AMÉLIA ANDREWS
Navegamos pelo porto de Nova York, eu admirava a Estátua da Liberdade, o ponto do Brooklin e silhueta de Manhattan, diretamente do convés do Iate dos Nichols. Conforme o sol se põe na "Cidade que nunca dorme" vi a Estátua da liberdade sendo iluminada dando uma vista espetacular.
A bordo de Beth, saboreei um relaxante coquetel que ofereceram o garçom enquanto via o pôr do sol desaparecer dando uma noite maravilhosa em Manhattan com as suas luzes e ao longe sumia o porto de Nova York do convés espaçoso e confortável da embarcação tudo estava iluminado maravilhosamente, podia ouvir música rolando na pista de dança do outro lado da proa, coloquei o copo numa das bandejas dos empregados de mesa que passaram perto, encostei-me ao corrimão do iate, olhando tudo à minha volta, embaixo era somente escuridão na água, olhava maravilhada a bela vista e a iluminando ao anoitecer. Podia sentir o Barco parando certa distância no porto mais próximo, quase ao lado da Estátua da liberdade, estava tudo perfeito, eu tinha uma bela vista, boa bebida, comida e petiscos deliciosos, apesar de não conhecer ninguém — Exceto a minha amiga e agora a sua família... Apesar disso sentia-me sozinha, porém, não, era algo r**m, tinha acostumando-me a isso e achava confortável, assim evitava pessoas fúteis e cantadas de homens que julgavam que terem dinheiro facilitava o seu xaveco.
Tudo estava lindo, assim eu achava até vê ele, um homem alto que confesso e deu para ver um muito pouco da camisa branca.
Que isso estou a querer verificar até a blusa por dentro, eu não sou assim.
Terno preto, gravata borboleta, cabelos negros e rebeldes, rosto bem barbeado, prendi a respiração e o coração por algum motivo disparou. Ele olhava para mim, olhos totalmente impenetráveis que se destacavam pela luz da lua, não sei quanto tempo ficou na mesma posição até andei na minha direção como se viesse atrás da pressa que, na verdade, aqui só tinha eu, então estou literalmente frita, quando percebi estávamos perto, decorreram-se segundos sem falarmos nada, soltei a respiração que tinha prendido admirando esse belo homem — Agora posso dizer que a noite agora estava perfeita.
Fica quieto, pensamentos errados e inconstantes, nuca vou conseguir entender a minha mente.
— O que uma bela mulher faz aqui sozinha — Falou como sendo uma afirmação, olhando-me sem desvia e com isso acabei toda constrangida.
— Admirando a vista – Comento voltando o olhar, logo um vento passou por mim, refrescando os meus pensamentos, respirei fundo olhando para ele.
— Verdade, uma vista perfeita – Falou o charmoso homem desconhecido, porém, percebi que ele estava olhando-me quando fiz a sua afirmação.
— Desculpe, onde foi minha educação, sou Newton. John Newton – Falei mostrando a mão e respirei fundo antes de pegar e o mesmo aperta suavemente e na mesma hora veio um frio na barriga, o meu corpo no momento tinha diferentes emoções transbordado, ele levou até os seus lábios, olhava fascinado enquanto sustentava o meu olhar.
— Prazer, sou Amélia Andrews – Digo sorrindo de leve e abaixei um pouco a cabeça colocando o cabelo atrás da orelha e ele aproximou levantando.
— Nunca abaixe a cabeça para ninguém, ainda mais sendo uma jovem tão linda – Falou o senhor Newton, olhando com tanta intensidade.
Tive que afastar um pouco envergonhada em constata que não tinha medo de tê-lo tão perto de mim e mais surpresa por gostar de ser elogiada por alguém que acabei de conhecer. Isso era estranho como, ao mesmo tempo, algo ótimo, estou confusa demais para entender.
— Ah! Desculpa... Não quero dizer eh!?...– Falei meio-desajeitada agarrando a minha bolsa carteira e vi-o sorrindo vendo o meu desconforto de não conseguir falar uma frase.
Bravo Amélia, parece que se esqueceu como conversar com um homem, isso se algum dia eu tenha aprendido como fazer isso.
— Peço desculpa por ti, envergonhar – Comenta olhando intensamente para mim, sem nem desviava os olhos.
Era como se nada à nossa volta fosse importante que olhar para mim, não fazia ideia de como ele estava tão tranquilo desta forma e esperava que o meu rosto não estivesse vermelho de vergonha.
— Não, quero dizer... tudo bem – Falei respirando fundo e arrumei-me melhor sorrindo.
— Somente fui pega de surpresa mais foi um prazer conhecer você Sr. Newton – Digo e ele olha-me de uma forma diferente.
