01

5000 Words
O corpo doía, a cabeça pior ainda havia exagerado um pouco demais no dia anterior, sabia disso só não achava que foi tanto assim. Na verdade, sempre quando bebia nunca pensava ser demais visto que demorava um pouco para ficar bêbada e quando ficava enfim bêbada perdia a noção de tudo, principalmente em relação aos sentidos. Uma vez, quando foi em uma festa a jovem acabou entrando no embalo do grupinho de amigos que tinha ido junto com ela. Fez várias coisas, desde dançar musicas que seus ouvidos nunca nem ao menos tiveram a graça de ouvir como também provar algumas coisas novas, em especial bebidas. Por questão de proteção sempre ia até o balcão de bebidas acompanhada de alguém, em especial uma mulher já que sabia muito bem como poderia ser esses ambientes de festa e não queria ter que acabar no noticiário para no fim preocupar sua mãe mais ainda. Além disso, ir acompanhada até o balcão poderia livrar de outras coisas indesejadas como, por exemplo, cantadas fora de hora e pessoas um pouco mais ousadas se é que me entende. Apesar de realizar todo esse ritual, ainda acontecia ela querendo essas coisas, uma vez quando estava na presença de uma velha conhecida um rapaz um pouco mais alto que ambas de pele morena aproximou se daquela área com um sorriso maroto dançando em seus lábios, na mente dele talvez se daria muito bem já na mente de cada uma ali presente não era bem isso que acontecia. Ele chegou com passos lentos, silenciosos até o balcão se colocou sentado em um dos bancos perto dali e lançou um de seus melhores sorrisos na direção de ambas. A ruiva que estava mais perto revirou os olhos já voltando sua atenção completamente para a amiga ali sentada do outro lado, quanto a loira sorriu de volta querendo ser ao menos um pouco educada, vendo a brecha aberta o rapaz não pensou duas vezes em dar dois passos até onde elas estavam, colocando suas mãos no balcão e deixando o corpo no centro ao fazer tal coisa ambas automaticamente olharam na direção dele e aquele mesmo sorriso que tinha antes no rosto, aumentou com toda a atenção. " — Olá! Garotas. — Falou o homem, sua voz era suave como de um predador que ronda sua presa. — Posso me juntar a vocês? — questionou." A moça de cabelos claros antes de dizer alguma coisa virou seus olhos até a amiga, no momento seguinte abriu sua boca para falar e não conseguiu, pois, a voz da ruiva tornou se presente naquele pequeno triangulo formado por um trio indesejado. A dona dos cabelos cor de fogo por sua vez agarrou os dedos da melhor amiga, na outra mão pegou o copo de bebida e sorriu de maneira debochada. " — Não amor. — Disse ela. — Nessa dupla, você só fica na reserva e olhe lá." Após dito isso não deu mais espaço para que ele falasse algo ou pior que tentasse alguma coisa, não queria ficar ali ouvindo mais ladainha. O moreno em questão poderia até ser um grande pedaço de m*l caminho, porém ela não estava ali para caçar macho nem nada do dito e sim estava ali para ficar com as amigas e curtir. Depois daquela pequena ceninha na área de bebidas não viu mais o homem e agradeceu por isso, contudo acabou ouvindo um pequeno sermão da amiga dizendo que ela era grossa demais e que não deveria tratar as pessoas daquela forma, revirou os olhos e voltou a dançar ao mesmo tempo, em que bebia vodca. Queria ficar louca, queria esquecer - se assim fosse possível - até mesmo o seu nome e conseguiu no dia seguinte tinha acordado em um lugar que não fazia nem ideia de onde era, a dor de cabeça que sentia era terrível até mesmo prometeu naquele dia não beber mais, infelizmente tal promessa não durou muito tempo depois de ser convencida — ironia — pelos colegas de trabalho a sair um pouco para beber. Droga! Como gostaria de ter uma máquina do tempo, uma que ela pudesse quem sabe consertar as cagadas que fez em especial descobrir como se meteu nessa enrascada. Fechou os olhos, a respiração acelerada e o silêncio do ambiente permitiam que ela ouvisse perfeitamente as batidas do próprio coração. Deveria ter escutado sua mãe, sem sombra de dúvidas se tivesse ouvido não estaria nisso agora e muito provavelmente