O sol de Montreal já iluminava o Circuito Gilles Villeneuve, e a atmosfera era de pura eletricidade. Era manhã de treinos e preparação para a classificação. Cada equipe se movia como uma engrenagem precisa, ajustando carros, verificando dados e preparando seus pilotos para as voltas decisivas.
No box de Enzo, o clima era intenso. O carro preto e vermelho brilhava sob as luzes, cercado por mecânicos que trabalhavam com rapidez. Romano, o engenheiro-chefe, coordenava tudo com voz firme:
— Pressão dos pneus ajustada. Telemetria estável. Vamos para a pista em cinco minutos.
Enzo vestia o macacão impecável, ajustava as luvas e observava cada detalhe. Marco, seu principal mecânico e amigo inseparável, apertava os últimos parafusos da suspensão.
— O carro está pronto, Enzo. Montreal exige calma nas curvas.
Enzo sorriu, confiante:
— Calma não é meu estilo amigo. Mas velocidade é. Hoje vamos mostrar quem e o “Rei da Pista” e manda nela. — falou enquanto colocava o capacete.
Os engenheiros conectavam laptops ao carro, gráficos surgiam nas telas mostrando temperatura dos pneus e consumo de combustível. O som metálico das ferramentas misturava-se ao rugido inicial do motor.
No box vizinho, Fabricio também se preparava. Sua equipe, vestida em uniformes azuis, trabalhava com a mesma intensidade. O carro reluzia, e os engenheiros discutiam estratégias de pit stop.
— Precisamos pensar em consistência, não apenas em velocidade. — disse um engenheiro.
Fabricio assentiu, ajustando o capacete.
— Montreal não perdoa erros. Vamos jogar com inteligência, e com calma.
Enquanto Enzo exalava arrogância e confiança, Fabricio transmitia calma e foco. Dois estilos diferentes, prontos para se enfrentar na pista.
Na área reservada para familiares, Leticia observava tudo com olhos atentos. Vestia jeans simples, tênis e uma camiseta branca. O cabelo preso em r**o de cavalo balançava com o vento. Ao seu lado, Sofia vibrava com cada som dos motores, segurando a mão de Leticia como se fossem amigas de longa data. Isabella sorria, encantada com a energia da filha.
— É incrível, não é? — disse Isa.
— Sim. — respondeu Leticia, com brilho nos olhos. — Ver tudo de perto é diferente, eu amo esse mundo, acho que vivo nele desde que eu tinha a idade da Sofia.
Sofia apontou para a pista:
— Olha, Leti! O carro do meu tio Enzo! Ele vai ganhar, você vai ver.
Leticia riu, tentando disfarçar o desconforto que ainda sentia por causa das manchetes.
— Vamos ver, pequena. Corrida é sempre uma surpresa.
Mais afastada, Giulia se misturava ao grupo de esposas e namoradas de outros pilotos. Vestia um vestido elegante, salto alto e óculos escuros. O grupo conversava animadamente sobre bolsas, viagens e festas, ela m*l via a corrida do noivo.
— Depois da corrida aqui em Montreal, vamos ao desfile em Milão, Giulia? — disse uma delas.
— Claro, já tenho o convite, desse ano, mamãe e estaremos lá. — respondeu Giulia, sorrindo.
Leticia, ao observar de longe, sentia-se ainda mais deslocada daquele universo de ostentação, geralmente ela nunca acompanhava a tia e a prima em eventos assim, ela amava acompanhar o tio, nos box. Mas ao lado de Sofia e Isa, encontrava uma leveza que a fazia esquecer por alguns
Os motores começaram a rugir, ecoando pelo circuito. Mecânicos corriam, engenheiros gritavam instruções, e os pilotos ajustavam capacetes e luvas. O cheiro de combustível e borracha queimando preenchia o ar. Era o prelúdio da batalha que se aproximava.
Romano olhou para Enzo:
— Hora de mostrar por que te chamam de Rei da Pista.
Fabricio, no box vizinho, respirou fundo:
— Vamos provar que inteligência vence arrogância.
Na área VIP, Leticia apertou a mão de Sofia, sentindo o coração acelerar. Giulia ria com as esposas, sem perceber que as voltas de classificação já haviam começado.
Montreal estava pronta. Os pilotos também. E, entre motores e olhares, a tensão prometia ser tão intensa fora da pista quanto dentro dela.
O circuito fervilhava de energia quando os motores começaram a rugir. O narrador oficial da Fórmula 1, com sua voz grave e empolgada, tomava conta dos alto-falantes, descrevendo cada detalhe das voltas de preparação para a classificação.
— Senhoras e senhores, estamos em Montreal! O Circuito Gilles Villeneuve recebe os melhores pilotos do mundo para definir o grid de largada. A pista está seca, o clima é perfeito, e os carros já se alinham para as voltas de aquecimento.
O público vibrava, e o locutor seguia com entusiasmo:
— Enzo Mancini, o “Rei da Pista”, já acelera forte na saída dos boxes. Seu carro preto e vermelho mostra potência impressionante. Primeira volta de preparação… e o tempo parcial é excelente: 1 minuto e 13 segundos no primeiro setor!
As câmeras mostravam Enzo focado, ajustando o carro com precisão milimétrica.
— Agora é a vez de Fabricio Vitale! O piloto italiano vem com estilo diferente, mais calculado. Ele busca consistência e estratégia. No primeiro setor, marca 1 minuto e 14 segundos, um pouco atrás de Mancini, mas com traçado limpo e seguro.
O público aplaudia cada passagem, e o narrador não deixava escapar nada:
— Enzo fecha sua volta com 1:12.890! É o melhor tempo até agora. Fabricio cruza logo atrás com 1:13.402, mostrando que a disputa será acirrada.
Enquanto isso, na área VIP, Leticia observava ao lado de Sofia e Isabella. A menina vibrava, levantando os braços:
— Vai, tio Enzo!
O narrador continuava:
— Outros pilotos também registram seus tempos. A pista está rápida, e cada décimo de segundo faz diferença. Mas os olhos estão voltados para Mancini e De Santis. Será que o “Rei da Pista” vai manter a sua coroa aqui em Montreal, ou Fabricio vai surpreender com sua consistência, calma?
Giulia, entre as esposas dos pilotos, comentava sobre o glamour do evento, mas Leticia mantinha o olhar fixo na pista, sentindo o coração acelerar junto com os motores.
O locutor encerrava a primeira parte da classificação com emoção:
— Fim das voltas iniciais! Enzo Mancini lidera com 1:12.890, seguido de perto por Fabricio Vitale com 1:13.402. Montreal promete uma batalha épica!