— Nada de Senhor somente John – Falou todo sorridente e o acompanhei sem nem percebi que fazia.
— Não sei se seria correto mais irei tentar John – Murmuro e ele olhou para mim, sorrindo torto.
— Bem melhor Senhorita Andrews – John sorriu e aproveitei para revidar.
— Sendo assim somente Amélia – Falei sorrindo e ele concordou.
— Está a esperar você, dar-me essa oportunidade – Falou erguendo a testa num sorriso galanteador e corei envergonhada, por sorte ele fingiu que não viu o meu tosto vermelho.
Fomos a andar pelo convés e conversamos de tudo, ele até falou do trabalho a faculdade que fez a única coisa que não falamos foi da vida pessoa de cada um... até o assunto surgir.
— Você tem namorado? – Perguntou e senti curiosidade vindo dele e sorri de leve.
— Não tenho namorado.
— É porque, imagino que os homens devem cair em cima de você – Comentou e corei. Ele nem imagina como está certo e errado ao mesmo tempo.
— Nenhum que chamou a minha atenção – Falei voltando a andar e ele veio logo atrás.
— Então... Você veio acompanhada de quem? – Pergunta John e encostei-me ao corrimão olhando longe
— Rossi Nichols, ela é filha do dono da festa, vim mora com ela, somos amigas desde que entendo por gente – Fico surpresa por relevar tanto de mim assim tão facilmente com ele sem medo ou reserva.
Ainda mais que ele é um estranho para mim, entretanto, não me sentia assim, talvez por este motivo estava estranhado o meu comportamento ao redor dele. Eu não sou assim ao redor de homens, na verdade, preferia evitar a todos eles.
Estava divagado que em percebi John encostando perto demais de mim e podia sentir o seu cheiro gostoso. Estou a gostar da companhia dele, por mais incrível que seja tudo isso, eu não queria que eu tivesse um ataque de pânico aqui na festa.
— Compreendo, há Senhorita Nichols somente fui conhecê-la hoje, mas conheço o seu irmão mais velho Alex Nichols – Argumenta o seu conhecimento de quem estou a falar.
— Ela é mesmo muito linda, com certeza a mais bonita deste local – Falei e suspirei, adora a minha amiga sempre a achei a loira mais estonteante e cativante do mundo, mais sou suspeita a falar.
Senti John virando-me para pegar no meu queixo e levantou olhando profundamente nos meus olhos. Fui pega de surpresa pela sua rapidez e suavidade, esperei senti tontura ou algo a mais, nada veio, somente estava sensível onde ele tocava.
— Discordo, a mais linda com toda a convicção do mundo é você – Falou e afastei voltando andar.
— Você só está a dizer isso para me agradar – Comento e ele ergueu a sobrancelha como se eu tivesse falado besteira.
— Não percebeu, enquanto andávamos vários homens olhando para você, admirando a sua beleza – John falou e fiquei estritamente envergonhada observando em volta, percebi que ele estava certo muitos olhavam nem tinha reparado, logo voltei o olhar para ele que parecia estar se divertindo.
— Qual é a graça? – Perguntei.
— Nada, mais então o que pretende fazer agora? – Perguntou e voltou à conversa antiga.
— Bem, vou colocar alguns currículos em empresas ou editoras – Comento.
— Minha empresa está a ter estágios abertos para quem está a começar agora – Falou John do nada.
— Julgo que não me encaixaria na sua empresa – Digo e ele olhou surpreso.
— Por que você pensa que não vai se encaixar? – Perguntou curioso.
— Bem imagino ser uma empresa formal e na forma que vi você –Falei tagarelando, na verdade, era uma boa oportunidade, mais me sentia sem jeito na frente dele que demonstra poder, elegância, refinamento, não sei se saberia agir bem.
Preciso parar com isso, a minha psicóloga estaria envergonhada comigo agora, pois, sei que não sou nenhuma i****a que perderia esta hipótese por estar-me auto sabotando pela minha própria mente, posso aprender a saber lidar com qualquer coisa que jogam em cima de mim, fui fraca a tempo suficiente.
— Pare de inventar, pelo menos tente, darei uma olhada na minha agenda para mostra você a minha empresa e o que você iria fazer – Falou formalmente como um empresário e tentei acompanhar.
— Concordo com o senhor, preciso olhar quando estarei disponível – Falei serenamente mais por dentro pulava de alegria e John enrugou a testa e depois sorri de algo ou imagino de mim.
Deve pensar que sou bipolar, estava inserta e agora estava disposta a quer a vaga de emprego.