estaria em um lugar muito melhor, como, por exemplo, comendo algo bem gostoso já que sua mãe adorava cozinhar e sempre reclamava que a filha ficou mais magra depois de começar a morar sozinha. Obviamente não reclamava quando a mãe alimentava suas vontades, pois, desde que foi morar sozinha digamos que sua alimentação estava muito longe de ser algo saudável quem dirá equilibrado. Não sabia cozinhar, por isso sempre tentava se virar como dava seja comendo em restaurantes ou fazendo - tentando - em casa o básico para uma sobrevivência. Aos fins de semana costumava ir até a casa da mãe, era para estar lá e não sabe se lá onde... Irritada a dona dos cabelos ruivos bufou, abrindo seus olhos e novamente dando de cara com o escuro. Se tinha algo que odiava mais do que tudo nessa vida era o escuro, desde bem novinha esse medo a perseguia então de certa forma não se surpreendia pelos poucos arrepios que sentia em seu corpo. Estava entrando em pânico, seu corpo amarrado tanto nas pernas como os braços deixava a ruiva aflita. Ela só queria sair dali, só queria novamente ver sua mãe e dessa vez falava sério quando dizia que ouviria todos os conselhos dela sem rodeios. Deus! Só queria sair dali, por favor? Pensou a moça. Tentou se mexer e não teve sucesso, com todas as partes presas ela nem ao menos conseguia sair do lugar e isso a deixava agoniada. Lágrimas escorriam pelo corpo feminino, em voz baixa pedia silenciosamente por socorro, tentava se acalmar imaginando que estava em outro lugar, em um lugar feliz e bem longe dali; o coração batia tão rápido que começava a achar que sairia pela boca. Só havia escuridão, os barulhos do móvel onde estava se juntaram ao circo quando a moça dos cabelos cor de fogo tentava inutilmente se soltar. Quando mais uma de suas tentativas falhou as lágrimas vieram sem freio. Perguntava se o que havia feito para merecer aquele tipo de coisa, quem ela teria irritado? Se isso era uma brincadeira gostaria muito que acabasse. Fungou, parando um pouco de chorar quando seus ouvidos ouviram um barulho fraco; parecia algo caindo no chão, várias e várias vezes. A ruiva não sabia o que era ao certo, só sabia que esse barulho provocava pequenos arrepios no seu corpo fazendo com que involuntariamente juntasse - tentasse - as pernas ao corpo, porém quando tentou realizar o ato a mulher gritou em voz alta de dor, sua pele ardia por conta das cordas envolvendo a sua pele aquilo a fez suspirar baixinho e a ardência se tornar algo presente, respirou fundo. Não importava o que fazia, não importava a força que colocava na ação ela simplesmente não conseguia se mexer. Ficou em pânico, afinal de contas onde estava? Quem tinha feito isso? Por qual motivo? Era essa a sensação de estar pagando por seus pecados? Pensou, roçando os dentes de leve nos lábios, se fosse isso não estava gostando nem um pouco daquilo. Ela não ousou mais se mexer, não podia fazer isso sem se machucar; infelizmente. A cabeça por sua vez movia se em todas as direções possíveis, tentando quem sabe entender o que acontecia ou se lembrar de como veio parar em um lugar como aquele, porém até mesmo isso tornou se algo inútil de se realizar já que seus olhos eram devidamente agraciados com a mais pura escuridão. Estava ficando sem ar, em pânico, querendo sair do escuro já que ali sentia se como uma garotinha medrosa, odiava essa sensação por isso sempre acabava fugindo de ambientes desse tipo onde poderia acabar de uma forma que ela certamente não gostaria nem um pouco. " — Quem quer que esteja fazendo isso, saiba que vai se dar muito mais muito m*l. — " Disse a mulher, sua intenção com aquilo era de talvez chamar a atenção da pessoa por trás disso e quem sabe iria conseguir respostas. Esperou pacientemente apesar disso não ser uma de suas categorias ela estava tentando mesmo ser nesse caso, infelizmente não teve resultados então mexeu se novamente o móvel em que estava acompanhou com rangidos e as cordas fizeram novas marcas no corpo feminino, ao fazer isso percebeu que não era apenas uma corda que segurava seus braços e pernas o som metálico que veio no meio se diferenciou