosse tarde demais para tentar consertar, ao menos em parte, todas as coisas que fizera. Andou lentamente os poucos passos que os separavam e se aproximou, ficando de joelhos à sua frente e tocar seu ombro para lhe chamar a atenção. Chat- Bonsoir princesse. Marinette- Cha-Chat Noir?! O que você tá fazendo aqui?!- perguntou saltando para trás. Chat- Eu...só vim aqui ver como você estava, fiquei preocupado desde aquele dia. Marinette- Nada muito diferente do normal, ainda estou com a cabeça em cima dos ombros e o resto também está no lugar, apesar de um pouco machucado ainda. Chat- Não adianta fingir, eu sei que você não está nada bem- comentou desviando o olhar. Marinette- Mas...poderia ser bem pior Chat- Você quer falar sobre isso? Marinette- Por que Chat? Por que você se importa? Chat- Não tem motivos além de dizer que você é especial demais princesa... Marinette- Você está enganado, não sou tão especial, não passo de uma burra isso sim...- comentou, com a voz embargada, desviando o olhar. Chat- Ei, me escuta- pediu, forçando-a a olhá-lo- Você não é burra, é a menina mais doce e gentil que eu conheço, minha única amiga verdadeira. Burro é quem te deixou assim! Marinette- Você acha isso mesmo? Chat- Eu não acho. Tenho certeza. Ela ficou sem palavras, sentia o coração bater mais forte com o carinho que ele a tratava, tanto em sua forma civil como na heróica, porais doce que ele sempre fosse, uma coisa não saía de sua cabeça e aquela era a hora de entender. Marinette- Como você me encontrou? Chat- O quê? Marinette- Naquele dia, quando eu sumi, como você me encontrou? Só uma pessoa sabia daquele esconderijo e...eu tenho certeza que essa pessoa não era você! Chat- Eu...por que isso agora princesa? Marinette- Sem essa de princesa agora Chat, eu preciso saber! Chat- Sabe como é, nós gatos, além da visão privilegiada, também temos um faro bem apurado, então...eu só segui o seu cheiro...- falou passando a garra em seus cabelos. Marinette- Meu...cheiro? Chat- O seu perfume é inconfundível princesa, tão doce e delicado como você...- declarou aspirando o perfume de seu pescoço. Marinette- Gatinho... Chat- Não fala princesa. Os rostos estavam muito perto, perto demais se ela fosse definir, isso se ela conseguisse pensar em algo diferente do aroma que chegava às suas narinas, uma mistura perfeita de hortelã com queijo que a inebriava. Era tudo tão estranho, com certeza se arrependeria depois mas, naquele momento, não teve forças para resistir e, quando ele se aproximou mais um pouco, tocando de leve seus lábios, nada mais importava, apenas se deixou levar em busca do que seu coração pedia. Por isso, não o afastou quando o sentiu tão próximo que podia sentir o hálito quente contra seus lábios, um calor tão quente e irresistível que não pensou duas vezes antes de dar fim àquela distância e deixou os lábios serem tomados, em beijo doce e surpreendente ao mesmo tempo. Um beijo que, a princípio, não passava de um leve roçar mas, que em pouco tempo era muito mais que aquilo, ambos buscando, sem deixar jamais a leveza e o respeito um pelo outro, o que o outro tinha a oferecer. Os lábios se buscavam com uma fome moderada, mas ainda assim, algo que nenhum dos dois entendia ou planejara, ambas as garras se moveram buscando sentir através do couro, a mesma maciez da pele alva, a mesma maciez que o encantara tempos atrás. Mas...tudo que é bom dura pouco e, com eles não seria diferente, o ar que lhes fez falta os trazendo de volta à relidade.... Chat- Princesa, eu...sinto muito, eu nunca... Marinette- Tá tudo bem gatinho. Chat- Não, não precisa dizer que está tudo bem, eu sei que pisei na bola e... Marinette- Você não me forçou à nada. Chat- Mas... Marinette- Eu...também quis isso, eu correspondido quando você me beijou, ou melhor, fui eu quem te beijei. Chat- Então...ainda amigos? Marinette- Só deixaremos de ser se você não quiser mais... Chat- Você é a pessoa mais importante pra mim e, não quero te perder jamais! Marinette- Nem eu tampouco. Chat- Nos vemos em breve então. Marinette- Você irá voltar? Chat- Sempre que você quiser, é só deixar a janela aberta. Antes de se levantar para ir de uma vez, ele se curvou mais uma vez, tomando os lábios delicados em um leve roçar, deixando-a parada com a mão sobre eles, enquanto pulava pela janela com um sorriso estampando o rosto. Aquela seria uma noite que os dois fariam questão de não esquecer jamais...
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