Você É Meu

1007 Words
**Zara** Tudo o que eu sentia era Fenrir: seu cheiro, seu gosto e o seu corpo maravilhoso colado ao meu. Eu sabia o que estava acontecendo comigo; era o vínculo de companheiro que o tornava ainda mais atraente para mim, não que precisasse, pois Fenrir, por completo, era algo incrível de se ver. Eu podia ver na sua mente a dúvida a cada pequeno toque meu e entendia a sua preocupação. Antes, eu tinha algumas ressalvas que caíram por terra a partir do momento em que comecei a sentir tudo o que ele sentia. Foi assim que descobri que o amava mais do que a mim mesma, pois a dor dele fazia-me sofrer também. Naquele momento, enquanto a minha mão deslizava pelo seu peito, eu sentia a dúvida na sua mente. Ele me desejava, podia sentir isso no seu corpo, mas não queria que eu me aproximasse apenas pelo vínculo de companheiro; ele desejava que eu o amasse na mesma medida do seu amor por mim. E quando eu pensava que não poderia apaixonar-me mais por Fenrir, eu me apaixonava. Ele era um alfa incrível e um companheiro melhor ainda. Paro o que estava a fazer e olho nos seus olhos, acariciando o seu rosto delicadamente. Vejo os seus olhos se abrirem e, no fundo da sua íris, a dúvida brilhava. — Posso sentir o que está sentindo agora, Fenrir, e está errado. – digo calmamente. — Não quero que se sinta pressionada, Zara. Sei que tudo isto é novo para você e não desejo que fique presa a mim por causa do vínculo. – diz ele, e posso sentir a dor que aquelas palavras lhe causavam. Via também que, por mais que ele me amasse, estava disposto a deixar-me ir se isso me fizesse feliz. Que t**o, como se eu pudesse deixá-lo. — Fenrir, você já tentou me fazer desistir de você por várias coisas, a tua idade era uma delas, mas acho que ainda não percebeu que nunca vou te deixar – digo, e, quando ele vai responder, coloco a minha mão nos seus lábios, impedindo-o. – Não vou te deixar por causa do vínculo, porque te conheci antes mesmo que ele se tornasse forte como agora. Eu não vou te deixar, pois aprendi a te amar nesses dias em que estou aqui. Aprendi a amar o teu sorriso e a forma como me trata, aprendi a amar o seu carinho pelo teu povo e a forma como eles te amam. Aprendi a amar o homem por trás da máscara de lobo mau, o meu companheiro dado pela deusa, e ela sabe quem é o melhor para mim. — Zara. – diz ele, passando a mão pela minha bochecha, fazendo as faiscas do vínculo dispararem por minha pele. — Me amou mesmo quando eu estava horrível e tinha medo. Me viu no meu pior momento, e mesmo assim não fugiu. Como eu poderia não te amar, Fenrir? — Está me dizendo que me ama, pequena? – diz ele, emocionado. — Claro, seu t**o, te amo desde que me tirou daquele porão imundo. – digo, e ouço o seu rosnado zangado. – Está rosnando para mim? — Desculpa, eu e Koda não gostamos de nos lembrar daquele lugar. – diz ele, mais calmo. — Saiba que tanto eu quanto Nala somos muito gratas a você e ao Koda por nos tirarem daquele lugar. Agora que me transformei, sei que, de alguma forma, Nala estava a incitar Koda a nos encontrar. – digo, e vejo os olhos de Fenrir iluminarem-se. — Naquela altura, pensei que o Koda tinha enlouquecido. – diz ele. — Não, Nala disse-me que seria mais fácil a nossa transformação com você por perto. Então ela começou a perturbar Koda até que vocês viessem até nós. – Aquilo tinha sido uma surpresa para mim, mas Nala garantiu-me que os lobos dourados tinham um poder espiritual maior que os lobos comuns e que, por isso, conseguiu influenciar Koda mesmo estando tão longe. — Fico feliz em saber que tudo o que passámos foi por causa de Nala. – diz ele, sorrindo. — Sim, ela temia que algo nos acontecesse naquele lugar. – digo, e ouço Fenrir rosnar de novo. — Desculpa, mas não consigo evitar. – diz ele, enterrando o nariz na curva do meu pescoço e inalando o meu cheiro. — Me deixa te distrair então. – peço, corando. Ele levanta rapidamente a cabeça e me olha, curioso. — E como faria isso? – pergunta, divertido. — Me ensine a te beijar, Fenrir; quero que goste dos meus beijos. – digo, ficando vermelha até à raiz dos cabelos. Eu tinha entendido uma coisa: Fenrir era o meu companheiro e eu não devia temer me expressar na sua presença. Naquele momento, eu apenas verbalizava um desejo que já estava presente no meu corpo. — Zara, não pode dizer essas coisas. – diz ele, com os olhos mais escuros que antes. — Disse algo errado? Se foi isso, não o fiz por m*l, eu apenas… – Ele se abaixa e choca os seus lábios contra os meus de forma violenta, fazendo-me gemer. — Não pode dizer isso quando estou me segurando para não te possuir nesta cama. – diz ele, olhando-me nos olhos quando se separa de mim. — Eu não enten… – Novamente, os seus lábios tomam os meus, e as minhas mãos agarram os ombros de Fenrir, desejando mais daquele contato. Quando a sua língua invade a minha boca, eu me sinto queimar de desejo. — Te desejo, Zara. Tudo o que tenho pensado nos últimos dias é em te tomar de todas as formas possíveis – diz ele, e, quando entendo as suas palavras, coro ainda mais, escondendo a cabeça no seu peito. – Não precisa aprender a beijar; já sabe como fazer isso. Mas dizem que a prática leva à perfeição, e farei questão de tornar o seu beijo perfeito, amor. Antes que eu pudesse responder, a mão de Fenrir ergue o meu rosto e os seus lábios reivindicam os meus novamente.
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