Capítulo 53 O veneno também morde de volta O silêncio da mansão de Romero Volkov era cortante. O mármore frio refletia a luz opaca do inverno russo que invadia pelas janelas altas. O relógio marcava três da tarde. A cidade inteira parecia em suspenso. Lá fora, tudo era gelo. Lá dentro, o que queimava era ódio. Esmeralda estava sentada atrás de uma mesa pesada de mogno. Postura ereta. Olhar fixo no vidro da taça que segurava, mas sem beber. Atrás dela, de pé, como uma sombra dissimulada, Romero Volkov — seu tio — observava tudo com o cinismo de quem aprendeu a lucrar até com cadáveres. A porta se abriu com um estalo seco. Um homem de expressão marcada pelo tempo entrou. Farda n***a, botas de couro, postura reta. Cícero. Líder dos mercenários contratados. — Boa tarde, senhorita. — Rel

