A noite fria de São Pietro bateu no meu rosto assim que atravessei as portas do Palácio da Justiça, mas não foi suficiente para esfriar o calor da minha raiva. Ignorei o manobrista que corria para atender os convidados. Ignorei os flashes remanescentes dos paparazzi que ainda aguardavam a saída dos VIPs. Eu só queria distância. Distância da música, da hipocrisia e, principalmente, de Juan Tenorio. Desci a escadaria quase correndo, meus saltos estalando no concreto. — Lara! Aquele i****a tinha me vigiado a noite toda, e agora me perseguia até na saída. Não parei. Ouvi passos rápidos e pesados atrás de mim. Antes que eu pudesse alcançar a calçada e chamar um táxi, ele me alcançou. Juan se colocou na minha frente, bloqueando meu caminho com seu corpo largo e imponente. O smoking ainda e

