A luz dourada da manhã infiltrava-se pelas cortinas transparentes do quarto, derramando um brilho suave sobre o lençol amassado que ainda guardava o calor do meu corpo. Pisquei lentamente, deixando que os meus olhos se ajustassem à claridade tênue que se espalhava pelo ambiente, como um sussurro gentil anunciando que o novo dia havia começado. Por um instante, permaneci ali, imóvel. Escutando o som distante da cidade, sentindo o silêncio sutil ao meu redor. Havia algo diferente naquela manhã. Um sopro de tranquilidade, uma promessa suspensa no ar — como se o universo sussurrasse, em voz baixa, que talvez as coisas estivessem prestes a mudar. Sorri, quase sem querer. O nome dele percorreu a minha mente como uma onda cálida. John. Os seus olhos escuros. A maneira como a sua voz grave in

