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Procura-se um pai II

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Blurb

Anos depois de uma resposta importante.

Anos depois de uma época turbulenta.

Anos depois de um amor épico ter acontecido.

Anos depois de um homem ter sumido.

E mesmo tantos anos depois, fantasmas do passado ainda podem retornar.

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Capítulo 1
_________ ••• _________                                           O cheiro de panquecas faz com que o meu estômago reclame, e acabo despertando.  Cobertor macio, colchão confortável e o travesseiro ao meu lado tem o cheiro do Marco. Mas ele não está. Tem o cheiro dele há alguns anos, o guarda roupa tem as suas roupas e no banheiro a sua bagunça. Insisto para guardar a pasta de dente, porém parece ser impossível pra ele.  Apalpo o criado em busca do meu celular. Vejo o nosso retrato: eu, Marco e o Pedrinho. Estamos rindo na praia enquanto meu filho de quatro anos monta um castelo de areia.  12:30 Meu Deus!  Jogo o cobertor para o lado lembrando-me de que Pedro deve estar faminto.  Ontem cheguei tão tarde do trabalho, estava tão exausta da semana que acabei dormindo mais do que deveria.  Calço os meus chinelos e prendo um coque frouxo no alto da cabeça enquanto desço as escadas. Curiosamente o cheiro de panquecas estava vindo da nossa cozinha.  A gargalhada alta do meu filho faz com que eu tenha uma enorme curiosidade sobre o que estava acontecendo naquele cômodo.  Marco esta sem camisa com o corpo um pouco sujo de farinha no tórax e barriga, modéstia à parte meu marido é um gostoso.  Provavelmente ele acabou de derrubar em si mesmo já que Pedro aponta e continua a gargalhada. Marco não deixa barato e passa a mão na bochecha do meu filho o deixando sujo também. - Qual a graça agora, baixinho? - Pergunta zombeteiro.  - Mamãe! - Pedro abre os braços e corre na minha direção quando me vê. Os olhos azuis brilham com intensidade. - Vejo que acordaram cedo, né? - Pego meu filho no colo e recebo um beijo gostoso na bochecha. - Eu e o tio Marco 'tavamos' fazendo seu café da manhã. - Explicou orgulhoso. - E não estava dando muito certo. - Meu marido aperta levemente o nariz do meu filho e deposita um beijo na minha testa. - Bom dia, amor.  - Mas o cheiro está ótimo, aposto que acertaram. Vamos provar? - Pergunto e vejo o sorriso do Pedro se esticar.  Definitivamente horrorosa.  Não sei o que eles fizeram, mas tive que comer um prato de panquecas com um gosto estranho e sorrir enquanto os dois me olhavam como cachorrinhos de rua. Jamais iria magoa-los ou desmotivar meu filho a fazer café da manhã para a pessoa que ele ama. Mas com certeza iria ensiná-los a cozinhar.  Após o café da manhã, Pedro vai pra sala assistir seu desenho matinal enquanto Marco me ajuda a tirar a mesa e limpar a sujeira que eles fizeram.  - Maravilhosa, hum? A panqueca. - Provoca me empurrando levemente com o ombro.  - Guardei umas pra você! - Retruquei e ele segura a risada. Volto a lavar a louça. - Estou de dieta, obrigado. Viu que só comi um pedacinho né?  - Claro que vi. Por isso guardei umas três pra você.  - Pode ficar, sou cavalheiro.  Coloco as mãos na cintura e encaro o meu marido rindo enquanto enxuga a tijela limpa. Seu abdômen contrai e formam os gominhos quando ele tenta segurar a risada.  - Você é um falso.  - E você é maravilhosa. - Sela os nossos lábios e em seguida beija a minha bochecha. Voltamos ao nossos afazeres.  Marco era extremamente prestativo quando não estava passando futebol na televisão. Sempre me ajudava e brincava com o Pedrinho. Hoje não sinto mais medo de engravidar. Vejo como ele é amoroso e atencioso com o meu filho, a forma como ele se importa é incrível. As vezes até me esqueço de que ele não é o pai biológico.  - Aniversário do Pedrinho está chegando. - Comento. Sentamos na banqueta na ilha da cozinha. - Não faço ideia do que fazer.  - Sabe o que pensei? - Céus, ele pensou no aniversário no Pedro. - E se fizermos naquela praça da cidade da sua mãe? Pula-pula, piscina de bolinha, recreadores e barracas de pipoca e algodão doce?  Era uma ideia ótima.  Na verdade foi melhor do que qualquer outra que eu tinha pensado.  Como eu não pensei nisso?  - Já falei o quanto você é incrível?  - Já. Mas pode falar de novo. - Piscou brincalhão.  - Desculpa atrapalhar, mas já atrapalhando - Gabriela entra na cozinha, fazendo com que nós dois saltássemos de susto.  - Mandei não dar a chave pra ela - Marco me advertiu, mas logo soltou um sorriso recebendo um beijo na bochecha da prima. - Também te amo, priminho. Mas o que eu vim falar não é tão amável assim. - Sentou-se e passou os dedos entre os cabelos, aflita. - O que foi, amiga? - Eduardo é casado. - Fala na lata com a respiração pesada. O meu queixo e o do Marco cai ao mesmo tempo. Gabriela da um sorrisinho de puro nervosismo enquanto tentamos digerir a bomba que ela jogou. - Como? São anos... - O meu marido questiona. - Pois é. As viagens de trabalho? As franquias da empresa? Era ele na casa dele.  - Amiga do céu. Mas, como? Como você descobriu? Céus, como você está? - Péssima. - O sorriso estica mas seus olhos ficam vermelhos. Sinto-me m*l por ela.  - Da um pé no r**o dele. - Marco da os ombros.  - Eu dei.  - Quando você descobriu isso? - Pergunto. - Há duas horas. Terminei com ele pelo telefone enquanto dirigia pra cá.  - E como descobriu?  - Ela apareceu na porta da minha casa. - Respondeu naturalmente. - Gabriela! - Levanto desacreditada - Por que você não tá surtando?  - Porque eu se eu surtar eu esmago as bolas dele com a minha própria mão.  Olho para as suas mãos e vejo que elas estão trêmulas, a marca no dedo onde estava a aliança corta o meu coração. A minha amiga nunca fui de expor totalmente o que sente, porém nessa situação deveria estar sendo a coisa mais difícil do mundo ela não conseguir soltar a fera que estava dentro dela. Pouso minha mão acima da sua e solto uma lufada de ar triste. Sorrateiramente o Marco sai da cozinha sabendo que precisaríamos ficar a sós.  Quero lhe dizer que ela é incrível. Que quando ela sorri consegue canalizar toda a felicidade existente dentro dela. Quero dizer o quanto ela é especial, altruísta e única. Queria muito dizer que nenhum b****a deveria ferir seu coração puro, e amassaria o dele com as minhas mãos se fosse possível.  Porém nada disso seria escutado no momento. Sua mente e corpo devem estar em modo automático acreditando em uma única coisa: sou um nada.  Puxo seu braço e a abraço com força tentando mostrar que estou ali com ela. Que vai ficar tudo bem.  O choro vem alto e falta o fôlego. A seguro com mais força, não vou deixá-la cair nunca.  - Você é incrível. - Afago os seus cabelos enquanto ela molha o meu ombro por completo. - Então por quê ele fez isso? - Pergunta entre o choro e fungadas. - Deve ter esquecido o cérebro no útero da mãe dele. - Aposto que sim. - Concordou com um sorrisinho, mas voltou a chorar em seguida.  A sua crise de choro demorou um pouco, mas cessou. Ficamos em silêncio e tudo o que conseguíamos ouvir era o Marco e o Pedro jogando vídeo-game na sala.  - Onde ele está? - Não sei. - Ela da os ombros. - Deve estar na casa dele, ou na minha, talvez na dela. Quem sabe... - E os pais dele?  - Absurdo, não? Acobertaram tudo! - Indagou - Passei feriado com eles, fim de ano e muitos finais de semana! É capaz dele ter filhos... - Os olhos dela ficam molhados. - O que ela disse?  - Ah. - Estalou a língua - Estava aos prantos. Disse que não me culpava, mas que ele era casado. Não sei como ela descobriu endereço.  Há uma pausa. Nós nos encaramos, faço uma cara triste e ela faz o mesmo.

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