— Muito bem Senhorita, aqui o meu cartão, tem o meu número caso tenha uma hora disponível para marca na agenda – Comentou impassível e passou para mim, estava em letras douradas o seu nome e número, depois voltei o olhar para ele que sorria levianamente.
— Obrigado e ligarei – Respondo e fomos a andar.
Ao fundo ouvi música alta, ele mostrou o caminho e agradeci, passando observando uma pista de dança e luzes coloridas, sentia-me enclausurada no meio disso tudo e vejo Rossi num balanço envolvente com um homem alto, musculoso, moreno, reviro os olhos sorrindo, John acompanhou a minha visão e depois sorriu.
— Aquela é a sua amiga não é mesmo – Confirmou mais que perguntando e balancei a cabeça.
— Venha, vou apresentar o homem ao lado dela – Falou oferecendo a mão e peguei na hora por puro reflexo, fomos passando pelas pessoas, acenei com a mão livre para Rossi que me olhou sorrindo, parou para observa quem estava ao meu lado e arregalou os olhos de surpresa.
— Senhorita Nichols, nos conhecemos recentemente – Falou John.
— Sim, claro John Newton – Responde pegando na mão livre dele, pois, o mesmo não soltou a minha mão e Rossi percebeu isso mais deixou o assunto de lado e agradeço-a mentalmente.
— Amélia, esse é Pitter Newton meu irmão – Comenta John e ele pega a minha mão enquanto sorria surpreso.
— Pitter essa é Amélia Andrews, amiga da Senhorita Nichols – Termina a apresentação e o seu irmão olhou para Rossi sorrindo e ela concordou.
— Prazer Amélia, ótimo conhecê-la – Disse e olhou para John sorrindo maliciosamente.
— O prazer é meu em conhecê-lo – Respondo e percebi que ele iria falar algo a mais, porém, John o interrompeu olhando nervoso para ele.
— Na verdade, é uma surpresa vê o meu irmão com alguém – Falou Pitter e vi Rossi dando uma risada baixa, já eu estava vermelha que nem um pimentão e John olhava super sério.
— Não começa com os seus comentários desnecessários – Falou furioso e ele levantou as mãos.
— Não está mais aqui quem falou, mais sério foi um prazer conhecer você Amélia — Sorriu oferecendo a mão e como estava mais tranquilo por saber quem ele era, pego retribuindo o seu sorriso.
— Igualmente.
Bem na hora, John interrompeu, parecendo desconfortável e era a primeira vez desde o vi ficado assim.
— Podem continuar a vossa dança com licença – Disse puxando-me para longe deles que sorriam.
Voltamos andando com ele ainda segurando a minha mão, mais isso não me incomodava ao contrário gostava, porém, ainda temia que isso pudesse mudar. Encostamos no corrimão olhando pelo horizonte, essa bela cidade, tudo à nossa volta estava iluminado e todos conversavam ou dançavam.
— Você parece longe – Comenta John sorrindo.
— Sim, só olhando essa beleza e como tudo aqui fica lindo à noite — Tagarelei e ele puxou o meu rosto.
— Tudo ficou ainda mais belo com você aqui – Comentou galante e suspiro ficando vermelha e dou uma risada sem graça.
— Não gosta de um elogio? – Perguntou John.
— Só não estou acostumada – Falei desconfortável e algo chamou a minha atenção, olhei mais atentamente.
Podia-se vê alguns barcos ancorados e a iluminação de papel, parece que estamos a voltar. Nem vi o tempo passar e já estávamos perto do porto para ancorarmos.
— Parece que estamos a voltar...
— Sim
Não sabia se falava isso para ele ou para o alto, como se fizesse uma oração silenciosa para que a noite não acabasse, pela primeira vez na minha curta vida, estava à-vontade perto de um homem.
John puxou rapidamente o meu braço e estávamos perto demais... Perto demais, posso sentir o seu cheiro delicioso, seus músculos fortes pelo smoking.
— Então Senhorita Andrews, você vai ligar para marca a entrevista? – Pergunta John, mais num tom de ansiedade.
— Ah! Sim, vou sim – Respondo desconsertada por ele está tão perto e o mesmo se afastou.
— Muito bem! Então até logo – Disse e segurou o meu rosto para eu ficar parada.
Aproximou os seus lábios, dando um beijo na minha bochecha e pude, senti a sua boca no meu rosto, são macios, mas pelo meu desgosto ele afastou-se sorrindo e foi a andar para longe de mim.
Agora que estou cada vez mais confusa, não senti medo e agora estava chateada por ter se afastado, vai entender... preciso volta a consultar-me.
— Até John – Sussurrei sozinha para mim mesma e sorri bobamente, colocando a mão no rosto.