A noite caía com suavidade sobre o pequeno apartamento de paredes claras, onde Lisbeth e a irmãzinha, Bella, se movimentavam entre risos e sacolas. As compras estavam espalhadas pela sala e pela bancada da cozinha, ainda embaladas com o cuidado das lojas. Era como se uma avalanche de generosidade tivesse passado por ali, e agora as duas se esforçavam para organizar o novo tesouro com zelo. — Me dê essa sacola, Bethe! Eu alcanço lá no armário! — dizia Bela, empolgada, equilibrando-se na pontinha dos pés. Lisbeth sorriu, os cabelos presos de forma simples, o rosto ainda cansado, mas com os olhos brilhando de gratidão. — Tá bom, mocinha. Mas com cuidado, hein? — Pode deixar! — respondeu a garotinha, orgulhosa. Entre uma dobra e outra de roupinhas novas, entre mamadeiras, fraldas, brinque