no meio de tantos deixando a concluir que também havia algemas no meio, ela mordeu a boca contendo um grito no fundo da garganta. A pele ardia, dentro do peito o coração estava disparado querendo sossego que parecia não vir. Se aquilo era brincadeira feita pelos amigos não tinha a menor graça. Seu coração estava a mil por hora, batia sem parar dentro do peito e a respiração acompanhava o parceiro naquela corrida ficando um pouco fora de ordem. No dia anterior tinha saído para beber com um pequeno grupo de conhecidos, não viu nada demais nisso afinal de contas era fim de expediente e também era sexta feira então na cabeça da mulher de cabelos cor de fogo ela assim como os demais mereciam um pequeno descanso depois de uma rotina cansativa de trabalho. Sabe quando seu ( a ) chefe é um mala? O da ruiva era o demônio em pessoa, sempre arrumava maneiras de tortura lá, parecia até ser sua diversão pessoal atazanar a vida dela até chegou a perguntar a secretaria do chefe se por acaso ele tinha alguma coisa contra ela ou se havia feito algo sem saber contra ele, infelizmente suas perguntas tiveram a mesma resposta: ele não tem nada contra você e você não fez nada para ele, é apenas o jeito dele acostume-se ou tente sobreviver a isso. Era uma pessoa bastante exigente o que era até normal na visão de alguns ele ser desse jeito visto que esteve ali pelo simples fato de ter merecido e não por outras questões, como, por exemplo, laço sanguíneo isso o tornava tremendamente mais irritante, pois, o homem sempre arrumava maneiras de se vangloriar sobre seus feitos seja exibindo seus inúmeros certificados todos pendurados em seu escritório ou dando um jeito de inserir suas conquistas em uma conversa, seja ela formal ou não, na opinião dela não passava de um grande de um egocêntrico e de certa forma não estava errada em apostar nisso. O homem era totalmente rigoroso com as coisas que fazia ainda mais com seus funcionários e funcionárias, queria sempre o melhor dentro da sua equipe e não o contrário. Na última semana, para a equipe de marketing teve a tarefa de entregar um novo projeto para promover a empresa, não poderia de forma alguma conter ideias anteriores teria que ser algo novo e inovador, por causa disso acabou ficando por horas dentro do escritório desejando muito a hora de ir embora todos os dias como também aproveitava para xingar seu chefe. Naquele meio tempo em que ficou em silêncio uma pessoa se aproximou, quieto com as mãos nas costas contendo um sorriso orgulhoso pela recém-realização. Em seus dedos, era segurando uma faca que mesmo com a pouca luz do local tinha seu certo destaque pelo material brilhoso que foi feita. " — Quem está aí? — Questionou, sentia um fio de esperança percorrer seu corpo. Manteve o silêncio por mais um tempo, o home então chegou onde queria observando a de cima a baixo e o sorriso em seu rosto aumentou no rosto. — Onde eu estou? " Antes de obter uma resposta que fosse realmente satisfatória a ruiva sentiu a pele ser pega de maneira firme e com isso também sentiu frio quando algo encostou em sua pele, fazendo uma linha fina sem penetrar. " — Tantas perguntas garotinha, e todas elas são erradas. — " [...] Tempos atuais. Ela não sabia ao certo quanto tempo ficou ali, só sabia que tinha sido um pouco mais do que esperava o céu acima da cabeça ficava escuro denunciando que a noite havia chegado, enfim. Emma soltou um suspiro baixinho, sua viagem tinha sido algo longo e um pouquinho cansativo afinal de contas sempre quando tinha alguma oportunidade não média esforços de provocar o seu tão amado colega de viagem - ironicamente falando - Cole Crowley. Já não gostou dele desde o primeiro momento em que seus olhos se cruzaram, agora conviver com ele até chegar ao destino? Digamos que foi praticamente um enorme sacrifício da parte dela que sem sombra de dúvidas não gostaria de repetir isso, nem em vida muito menos em morte. Felizmente para a sorte de Emma Torres sua convivência com o rapaz foi algo breve, bastou apenas que algumas horas do dia fizesse o sacrifício de passar diante de seus olhos para então cada um dos dois