Capítulo 34

1378 Words

Vegas O barquinho estava uma merda. Rachado, torto, com um nome quase apagado na lateral e cheiro de sal antigo grudado na madeira. Mas era nosso. E quando vi aquele casco abandonado encostado no ancoradouro, soube. Il Rifugio era o nosso lar fixo. Mas aquele barco? Ia ser nossa fuga, nosso pequeno mundo flutuante. Pete veio caminhando atrás de mim, ainda desconfiado. Ele nunca confiava muito quando eu sorria demais. E eu estava sorrindo. Porque ver ele ali, de camisa branca amassada, cabelo bagunçado pelo vento, olhos curiosos… cara, eu nunca ia cansar disso. — Comprei o barco, — falei, girando as chaves no dedo. — Era do pescador velho da vila. Ele quase me pagou pra levar. Pete riu, como sempre. E só de ouvir aquele som, tudo no meu peito assentou. — E aí, o que achou? Ele olhou

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