3. Te encontro as 18hrs

1111 Words
DIANA "– Eu quero você! Não consigo te tirar da minha cabeça, não esqueço esse sorriso irritante e agora não vou conseguir esquecer essa visão. Prometo que será só essa noite e depois vou esquecer tudo, nunca mais volto a falar sobre algo assim com você." Olho novamente para o teto. Essas lembranças continuam me invadindo, também me perseguiam em meus sonhos. Consegui reunir coragem para tomar banho e ficar descente, agora só preciso de uma história para contar pra Fani. – Aaaaah... – Esperneio na cama sentindo raiva de mim mesma. Maldita seja a bebida que me deu coragem para dar asas aos malditos pensamentos da minha mente pervertida, maldito seja o Nathaniel por ter aberto aquela maldita porta com aquele maldito abdômen à mostra e aquele maldito sorriso. E não posso esquecer da maldita melhor noite que eu já tive com os malditos orgas`mos incríveis que aquele maldito me proporcionou. – Que ódio! – Esperneio na cama outra vez e levanto. Já chega disso Diana Olsten! Você é uma mulher adulta, desça as malditas escadas, diga que ficou até às 5 da manhã em uma maldita festa e pare de amaldiçoar tudo por favor. É isso! Passo pela porta e desço a escada com determinação, infelizmente a determinação morre quando o vejo no sofá com uma garrafa de cerveja na mão, congelo no lugar. – O que tá fazendo parada aí Diana? – Noah pergunta fazendo a atenção daquele maldito olhar castanho se concentrar em mim com seu sorriso presunçoso. – Me distraí com o jogo. – Afirmo andando em direção a cozinha. – A Fani deixou seu almoço no microondas. – Abro a geladeira para pegar um copo de água e me direciono para o microondas. – Onde ela foi? – Pergunto enquanto ajusto em 1 minuto. – Foi fazer compras com a sua mãe e a minha sogra! Elas queriam levar você, mas a Fani falou alguma coisa sobre meteoros! – Dou risada, pego o prato, coloco sobre o balcão, vou até a gaveta para pegar uma colher e sinto mãos rodearem minha cintura. NATHANIEL Seco a garrafa em minha mão e coloco em cima da mesinha que está em minha frente. – Vou pegar outra cerveja, quer uma também? – Noah olha para a sua cerveja ainda pela metade e balança a cabeça em negativa. – Não obrigado, mas pode beber quantas quiser, a Fani disse que vai dirigir. – Concordo, afinal a Estefânia nunca perde a oportunidade de pôr as mãos no volante do meu carro, ando pensando em dar um igual a eles como presente de casamento. Entro na cozinha em silêncio e Diana está de costas para mim, coloco meus braços em volta da sua cintura e aproximo meus lábios da sua orelha tocando levemente, porém o suficiente para sentir o corpo dela inteiro estremecer, sussurro baixo lhe causando arrepios. – Andei me perguntando quando iria cruzar seu caminho fugitiva. – Eu não fugi. – Ela afirma confiante e vira ficando de frente pra mim. – Ah não? – Questiono arqueando a sobrancelha. – Eu não tinha nenhum motivo pra fugir, ontem eu era uma bêbada com te'são e acabei acordando na sua cama, simples assim. – Não tente culpar a bebida senhorita Olsten, ninguém fica bêbado com duas doses. – Sorrio provocando-a. Flashback "– Você está bêbada? " "– Não! Eu só bebi duas, pra tomar coragem." – Posso ter mentido um pouco sobre essa parte, talvez duas possam ter sido uma garrafa, ou quase isso... – Busco verdade em seu rosto e encontro. – Então acho que você não se lembra de nada do que fizemos... – Minhas mãos caem lentamente do corpo dela e enfio nos bolsos, de repente meu bom humor decaiu e encaro o chão, buscando uma forma de me recuperar do papel vergonhoso que fiz. – Não foi isso que eu disse... – Ouço o tom baixo da voz doce de Diana. – Eu não costumo beber meu juízo, se eu fiz o que fiz foi porque era minha vontade. A menos que você ache que faz parte da minha rotina beber e acordar na cama de estranhos, porque se é isso que pensa de mim... – Coloco o dedo nos lábios dela para fazer silêncio. – Conviver com a Estefânia deve influenciar as pessoas a criar monólogos. Em minha defesa, isso nunca passou pela minha cabeça. – Tiro minha mão do bolso e a colo ao meu corpo. – E eu devo admitir que eu também queria, na verdade depois de ontem a noite percebi que queria você mais do que eu imaginava. – Passo o nariz pelo seu pescoço e Diana suspira, acho que gosto de fazê-la suspirar – Também quero muito ter aquela conversa que você prometeu ontem. – Solto Diana e abro a geladeira pegando a cerveja que usei como desculpa para o Noah. – Agora? – Ela me olha inclinando a cabeça e faz a carinha confusa mais fofa que já vi. – Meu apartamento. Hoje. 18 horas. – Dou um beijo na bochecha e ela me olha surpresa pondo a mão no local, abro um sorriso e volto para o sofá. – Cara, você acabou de perder um gol do Balogun! – Jura? Mas com certeza vão passar o replay no intervalo. – Além disso, eu estava atrás de algo bem melhor. – Viu a cara de ressaca da Di? Cara que saudade dos tempos de faculdade. – Noah diz pensativo dando um gole na cerveja, já tomei 3 garrafas e ele continua bebericando a mesma. – Ela encheu a cara? – Pergunto mesmo sabendo a resposta. – Chegou 5 da manhã, tinha que ver a Fani e eu. – Fala de um jeito orgulhoso – Pareceu treinamento para quando tivermos filhos adolescentes que não voltam pra casa. – E onde ela estava? – Finjo um falso interesse, já que na verdade sabia exatamente onde Diana estava e com quem. – Não sei, provavelmente ficou em uma festa até o amanhecer, eu tinha dito pra Fani que ela estava bem, mas ela ficou insistindo que a Di nunca passou uma noite fora sem avisar e não estava na casa dos pais. Acho que até eu estava um pouco preocupado... – Diz dando outro gole na bebida e voltando a atenção pro jogo. – Admito que fiquei aliviado vendo a Fani segurando os ombros dela enquanto bombardeava a coitada de perguntas. – Você e a Estefânia serão ótimos pais! – Ele concorda e estufa o peito orgulhosamente. – Seremos, não é? – Pergunta retoricamente balançando a cabeça e finalmente seca a garrafa. – Aí está o replay do Balogun.
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