Capítulo 52 Quando não é só luto. É abandono do mundo. O quarto ainda carregava o eco do grito. O colar de Esmeralda seguia no chão, mudo e sujo. Theo ainda estava de joelhos. Noah, calado. A respiração de Dion era um vendaval. Mas a dor… a dor só estava começando. Dion se ergueu cambaleando. Como se o corpo fosse mais pesado do que podia suportar. Andou até a estante. Abriu uma gaveta. Tirou uma agenda de couro marrom. Abriu devagar. Ali dentro, uma foto gasta. Amarelada nas pontas. Miguel Barny. Camisa preta, olhar direto. O mesmo olhar que agora tremia nas mãos do filho. — Cara… eu perdi meu pai com cinco anos de idade. A voz saiu baixa. Quase infantil. Theo levantou o olhar, atento. — Esse era meu pai. — Dion ergueu a foto com os dedos tremendo. — Miguel Barny. — Eu nã

