Deixada Para Trás

3349 Words
- Anna, sem chance, eu não vou até aí. — Mia permanecia insistente no telefone. —   - Só dois dias, por favor... UM DIA! Pronto!    - Não, eu não vou.… apesar de querer muito conhecer o seu namorado e querer rever seus pais. Eu não vou, sério. A faculdade e tudo mais...    - Eu vou embora daqui a dois dias, por favor!    - Eu não posso! Prometo que quando o filme estrear eu vou fazer questão de assistir com você. — Ela desligou a ligação, me impedindo de insistir pela milésima vez que viesse. —                Meus dias em Nova Iorque estavam contados, assim como minhas férias. Havíamos entrado em um pequeno recesso, por mais que fosse meu primeiro filme e meu primeiro contato com um estúdio de gravação, câmeras, figurinos e tudo mais... eu estava cansada. Cansada não só fisicamente, psicologicamente também. Rever meus pais e passar um tempo com eles junto com Henry foi bem relaxante, mas em breve era hora de voltar ao trabalho. O trabalho que sempre sonhei e amei. Só que agora tudo o que eu mais queria era que tia Johanna aparecesse com uma explicação.    - Perdida nos pensamentos, Anna? — Fui interrompida por Nancy, que saía da cozinha. — - Sim, só estava pensando um pouco.    - Anna, eu não te conheço bem. Henry me contou por altos sobre você, ele é como um filho para mim, sabe? Geralmente quando ele vem pra Nova Iorque eu sempre cuido dele. — Ela sentou ao meu lado, me virei para olhá-la. — - Ele sempre fica nessa casa ou em outro lugar?    - O quê? Querida, ele sempre fica aqui. Essa casa é dele, eu cuido dela. Sempre que ele vem para cá ele fica aqui. — Ela sorriu gentilmente. — Ele não te contou, não foi?    - É, ele disse que alugou. — Sorri. — Imagino o motivo pelo qual ele disse isso.    - Sabe Anna... Henry é um homem muito bom. Quando meu filho faleceu eu perdi tudo. Mas ele fez questão que eu ficasse nessa casa, eu cuido dela até então. Henry me deu um lar novo, uma oportunidade nova. — Ela segurou minhas mãos. — Ele tem um coração tão bom e ao mesmo tempo tão frágil.... Eu não quero que ele se machuque de novo. É difícil vê-lo ficar triste. Eu só te peço que não o machuque.    - Não se preocupe com isso, por favor. — Eu sorri pra Nancy. — Henry é tudo o que eu tenho agora. Ele tem ajudado tanto a mim e a minha família que eu nem sei explicar. Eu sou muito grata e não seria capaz de magoá-lo.               Minha mãe apareceu na sala com o celular na mão.    - Filha, você já viu isso?              Ela me entregou o celular. Estava aberto em um site de fofocas. Logo vi uma foto minha e de Henry enquanto estávamos sentados na mesa da piscina ontem. A manchete dizia: “Henry Cavill e Anna Fitzgerald em clima de romance fora do set de filmagem. ”   - Eu não acredito. — Entreguei o celular a minha mãe. — Que d***a! Como eles conseguiram essa foto? Pelo ângulo ela foi tirada do lado de fora da casa. Nancy, os vizinhos sabem que o Henry mora aqui?    - Sim, eles sabem. Mas nunca tiraram fotos dele por aqui. Isso é estranho... e era um pouco tarde quando vocês estavam lá fora. — Ela se inclinou para ver a foto no celular de mamãe. — Geralmente as pessoas dormem cedo por aqui.    - Ele vai pirar quando ver isso, nós iríamos assumir quando fosse a hora certa. Mas com essa foto, acho que nem é preciso mais. — Cocei minha testa. —              Entrei no meu i********: e o número de seguidores estava aumentando, talvez até bem mais do que quando fui anunciada como Catherinne. Os comentários nas minhas fotos não eram tão amigáveis assim. Resolvi desativar todos os comentários. Que horror, era uma chuva de ódio misturado com uma pequena porcentagem de fãs. Liguei pra Henry e contei o que havia acontecido. Ele bufou no telefone, disse que quando chegasse em casa iríamos resolver isso.    - Anna, já aconteceu. — Ele sentou-se no sofá. — A gente não pode fazer nada além confirmar. As pessoas já sabem.    - Não era para ser assim, não era. Eu não imaginei desse jeito.    - Nem tudo é como a gente quer. Olha só, fica tranquila, vai ficar tudo bem. — Henry tentava me acalmar, mas falhava. —    - As pessoas estão me mandando mensagens no Twitter, já me xingaram horrores nos comentários do i********:, até ameaças de morte eu recebi. Você tem noção? — Apontei para mim mesma enquanto falava. —    - Por isso eu não queria que a mídia soubesse. É difícil. Agora não tem como a gente esconder mais. — Ele deu de ombros. —    - Eu quero voltar pra Londres. — Levantei do sofá. —   - O quê?! — Henry estava confuso. — Como assim voltar pra Londres?    - Eu quero voltar. Pro meu hotel, minha cama e tudo mais.    - Anna, são quase onze da noite.    - Melhor ainda! Eu chego lá pela manhã bem cedinho.    - Você tem certeza? — Ele me analisou, por alguns segundos eu pensei em ficar e voltar pra Londres quando ele fosse. —    - Tenho.  — Falei firmemente. —   - Pede pra Nancy arrumar suas malas. Você vai ter que ir de jatinho, não tem como comprar passagem uma hora dessas. — Ele puxou o celular do bolso. —   - Eu ajudo a Nancy. Quando tudo estiver pronto, você me avisa, Okay? — Henry estava de costas para mim, ele apenas sussurrou um: “uhum” —                 Subi para o quarto de Henry e comecei a arrumar minhas coisas. Pedi pra Nancy e mamãe me ajudarem, eu não havia trazido muita coisa. Depois de dez minutos minhas malas estavam prontas. Henry subiu.    - O motorista está lá fora. Você está pronta? — Ele abriu a porta do quarto. —    - Sim. — Peguei minhas duas malas com certa dificuldade. —    - Nancy, ajuda a Anna levar as malas para o carro. — Henry estava frio, falava de forma séria. Mamãe e Nancy saíram do quarto, deixando-nos sozinhos. —    - Qual o problema? — Abracei Henry, que depois de alguns segundos retribuiu o abraço. —    - Eu queria que você ficasse. — Ele desfez o abraço e me encarou. —    - Me desculpa, eu quero ficar sozinha por um tempo. Quando você voltar pra Londres, serei toda sua. — Ele sorriu. —    - Eu te amo, boa viagem. — Ele me beijou. —  . Quando o avião pousar em Londres, me liga!    - Pode deixar. — Desci as escadas e fui para a frente da casa. O carro estava parado. Mamãe e Nancy estavam me esperando. —    - Tem certeza que quer ir hoje, filha? — Minha mãe colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha. —    - Sim mãe. — Sorri encarando o chão. — Assim que chegar eu aviso, não se preocupa, está bem? — A abracei. — Nancy, foi um prazer te conhecer. — Nancy me abraçou, ela era um pouco mais baixa que eu, tive que me abaixar um pouquinho para abraçá-la. —    - O prazer foi meu, Anna. Boa viagem, cuidado. — Ela sorriu para mim, entrei no carro e seguimos até o aeroporto. —                  Depois de algumas horas de viagem e acordar com o pescoço um pouco dolorido por dormir no avião, assim que saí da aeronave senti o velho e bom clima frio de Londres. Peguei a jaqueta que estava amarrada em minha cintura e a vesti. Um homem de terno acenou para mim. Fui até ele, que abriu a porta do carro.    - Senhorita Anna, vamos, vou levá-la até seu hotel.   - Você trabalha para o Henry? — Perguntei. —    - Algumas vezes. — Ele sorriu. —                    Assim que paramos no hotel, o amigável recepcionista veio pegar minhas malas.    - Obrigada. — Sorri para o mesmo, que corou. Caminhei até o balcão e cumprimentei uma das atendentes. — Bom dia, a chave do meu quarto por favor.    - Senhorita Anna sentimos muito, mas sua estadia no hotel acabou. — Ela checou o computador. —    - Como assim?    - A senhorita só pode pegar a chave do quarto se pagar outra diária.    - Meu contrato acaba daqui a um mês, isso é impossível. — Eu estava em choque. —   - Na verdade, sua tia o cancelou a alguns dias.                  Naquela hora todo e qualquer outro sentimento bom que eu tinha por tia Johanna havia sumido. Ela quer guerra? Então ela vai ter.              Enquanto eu tentava processar tudo o que estava acontecendo na minha vida, sentei na escadaria de entrada do hotel. O recepcionista simpático sentou-se ao meu lado.    - Oi senhorita Anna. Aconteceu alguma coisa? Quer que eu leve suas malas lá para cima? — Ele olhou para as minhas duas malas de tamanho médio, logo em seguida para mim. —    - Não. — Tentei sorrir, mas não obtive sucesso. — Eu não vou ficar mais aqui. Na verdade, eu nem sei onde vou ficar. — Dei de ombros. —    - Como assim? — Ele tentava entender a situação, me virei para encará-lo, que prestava atenção em todos os movimentos que meu corpo fazia. —    - Minha estadia aqui acabou. Não tenho mais dinheiro para pagar, minha tia sumiu e daqui a alguns dias as gravações do filme voltam. Provavelmente vou dormir na rua enquanto isso. — Apoiei meu rosto no meu joelho. —    - Eu sinto muito... só que você não é a atriz principal daquele filme que está dando o que falar? Que é com o senhor Cavill?    - Sim. — Nesse momento pensei em Henry. — VOCÊ É UM GÊNIO! — Levantei-me das escadas e beijei a bochecha direita do recepcionista, que corou. —             Rapidamente puxei meu celular do bolso e procurei o Henry na minha lista de contatos. O celular chamou três vezes, na terceira pude ouvir a voz dele.    - Oi Anna, aconteceu alguma coisa?  - Eu preciso da sua ajuda mais que tudo.  - Sua tia fez alguma coisa?  - Sim, ela não renovou minha estadia aqui, eu estou literalmente na rua. Não posso ficar aqui, por isso te liguei.  - Você pode ficar na minha casa. — Henry quase me fez engasgar com minha própria saliva. —  - Henry, eu ia te pedir para alugar um hotel. Você não precisa fazer isso. - Onde você está?  - Em frente ao hotel que "eu morava" — Fiz aspas no morava—  - Não sai daí, vou pedir para minha tia levar uma cópia da chave da minha casa.              Antes que eu pudesse retrucar alguma coisa, ou dar alguma justificativa de que eu não poderia ir para casa do Henry, ele desligou na minha cara. Entrei no lobby do hotel e sentei em um dos sofás, Joe, o recepcionista que agora eu sabia o nome, me ajudou a levar as malas até o sofá. A recepcionista do balcão me encarava na maior cara de p*u do mundo. Eu apenas fingia que nada estava acontecendo enquanto vasculhava a galeria do meu celular. Depois de alguns minutos com os olhares de não só uma, agora duas recepcionistas me encarando, a tia de Henry finalmente havia chegado com a chave. Ela me abraçou gentilmente e seguimos até o seu carro.   - Sinto muito, querida. Você está passando por uma situação muito difícil. — Ela segurou meu ombro. —   - É sim, mas algumas coisas precisam acontecer para nos fortalecer. — Sorri fraco enquanto encarava o chão. —   - Espero que você e Henry consigam lidar com isso, foi tudo tão rápido. — Ela abriu a porta do passageiro para mim, que agradeci. —                 Chegamos em Kensington na confortável casa de Henry. Eu ainda me sentia meio desconfortável, eu literalmente fiquei parada na porta de entrada, só me mexi quando a tia de Henry me deu um leve empurrão.    - Anna, você já veio aqui outras vezes. — Ela fechou a porta atrás de nós. —    - É que todas as vezes que eu vim aqui, era como visita e não hóspede. — Encolhi os ombros, ela riu. —    - Você já é da família. — Sorri. — Ele chega rápido, então não se preocupe em ficar sozinha aqui. Você pode levar suas malas lá para cima. Eu vou buscar o resto das suas roupas no hotel.    - Muito obrigada. — Agradeci. — Henry tem muita sorte em ter uma tia como você por perto. — Ela me olhou com uma expressão de ternura. —    - Eu sei o que aconteceu, sinto muito. Espero que você encontre logo sua tia e que possa conversar com ela sobre tudo. — Ela pousou a mão no meu ombro. —   - Claro. — Fiz um movimento rápido e tirei a mão dela do meu ombro, subi as escadas em direção ao quarto de Henry. Ela veio atrás de mim. —    - Anna, eu vou pegar o resto das suas roupas e resolver algumas coisas... — A interrompi. —    - Não precisa, amanhã você faz isso. As que eu tenho aqui dá para eu me virar por hoje. Se quiser, até eu mesma posso ir pegar. — Sorri sem mostrar os dentes. Ela me olhou com a expressão de alívio. —    - Obrigada, você nem imagina quantas coisas eu preciso fazer hoje. Mas qualquer coisa é só me ligar.    - Não se preocupe. — Sorri. —              Ela saiu pela porta, me deixando sozinha na casa. Deitei na cama de Henry e passei um tempo encarando o teto. Fui até o closet e vasculhei os cabides. Eu encontrei o traje do Superman, do Geralt, até encontrar uma camisa que tinha o cheiro dele. Não demorei muito e a tirei do cabide, a coloquei em cima da cama e fui em direção à suíte do quarto. Tomei um bom banho quente e coloquei a camisa de Henry. Logo o cheiro dele me fez ter uma nostalgia imensa. O cheiro que eu havia sentido pela primeira vez que o vi, quando veio me cumprimentar no dia da comitiva. Sorri ao lembrar dele. Após voltar a realidade, desci para a cozinha. Eu não sei cozinhar, por sorte, havia um pote com Yakisoba dentro. Cheirei o mesmo, notei que estava em bom estado e o coloquei em um prato. Alguns minutos no micro-ondas e ele estava quentinho. Salivei quando senti o cheiro.    - Henry tem um ótimo gosto para comida. — Quase engasguei com o Yakisoba quando vi uma mulher parada na porta da cozinha me encarando. —    - Por Deus, quem é você? — Tomei um gole do copo de água que estava no balcão da cozinha. —    - Desculpe se te assustei. Faço faxina regularmente para o Henry, achei que você soubesse que eu vinha, na verdade, eu não sei quem você é... — Ela semicerrou os olhos, tentando lembrar. —    - Eu sou Anna, namorada dele, não era para eu estar aqui, só que estou... e enfim... longa história. — Dei de ombros. —    - Não vou incomodar a senhorita. Pode desfrutar do melhor Yakisoba de Londres em paz, só vou arrumar algumas coisas por aqui, fique tranquila, não sou ninguém e nem notará que estou aqui. — Ela foi em direção a dispensa e pegou um balde com rodo e algumas luvas. —    - Se precisar de ajuda é só me chamar.            Fiz continência para a mesma, que sorriu. Acho que ela pensou que eu falei brincando. Assim que terminei o Yakisoba, fui até a pia e lavei o prato. Subi as escadas e voltei para o quarto, passei alguns minutos nas redes sociais e desci de volta para a sala, que agora, estava com um cheirinho de lavanda. Respirei fundo e deitei no sofá.    - Não precisava lavar a louça, esse é meu trabalho. — A faxineira apareceu, me fazendo dar outro pulo, já que havia esquecido completamente que ela estava lá. —    - Ah, que isso. Não custa nada. — Sorri. —                   Ela sorriu e saiu pela porta, agora sim eu estava sozinha. Queria m***r a saudade de Henry, mas não podia ligar para ele, com certeza ele estava fazendo algo de importante. Coloquei um filme na Netflix, após alguns minutos acabei caindo no sono. Acordei com a casa completamente escura. A sala só estava iluminada graças a televisão, o filme já havia acabado a muito tempo. Eram quase nove da noite. Olhei pela janela e a rua estava totalmente escura.    - Para um bairro nobre, isso aqui está esquisito demais. — Falei. —            A casa de Henry é enorme. Eu não sou do tipo que tem medo de ficar sozinha, só que de forma alguma eu iria de vão em vão ligar a luz. Pelo menos ele vai economizar um pouco de energia no fim do mês. Desliguei a TV e subi as escadas correndo. A luz do quarto estava acesa, o corredor não parecia tão assustador assim. Caminhei lentamente até chegar no quarto. Peguei o notebook de Henry e vasculhei os jogos. Decidi que ia jogar GTA 5, mas antes que o jogo iniciasse, a campainha tocou. O som era tão alto que parecia que haviam tocado dentro do quarto. Eu já estava com um discurso pronto para quando abrisse a porta, a tia de Henry não precisava fazer aquilo, eu disse que as minhas roupas dariam para passar o resto da noite. Mas antes que eu pudesse abrir a boca, fui surpreendida.    - Anna, quanto tempo.  — Dylan, meu ex-namorado problemático que eu achava que estava morto, estava parado bem na minha frente de braços abertos. Ele me abraçou. Estava com roupas que passavam a sensação de que nunca haviam experimentado uma máquina de lavar, mas estava com o cheiro agradável do seu perfume importado. —    - O que... o que você está fazendo aqui? — Cocei os olhos, tentando me certificar que não estava vendo miragem. —    - Não vai me convidar para entrar? — Ele falou já entrando na casa de Henry. —    - Como você conseguiu chegar aqui? E como você me achou? O que está acontecendo? — Fechei a porta e me virei pra Dylan. —    - O que importa é que eu tô aqui, gata. Senti muito sua falta. — Ele tentou me beijar, desviei do mesmo. —    - Dylan, eu achei que você estava morto. — Cruzei os braços. —    - Você sabe, amor. Eu sumo, mas eu volto. — Ele se jogou no sofá. —    - Você não deu notícia por meses. Você nem sequer falou com os seus pais. — Me sentei na poltrona em frente ao sofá. —    - Relaxa... Casa maneira, comprou com a grana que ganhou do filme? — Ele encarou a sala inteira e pousou o olhar em um porta-retratos de Henry, seus pais e seus irmãos. —    - Não. É a casa do meu namorado. — Falei a palavra “namorado” firmemente, como nunca havia falado antes. —    - É só eu sumir por um tempo que você já arruma outro... que amor é esse, Anna? — Ele falou ironicamente. —    - Amor de quenga. — Ele gargalhou. —   - Escuta aqui, qual a razão de você ter voltado?    - Senti sua falta. — Ele me encarou sério. —    - Fala a verdade.    - Tem uns caras querendo me pegar... — Revirei os olhos. — Eu preciso de grana, cê sabe...    - Eu não tenho dinheiro para você. — Levantei bruscamente da poltrona e fui em direção à porta. — Vai embora. — Dylan levantou enquanto eu abria a mesma. —    - Tem certeza que não quer que eu fique? — Ele me puxou pela cintura, colando nossos corpos, me separei rapidamente dele. —    - Não. Você está fedendo a cigarro, vai embora Dylan. — Desviei do beijo que ele tentou me dar. —   - A gente se vê... — Ele saiu pela porta. —                 “m***a” pensei. Agora eu tinha mais um problema para lidar.
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