Brasil

1181 Words
Após Kat receber alta, Brad a leva para seu apartamento. Ainda falta um mês para suas aulas começarem. O colégio que Théo arrumou para a irmã ficar tem dormitório, então ela residirá por lá, mas Brad prometeu que ficaria com a garota até ela ficar bem, devido a situação com o Peter e o que o Théo não sabe: a perda do bebê. — Olha, vamos ficar aqui — Brad diz à Kat. — Esse apartamento é meu e, quando eu for embora, te darei a chave e você poderá vir para cá quando quiser ficar sozinha. Cabisbaixa sobre um sofá, a menina respondeu: — Não precisa disso, Brad, você tem suas coisas para fazer. Brad se aproxima devagar. — Precisa sim. Eu prometi ao Théo e ao Peter que cuidaria de você com a minha vida e sou conhecido por sempre manter minha palavra. Brad observa uma lágrima escorrer do olho dela. Preocupado, a puxa para um abraço. — Ei, princesa, não chore. Peter não gostaria de te ver triste. — Eu sei, mas dói tanto ter a certeza de que nunca mais irei vê-lo. — Olha aqui para mim — ele se afasta por um momento para conectar seus olhos aos de Kat. — Você é nova, gata, logo vai encontrar alguém que te fará amenizar essa dor. “p***a, de onde você está tirando isso? Que p***a de mafioso molenga você está se tornando”, pensa Brad, contrariado. — Obrigada, Brad, não sei o que eu faria se você não estivesse aqui. Brad dá um beijo na testa dela. — Vai guardar as suas coisas, eu preciso sair para resolver algumas situações, porque parece que ficarei mais tempo aqui no Brasil com você. Mas volto para a gente sair e jantar. — Tudo bem — ela balbucia. Katerina se dirige para o quarto de hóspedes, que será o seu cômodo. Brad se ausenta em pouco tempo para resolver alguns negócios da máfia que ele tinha com um dos morros. Liga para casa e avisa que irá estender a viagem. Seu pai não gosta muito quando ouve a notícia, mas o filho acaba convencendo-o da necessidade: claro que não disse nada sobre a jovem Kat. Horas depois, Brad se encaminha para o shopping e compra um celular para Katerina. Com sua falsa morte, foi necessário deixar o antigo no carro. Volta para o apartamento somente ao cair da noite, quando as estrelas pontilham o céu. — Ei, princesa, voltei — avisa Brad à porta. Como ela não o responde, ruma até o seu quarto e bate na porta. O silêncio permanece. Brad teme pelo pior. Kat perdeu muito do que era importante para si em pouco tempo e ainda era muito nova para saber como lidar com essa dor. No impulso, Brad invade o quarto, o que o deixa mais desesperado, pois nem sinal da garota. Então observa que a porta do banheiro está entreaberta. Confere se ela está lá. Aproxima-se da porta e têm a visão de Kat nua, na banheira, brincando com as pétalas de rosas. Ela está curvada, com a b***a direcionada justamente para a porta. Brad engole seco. Já achava ela maravilhosa, mas vendo-a desse ângulo... “p***a, preciso sair daqui”, pensa, assim que sente seu p*u ganhar vida. Corre para seu próprio quarto, que é bem de frente. A cena daquele corpo esculpido invade com força a mente de Brad. A cena apenas se repete. Mesmo com a água gelada, seu p*u ainda está duro como rocha. Ele não vê escolhas a não ser começar a se masturbar, imaginando estar com ela, dentro dela, beijando aquela boca. — Ahhh Kat — geme. Brad nunca na vida gozou tanto ao se tocar como naquele dia. Satisfeito, após se aliviar, toma um banho de verdade e se arruma. Ao chegar na sala, Katerina já está arrumada. — Ei, nem vi você chegar — Kat diz ao ver Brad indo em direção ao quarto. — Você estava no banho, eu acho, porque te chamei e não tive resposta. Então fui tomar uma ducha. Brad se senta ao lado dela. Deleita-se com o aroma que exala da menina. — Me diz, como você está? Seja sincera. — Um pouco melhor, mas ainda dói muito. O rapaz dá um beijo em sua testa. Algo em seu interior exalta um desejo de protegê-la. — Vai melhorar com o tempo, está bem? — Você tem certeza? Brad se sente colocado na parede, pois era complicado responder a essa pergunta. Entretanto, precisava que Kat acreditasse que tudo ficaria bem. — Tenho sim — ele suspira. Kat dá um leve sorriso. — Ah! Te trouxe algo. Um presente Brad pega o celular que comprou e entrega a ela. — Obrigada, precisei deixar o meu outro para trás. — Eu sei. Por enquanto, só tem meu número salvo aí, tanto o que uso no Brasil, quanto o que uso em Sidney. — Tudo bem, obrigada mais uma vez. — Não precisa agradecer. Bom, vamos jantar? — Vamos sim. Os dois vão para as ruas do Rio de Janeiro. Brad leva a garota em um restaurante que fica próximo ao apartamento. A intenção era ir a pé e distraí-la um pouco no calçadão. O céu se encontra perfeito. O que Brad mais gosta no Rio é que o tempo todo tem movimento na rua. O estado é perigoso, claro, mas o homem era mafioso e não saía desarmado ou com pelo menos alguns apetrechos escondidos na roupa. — Nossa, como é movimentado aqui. — Eu gosto desse lugar. Achei que você iria mesmo gostar. Amanhã podemos sair e conhecer a cidade, o que acha? A garota se encolhe e seu olhar se perde em alguma parte da calçada. — Não quero te atrapalhar e não serei uma boa companhia. — Para com isso, Kat. Você não vai me atrapalhar em nada. Por favor… Ela o encara e até abre um pequeno sorriso. Suspira. — Tudo bem. Eu vou. — Seu sorriso é lindo, sabia? Ela fica vermelha. — Ah, para — prende uma mecha do cabelo por trás da orelha. — Minha missão aqui será fazê-la sorrir mais vezes. Ela ri meio sem graça, mas não deixa de ser um sorriso. O mais belo de todos, para Brad. Os dois jantaram e saborearam muito a refeição que lhes foi servida. Quando estamos voltando para o apartamento, Katerina pergunta: — Vamos dar uma volta na praia? — Ah — ele se surpreende a ponto dos olhos brilharem. — Claro, vamos sim. Mal sabia a garota que era essa a intenção de Brad, só que ela disse primeiro. Isso empolga o mafioso. A vantagem dela ser nova, era que essa dor que sente pela perda do bebê e de Peter, passa rápido. Pela questão do namoro ser escondido, por ela ser noiva, viveram momentos únicos, mas foram poucos. Ou seja, lembranças que poderiam ser substituídas por momentos novos. Pelo menos, assim seu pai dizia todos os dias após a perda de sua mãe. Escutou tanto palavras semelhantes que passou a acreditar fielmente nessa teoria.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD