A noite estava silenciosa demais para ser comum. O motor desligado, o carro escuro, e apenas a brisa leve balançando as árvores ao redor. Dentro do veículo, o homem mantinha-se imóvel, como se fosse apenas mais uma sombra entre tantas que a cidade escondia. Os olhos dele brilhavam na penumbra, fixos na janela do apartamento de Lara. O sorriso frio ainda permanecia nos lábios, e a respiração lenta denunciava a paciência de quem esperou anos para aquele momento. — Eles não têm ideia do que está por vir — murmurou, ajustando o retrovisor. — Principalmente Grego. O rosto que volta do passado No reflexo do espelho, a luz de um poste revelou parcialmente o rosto do homem. Rugas marcadas pelo tempo, uma cicatriz fina cruzando a sobrancelha esquerda e um olhar pesado, daqueles que carregam mai