dizer o tão esperado " adeus ", não antes claro de cada um mostrar o dedo do meio. Algo totalmente maduro e necessário para o momento, obviamente. Quando colocou seus pés para fora do trem Emma soltou um sorriso, pois, sabia que sua vida começava. As mãos foram até os bolsos do casaco que trajava, os pés andaram sem pressa pelo piso até começar a subir as escadas ao chegar no fim a morena soltou um grito alto, sua ação acabou por assustar todos ali presente algo que ela sinceramente? Não ligava. O corpo se moveu com pressa até o da amiga, seus pés correram uma curta maratona até então chegar na dona dos cabelos azulados. Já fazia tanto tempo que não via ela, estava com tantas saudades e tinha tanta coisa para contar, sem sombra de dúvidas iriam ficar horas e horas conversando sobre assuntos canais acompanhadas de uma pizza tamanho família, com direito a máscara de skincare. Elizabeth era uma autêntica leonina, não poderia de forma alguma existir uma reunião de meninas sem cuidados básicos seja para pele como não. Se por acaso não fizesse isso, não seria Elizabeth Colins. Ao chegar ao encontro da amiga não esperou um convite nem nada do gênero, seus braços passaram pelo corpo feminino e a menor fez o mesmo apertando a em seu corpo. Era tão bom vela, seu coração sentia se um pouco mais leve e menos preocupado com as coisas que poderiam acontecer daqui em diante. Um sorriso largo instalou-se no rosto de Emma e por ali ele ficou, estava feliz. Elizabeth riu baixo, movimentando o corpo da amiga para os lados em simultâneo fazia um leve carinho no couro cabeludo. Ela sentia tanta falta daquilo, por muito tempo ficou sem ver a melhor amiga já que sua família decidiu que era hora de sair do interior e começar a vida na cidade grande então ver a amiga consequentemente se tornou algo difícil, pelo menos tinham a tecnologia do lado delas para poder ao menos fazer pequenas reuniões do clube da Luluzinha. Porém, por mais que isso acontecesse não era a mesma coisa como era pessoalmente, não poder rir com a amiga enquanto brincavam de briga de travesseiros durante todos esses anos acabou deixando a moça de cabelos azuis um tanto triste, felizmente esse cenário já era coisa do passado agora poderia fazer todas as coisas que por muito tempo não pode matar a vontade por causa da distância como também a rotina do dia a dia. O único problema que talvez não contava era o fato de que ambos os corpos acabaram parando no chão, um pequeno deslize de sua parte. Infelizmente ser desastrada estava no sangue dos Colins. O riso de ambas aumentava quando seus corpos entraram em contato com o chão, Emma sentia se um pouco mais leve estando ali todas as preocupações que rondavam sua mente de uma hora para outra passaram a ser praticamente nada. Agora ambas estavam sentadas no chão, as pernas estavam um pouco cruzadas e cada uma deixava os braços um em cima da perna da amiga, olhando a outra com atenção nos olhos, a morena sorriu largo e sua companheira de aventuras devolveu a ação, porém com uma pequena diferença que deixava um tapinha em um dos braços de Emma, ouvindo consequentemente um sonoro "aí". — Vaca. — Disse a morena mostrando o dedo do meio na direção da amiga, a outra por sua vez riu alto quando viu. — Eu também te amo, Em. — Falou Elizabeth. Emma olhou para amiga um tanto desconfiada daquelas palavras, mesmo sabendo que era verdade não iria perder de forma alguma a oportunidade de brincar um pouquinho afinal de contas era assim a interação entre às duas; entre farpas e muito amor. — Se isso é amor eu não quero nem ver quando você sentir o oposto disso. — Falou ouvindo um riso baixo da amiga que assim como ela se levantou do lugar e reuniu as coisas em apenas alguns poucos segundos. — Tá com fome? — questionou Eliza ao mesmo tempo, em que arrumava a bolsa novamente nos ombros. Ao ouvir a pergunta a faceta de Emma mudava de confiado a algo parecido com o de uma criança quando recebe o brinquedo que tanto esperava, seus olhos brilhavam e um sorrisinho pequeno nascia em seus lábios ao ouvir a pergunta da amiga. Apesar de ter feito um lanchinho enquanto estava