FELIPE NARRANDO Faz exatamente cinco dias. Cinco dias desde a última vez que eu vi a Vitória. E o mais f.oda de tudo isso é que não é só a ausência. É o silêncio. Um silêncio estranho demais pra ser normal. Porque, por mais que nossos horários às vezes não batessem, eu sempre acabava cruzando com ela. Sempre. Ou ela tava saindo, ou tava chegando daquela droga de penitenciária. Nem que fosse de longe, nem que fosse só um aceno rápido. Mas agora… nada. Cinco dias sem ver a cara dela. E isso não existe. Já me passou pela cabeça que essa filha da put.a nem pra casa tá voltando. Porque se estivesse, eu teria visto. Nem que fosse entrando correndo, nem que fosse saindo atrasada. Mas não vi. Não vi nada. É como se ela tivesse simplesmente evaporado. Já liguei pra ela umas quinhentas vezes

