um novo lar

1214 Words
Bárbara saiu acompanhando Roger, seus olhos pela casa, olhando a imponente e luxuosa estrutura, estava embasbacada com tanta beleza. – ele é muito rico né? – Bárbara perguntou olhando um quadro na parede. – sim, mas ele é mais simples do que parece. – eu sei, minha mãe sempre falou muito dele, é um homem exemplar. – disse ela e Roger assentiu com a cabeça, então seguiram em direção a cozinha, onde ela viu duas mulheres, uma que aparentava em torno de quarenta anos, essa era Eliza, ela cuidava da limpeza, enquanto a outra, Leila, uma mulher de trinta anos a cozinheira da casa. – está é a Bárbara, filha da irmã do Otávio. – sobrinha dele, não é? – Eliza perguntou confusa. – não, era filha adotiva da minha mãe, eu e Otávio não temos o mesmo sangue. – entendi, perdão pela indiscrição senhorita. – me chamem apenas de Bárbara por favor. – disse ela, então Eliza e Leila se olharam, não iam discordar. – tudo bem, posso ajudar em algo? – Leila perguntou. – estou faminta, não comi nada até agora. – o que gostaria de comer? – qualquer coisa, não tenho muitas frescuras. – ela disse em um tom divertido. – tem um bolo de cenoura com cobertura de chocolate, e um suco fresquinho de abacaxi. – o bolo eu aceito, mas o suco não, sou alérgica a abacaxi. – posso preparar outro. – disse Leila, queria agradar a nova moradora da casa. – não precisa, eu como o bolo está ótimo. – mas senhorita… – não precisa se incomodar. – aceita ao menos uma xícara de café? Posso preparar rapidinho na cafeteira. – tudo bem, aceito. – vou prepara a mesa. – disse Roger. – qual mesa, aquela enorme da sala de jantar? – sim. – ele confirmou. – não, não precisa, como por aqui mesmo. – tem certeza senhorita? – Leila perguntou desconfiada, era estranho alguém se deparar com tanto luxo e não querer usufruir, mas Bárbara estava muito mais focada em não ser um incômodo ali. – sim, aqui está ótimo. – se prefere assim. – disse Roger. Após o lanche, Bárbara foi para o quarto, deixando na cozinha Roger, Leila e Eliza, e logo o comportamento dela se tornou assunto. – achei que seria uma dessas garotas chatinhas cheias de mimi e frescuras. – disse Leila. – pelo visto está longe disso. – disse Roger. – ela se parece muito a Otávio, educada, gentil, e não gosta que o tratemos com tantas formalidades. – completou Eliza. – verdade se parecem um pouco, mas ela é mais alegre, quem sabe ela trás um pouco de vida pra essa casa. – disse Roger e elas concordaram. Bárbara retornou a seu quarto disposta a arrumar cada uma de suas coisas, então pegou uma das malas e colocou sobre a cama logo a abrindo, mas então algo lhe chamou atenção, ao olhar ao redor, viu que não havia um guarda roupas, o que ela estranhou. – ué, não tem, vou ter que colocar tudo naquela cômoda? – ela perguntou a si mesma, então avistou uma porta. – será que está ali? – ela se perguntou então foi até lá, logo ela abriu a porta e viu que não se tratava de um guarda-roupas, mas sim de um closet. – meu Deus, eu vou ter um closet. – ela disse a si mesma, então entrou no mesmo, havia algumas portas de vidro, várias prateleiras e em um canto ali, uma penteadeira. – ela franziu a testa e uma dúvida se levantou em si. – se ele mora sozinho desde sempre, porque esse closet? Bem, talvez já tenha comprado a casa assim. – disse ela, e realmente era isso, havia comprado a casa pronta, anteriormente a casa era de uma família, um casal com duas filhas, então três dos seis quartos da casa tinha closet, aquele específico era de uma das filhas, Otávio decidiu não mudar, pois mantinha esperança de que sua irmã aceitasse em um momento ir morar com ele, o que não ocorreu. Bárbara deu início a arrumação, guardou uma por uma suas coisas, roupas, calçados, maquiagens, perfumes, mas nem de longe o suficiente para preencher ao menos metade daquele closet, estava conhecendo uma realidade diferente. Quando terminou de arrumar todas suas coisas, Bárbara parou em frente a janela do quarto, dava para o jardim, lindo aos olhos dela, grama verde, rosas vermelhas e brancas, ela suspirou, estava encantada em estar em um novo lugar, com oportunidades maravilhosas, mas lhe doía que sua mãe não estivesse ali, então seus olhos se encheram de lágrimas, era recente demais, a dor ainda era muito presente, então ela chorou lembrando de cada momento com sua mãe, mas despertou com seu celular indicando uma mensagem, era sua melhor amiga, Priscilla que dizia “ e então amiga, já chegaram?” Bárbara logo respondeu “sim amiga, a casa é gigantesca e agora tenho um closet” Bárbara caminhou até a cama e sentou-se, conversar com sua amiga a distraia. Após a conversa com Priscilla, Bárbara acabou adormecendo, acordou apenas a noite, com alguém batendo na porta de seu quarto, por um instante ela até pensou que era Otávio, mas ao abrir, se deparou com Roger. – o jantar está pronto Bárbara…lhe acordei? Perdão. – não se preocupe, estava na hora, estou dormindo desde a tarde, Otávio está em casa? – ela perguntou, se sentia melancólica. – não, ele ainda não voltou, Otávio fica pouco em casa, está sempre ocupado. – entendo. – disse ela. – quer que preparemos a mesa pra você? – não precisa, como na cozinha mesmo. – disse ela, ele apenas assentiu, Bárbara não estava acostumada a ficar sozinha e a solidão daquela casa já estava pesando e só estava ali a algumas horas. Depois do jantar, Bárbara retornou a seu quarto, então deitou-se em sua cama olhando para teto e pensou em algo que a fez rir. – por isso ficou rico, trabalhando desse tanto. – na manhã do dia seguinte, Bárbara fez sua higiene, se vestiu e saiu do quarto, seus olhos percorrendo a casa, pensando que encontraria Otávio, mas não ocorreu, então perguntou a Roger por ele. – bom dia Roger. – bom dia, Bárbara, como está? – estou bem, e Otávio? – no quarto, a pouco pediu que levassem o café da manhã. – entendi. – ela disse com certa frustração. – Bárbara, Otávio é assim, distante, quieto, silencioso, não ache que o problema é você, ele é assim desde que o conheço e com todos. – eu sei, sei bem, só não sabia que era assim. – disse ela com uma mistura de incerteza e preocupação, ela conhecia a história dele, sabia que haviam traumas, mas não sabiam o quanto aquilo o afetava diariamente desde toda a descoberta. – não entendi Bárbara. – disse Roger franzindo a testa, tentando encontrar o sendo daquela frase. – o que eu quis dizer é que conheço a história dele, mas não sabia como era seu comportamento, não tive a oportunidade de conviver com ele até então. – entendi, deseja tomar café da manhã agora? – sim, na cozinha ok. – disse ela antes que ele mais uma vez se oferecesse para preparar a mesa da sala de jantar. – como queira.
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