O vento noturno batia contra as janelas do hotel luxuoso em que Esther e Inácio haviam se refugiado. Do lado de fora, a cidade parecia viva, com buzinas, luzes e vozes se misturando no caos da madrugada. Mas dentro daquele quarto, o silêncio pesava. Esther estava sentada na beira da cama, os dedos entrelaçados, o olhar perdido. Ainda sentia o perfume de Inácio no lençol, ainda sentia a pele dele em sua pele, mas junto disso crescia uma angústia sufocante. O celular em sua mão tremia. Uma notificação piscava: “Notícia urgente: filha de Grego Ferraz desaparece misteriosamente.” O nome ecoou como uma punhalada: Lara. O coração de Esther disparou. O sangue sumiu de seu rosto. Seus olhos marejaram sem que ela tivesse tempo de reagir. — Não… — sussurrou, a respiração falhando. No banheiro,

