Capítulo 3 : Celebração

1267 Words
"Ainda não consigo acreditar que aquela vagabunda é sua companheira!" Ashley sibilou com raiva. Justin bufou, "Eu já a rejeitei. Ela não é mais minha companheira. Qualquer pessoa serve, menos ela!" "Entendo. Mas ainda estou chateada. Eu esperava que fosse eu, mas perdi esperança de ter uma ligação com você depois de esperar por um ano." Ashley tocou o botão de sua camisa, girando a ponta do dedo pelos relevos da costura. Sua expressão emburrada fez Justin rir. Ele se inclinou para frente e deu um beijo em sua bochecha. Ana estava assistindo TV na sala quando Laurel entrou. Seus olhos afiados se fixaram em Laurel e a imobilizaram no lugar com uma única palavra. "Espera." Ana a examinou de cima a baixo com uma expressão franzida. Ela se levantou e se aproximou para dar uma boa olhada em Laurel. Seu rosto estava bastante machucado e suas roupas estavam sujas demais. Embora ela tivesse um conjunto de roupas limpas, ela não teve a chance de trocar para elas. Além disso, ela não estava em condições de pensar em suas roupas sujas. Ela havia sido rejeitada recentemente e parecer apresentável era a última coisa em sua mente. Ana não sabia de tudo isso, então ao ver Laurel naquele estado e Ashley em lugar nenhum por perto, ela presumiu o pior. "Onde está Ashley?!" Ana exclamou, puxando um tufo de cabelo da cabeça de Laurel. Os olhos de Laurel se arregalaram com o ataque repentino. Ela não esperava que Ana pulasse para conclusões tão rapidamente! Com um único olhar nos olhos vermelhos de Ana, Laurel pôde dizer o que ela estava pensando. Laurel rapidamente disse, "Ela está lá fora com a amiga. Elas estão conversando." O aperto de Ana afrouxou um pouco. Sabendo que Ashley estava segura e sã, ela não tinha mais motivo para lidar com Laurel. Nem mesmo questionou as feridas em seu rosto. Não importava, porque Laurel tinha novas feridas todos os dias. "Você não consegue deixar de ser essa patética nem mesmo lá fora. Veja como você acabou mal." Ana lançou um olhar de desprezo para ela, muito semelhante ao que Ashley frequentemente fazia. Laurel não tinha nada a dizer em resposta. Ela ficou no mesmo lugar por um tempo. Quando Ana não disse mais nada, ela correu rapidamente para o sótão. Foi quando a porta do sótão se fechou e Laurel ficou sozinha no pequeno quarto dela, que ela se deixou deslizar lentamente até o chão e desabou em soluços silenciosos. Toda a tensão física, mental e emocional foi liberada através das lágrimas. Com os joelhos dobrados, Laurel se sentou no chão por um longo tempo. Mesmo quando estava com vontade de chorar, Laurel não tinha o luxo de chorar pelo tempo que quisesse. Ela precisava se levantar rapidamente, se arrumar e voltar ao seu cotidiano. A questão de encontrar seu companheiro e ser rejeitada por ele não foi mencionada. Laurel não pretendia falar sobre isso, e Ashley também não falou mais nada. Na verdade, Laurel estava aliviada que Ashley não tenha dito nada, senão Ana mais uma vez soltaria sua fúria em Laurel. ALCATEIA CRIMSON MOON: Num estudo com cortinas desenhadas e lâmpadas douradas fracas, o Alfa Darius estava tendo um raro momento de paz. Sem ninguém por perto para falar sem parar sobre trabalho, ele acabara de fechar os olhos quando suas esperanças foram arruinadas por uma série de batidas. "Entre." Embora sua voz estivesse calma e contida, o anel vermelho perigoso ao redor de suas pupilas escuras fez seu beta engolir muitas coisas que ele havia planejado dizer. "Alfa..." O tom de Kit estava mais agudo do que ele gostaria que estivesse. Limpando a garganta, ele assumiu uma postura adequada sob os olhos atentos de seu Alfa. Darius se endireitou na cadeira e fez