Vegas A vila era pequena, com ruelas de pedra branca e varais pendurados entre janelas azuis. O cheiro de pão assando se misturava ao das flores que cresciam em vasos pendurados nas sacadas. E o riso de Pete se perdia pelas vielas, leve, solto, como se ele pertencesse àquele lugar. Andávamos de mãos dadas. Sem medo, sem pressa. Apenas... juntos. — Tá ouvindo isso? — ele perguntou, puxando meu braço. Seguimos o som até uma pracinha onde músicos locais tocavam um bouzouki, e algumas senhoras dançavam descalças sob o sol. Pete riu, me puxou pela mão, e antes que eu pudesse reclamar, estávamos girando no meio da praça, rindo como dois moleques sem passado. — Você não sabe dançar, — falei. — E você sabe? — Nem um pouco. Mas ali, não importava. Depois de alguns minutos, nos sentamos num