no trem aquilo não foi o suficiente para matar sua fome, no máximo do máximo serviu apenas para enganar aquela vontade por algumas horas. — Faminta. — Respondeu à morena vendo um sorriso largo no rosto da amiga aparecer logo em seguida. — Ótimo! — Disse Elizabeth fazendo uma pequena pausa entre as falas, ambos os corpos começavam devagar a se mover em direção a saída da estação, indo direto para o estacionamento. — Passei no mercado mais cedo e comprei algumas coisas para cozinhar se você tiver vontade de comer algo caseiro e feito na hora, porém se você não quiser comer nada disso também não tem problema nenhum tá Ao ouvir a pergunta a faceta de Emma mudava de confiado a algo parecido com o de uma criança quando recebe o brinquedo que tanto esperava, seus olhos brilhavam e um sorrisinho pequeno nascia em seus lábios ao ouvir a pergunta da amiga. Apesar de ter feito um lanchinho enquanto estava no trem aquilo não foi o suficiente para matar sua fome, no máximo do máximo serviu apenas para enganar aquela vontade por algumas horas. — Faminta. — Respondeu à morena vendo um sorriso largo no rosto da amiga aparecer logo em seguida. — Ótimo! — Disse Elizabeth fazendo uma pequena pausa entre as falas, ambos os corpos começavam devagar a se mover em direção a saída da estação, indo direto para o estacionamento. — Passei no mercado mais cedo e comprei algumas coisas para cozinhar se você tiver vontade de comer algo caseiro, algo feito na hora sabe? Porém, se você não quiser comer nada disso não tem problema. — Avisou a dona dos cabelos azuis ao mesmo tempo em que com os dedos procurava a chave do carro. — Podemos só pedir duas pizzas e ficar fofocando, então o quê você quer fazer? A princípio não respondeu, priorizou entrar no carro primeiro deixando que naquele curto espaço de tempo seu cérebro pudesse processar tudo. Quando o corpo enfim sentou se na cadeira do passageiro ela torceu os lábios para um lado e depois pro outro, sorrindo de canto. Emma Torres adorava comida caseira, ainda mais feita por Elizabeth Colins uma cozinheira de mão-cheia dons que foram herdados de sua mãe, agradecia profundamente pela amiga ser uma cozinheira tão boa e apesar disso não queria dar trabalho então acabou escolhendo a opção mais "fácil", pois, na cabeça da dona de cabelos castanhos caso escolhesse a primeira se sentiria um verdadeiro fardo, um incômodo na vida da amiga e não era isso que queria por causa disso não viu problemas em escolher a segunda desde de que a conta fosse dividida igualmente pelas duas, aí sim seria justo. — Pizza. — Respondeu à morena. — Pizza e muito vinho sem sombra de dúvidas com direito a fofocas. Ouvir aquilo fez com que a outra mulher presente naquele lugar soltasse um sorriso animado em resposta, adorava sim cozinhar principalmente para pessoas queridas ou que tinha um certo apego como era o caso com Emma Torres, por exemplo. Porém, como todo o ser humano Elizabeth Colins adorava comer besteira, não negaria isso mesmo na frente dos colegas de trabalho de narizinho em pé a jovem mulher não esconderia de forma alguma seu amor por pizza. Colocou a chave no carro, passando o cinto pelo corpo e Emma fez o mesmo antes de começar enfim a dirigir virou seu rosto na direção da amiga para dizer, — Skincare também? — questionou. — Mas é claro. — Respondeu logo após ouvir a pergunta. — Não seria uma reunião do clube sem isso não é mesmo? Elizabeth riu baixo quando a voz da amiga tocou seus ouvidos, limitou se apenas em movimentar sua cabeça para cima e para baixo em uma lenta afirmativa para então começar a locomover o carro dali. Tinham muita coisa o que conversar, seria assunto até o dia seguinte disso não tinha dúvidas. Apesar de conversarem via aplicativos de comunicação não era uma coisa frequente, sempre existia tempos em que ambas acabavam se separando e parando de se falar por um período curto de tempo culpa da rotina maçante do dia a dia, ainda assim quando voltavam a conversar ambas estavam mais fortes do que nunca. Eliza sorriu e Emma imitou a ação da amiga, devolvendo com um sorriso largo quando via o rosto amigo. A dona dos