um gesto para que Kit se sentasse. Sob a manga enrolada, seus músculos saltavam a cada movimento. Um inclinamento do queixo cria sombras sobre seu rosto, o que realça os contornos de sua face. O Alfa Darius era um homem com quem as mulheres sonham. É uma pena que o Alfa não esteja interessado nesse tipo de coisa. "O que é?" Darius perguntou. Sua voz soou mais rouca do que o normal. Dava para ver que ele estava exausto depois de três dias sem descanso adequado. Kit não se sentou. Ele já estava se sentindo culpado por interromper o descanso de seu Alfa, então decidiu ser breve e sair o mais rápido possível. "O novo Alfa do Silver Moon assumiu o cargo e queria te convidar para a celebração. O convite foi rejeitado." Darius olhou para Kit, que ainda estava de pé, "Se foi rejeitado, há necessidade de trazer o assunto à tona novamente?" Ele passou a mão em seu cabelo levemente comprido que chegava às orelhas e exalou o cheiro de almíscar. Os olhos de Kit se arregalaram com o gesto. Como beta, que trabalhava junto com o Alfa Darius, ele tinha um bom entendimento de tudo relacionado a ele. Nos últimos dias, o Alfa estava ocupado demais com o trabalho da alcateia, além de treinar pessoalmente os novos recrutas dos soldados. Ele estava trabalhando além de seus limites durante o dia e suas noites eram assombradas por uma insônia leve. A melhor forma de perceber se o Alfa Darius estava de mau humor era quando ele começava a mexer muito no cabelo e os feromônios vazavam sem ele perceber. Atualmente, Kit tinha a sensação de que não devia estar perto do Alfa quando ele estava nesse estado. No entanto, o Alfa Darius era bom em se controlar. Em questão de segundos de silêncio, ele retirou as mãos do cabelo e voltou a controlar seus feromônios que estavam começando a pressionar Kit. "Fui rude," Darius respirou pesadamente. "Continue." A velocidade de fala de Kit aumentou, "O Alfa Denis da Alcateia Silver Moon quer enviar uma mulher aqui para acompanhá-lo." Darius riu como se tivesse ouvido uma piada ridícula. Ele se inclinou para trás na cadeira de couro e a girou para a esquerda para encarar a janela. Seus olhos negros refletiam a lua no céu através da janela, o vermelho em torno de suas pupilas crescia lentamente até a cor original m*l permanecer. "Rejeite." Kit assentiu, "Sim, Alfa." Após receber as ordens, Kit não esperou para sair da sala de estudos. Em seus anos de experiência, era melhor deixar o Alfa Darius sozinho quando ele estava em um estado r**m. Todos ao seu redor estavam sujeitos a perigo e até o próprio Alfa Darius aconselhava a ficar longe, pois não queria que ninguém se machucasse enquanto ele m*l estava consciente. Kit deu apenas alguns passos em direção à porta quando ouviu a cadeira ranger. Ele olhou para trás e encontrou o Alfa Darius não na cadeira. A janela que ficava em frente à cadeira estava amplamente aberta. Ele se lembrou que ela tinha sido fechada com firmeza apenas um momento atrás. Suspirando, ele voltou para a mesa, colocou todos os papéis importantes nas gavetas da mesa e as trancou antes de deixar o estudo. O antigo hábito de desaparecer era único de seu Alfa. Em vez de ser um perigo para seu povo, ele preferiria passar a noite na floresta abandonada nas proximidades ou em qualquer lugar sem muitas pessoas. Ele se abandonava em prol dos outros. Kit achava seu Alfa um tanto lamentável. Alfas ao redor do mundo têm trabalho e ficarem estressados por causa do trabalho é extremamente comum, mas eles também têm suas companheiras para acompanhá-los nos momentos difíceis. A presença de alguém especial era mágica quando se tratava de elevar a negatividade.
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