Os sangues dos nosso nomes

1237 Words

O escritório de Grego estava mergulhado em penumbra quando Inácio entrou, o rosto tenso e os olhos fundos. A porta rangeu ao fechar-se atrás dele, abafando o som da rua. Havia uma carga no ar — algo além da desconfiança ou do medo. Era o peso da dúvida. O tipo de dúvida que fere mais do que qualquer verdade. Grego olhava para a tela do computador, onde havia registros contábeis da empresa. Planilhas, e-mails trocados entre Solange e Mateus, movimentações financeiras que escapavam ao comum. Mas nada disso chamava mais sua atenção que a pasta vermelha aberta sobre a mesa. Nela, documentos antigos. Uma certidão de nascimento. Fotos. Uma carta. E um nome. Lara. — O que você descobriu? — Inácio perguntou, a voz mais seca do que o normal. Grego não respondeu de imediato. Estava com os olhos

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