Ela fechou o notebook com cuidado, organizou as pastas e olhou para ele com aquele sorriso gentil e tímido de sempre. — Então… até amanhã, senhor Patrick. — Até amanhã, Lana — ele respondeu, num tom mais baixo, com a voz já carregada daquela rouquidão que só aparecia quando algo nele estava… em ebulição. Ela virou-se e foi em direção à porta. Andava com passos leves, femininos, e o som dos saltos ecoava pelo piso do escritório, como se marcasse cada batida acelerada do coração dele. Foi aí que ele notou. Ou melhor, se permitiu notar. O vestido social, justo na medida, realçava a curva perfeita do quadril dela. Aquele corpo… Deus do céu. Ele desviou o olhar por um segundo, mas depois voltou. “Patrick… para com isso… mas olha isso…” pensava. A porta se fechou suavemente, e ele ainda fic