cabelos azuis então colocava uma musiquinha no rádio para quem sabe assim pudesse animar ainda mais o ambiente. Não demorou nada para que o ritmo alegre de " I kissed a girl" da Katy Perry contagiasse as pessoas ali presente, ambas riram e começaram a cantar. Depois de muita música cantada da maneira errada finalmente ambas estavam dentro da casa de Elizabeth Colins, melhor dizendo apartamento. Ela morava na parte mais humilde da cidade, por perto tinha o necessário para uma sobrevivência básica caso você more longe dos pais e não possa pedir socorro para algum conhecido. Coisas como: Restaurantes, hospitais, escolas, farmácias, hospitais e mercados. Ou seja uma sobrevivência digna de um ser humano que quer ser independente ou apenas um lugar adequado para viver bem longe de conhecidos. O lugar não era grande, era mediano e muito bem organizado e limpo. Um dos pontos fortes de Elizabeth era que sempre - mesmo quando nova - a moça sempre tinha que ter um ambiente limpo ou não se sentiria bem. Paredes pintadas de beje, decoradas com alguns quadros que ela mesmo pintou ou fotografou, quando não esteve sendo uma chefe de cozinha super rigorosa a moça dona dos cabelos azuis gostava de pintar e fotografar eram seus hobbies, era o que fazia um sorriso brotar em seu rosto além claro do seu trabalho. Apesar de achar seu trabalho um pouco estressante, adorava aquele ambiente. Sentia se viva em um ambiente que pedia muito dela, com prazos e a pressão de trabalhar em uma cozinha cinco estrelas era algo que a deixava maravilhada. O resto do apartamento também seguia o mesmo estilo de estética, cores pastéis misturando se ao preto da mobília. Mesmo que seja pequeno, era aconchegante e dava aquele arzinho de lar sabe? Emma sorriu nos primeiros segundos em que pisou naquele lugar. Primeiro estava feliz pela amiga ter uma carreira de sucesso e ter conseguido conquistar suas coisas, segundo não menos importante que isso estava feliz por ela mesma visto que ali e agora começava a sua jornada. Nos primeiros momentos passaram desfazendo as malas, colocando as coisas de Emma no quarto de hóspedes que agora era seu mesmo que temporariamente, pois, o seu plano não era ficar ali para sempre. Depois Elizabeth deixou que a amiga ficasse um pouco a vontade, para tomar banho ou relaxar iria separar as coisas para a noite das meninas. Emma deixou uma pequena muda de roupas separadas na cama, caminhou até o banheiro como veio ao mundo afinal de contas não via problema em fazer isso, ainda mais que o banheiro era praticamente no quarto então tudo de certa forma tornou se mais cômodo. O corpo feminino não demorou nada para estar no box do chuveiro, o celular esquecido na pia deixava que uma pequena sinfonia tocasse ao fundo; deixando aquele ambiente mais agradável. Bad Romance da Lady Gaga, uma de suas músicas favoritas. O corpo se movimentava no ritmo da música, os olhos fechados curtiam a água caindo no rosto como também em seu cabelo. A água quente caindo em seu corpo fazia a mulher sorrir sem apê menos perceber, as mãos desciam de leve pelo próprio corpo deixando rastros de sabão por ali. Demorou cerca de vinte e cinco minutos no banho, saiu enrolada na toalha média e felpuda de cor amarela e uma pequena ia nos cabelos molhados. Caminhou até o quarto vestindo um short de pijama com uma camiseta preta do Green Day, era sua banda favorita. Os cabelos depois de penteados deixou solto, nos pés escolheu algo mais felpudo e fofinho; vulgo sua pantufa de coelho. Tinha aquilo desde antes de entrar na faculdade, um presente dado por seu pai pelo começo da vida universitária pensar naquilo fez com que Emma deixasse um suspiro fraco escapar entre seus lábios. Ele iria ficar orgulhoso em saber que logo a filha iria trilhar um novo caminho. Saiu do quarto depois de estender as toalhas no banheiro, deixou a porta entreaberta e por fim foi verificar se a amiga precisava de ajuda com algo. Enquanto caminhava pode reparar que as paredes não tinham apenas fotos tiradas por Eliza, também tinha algumas fotos de pessoas como por exemplo, dos pais da jovem mulher de cabelos azuis e alguns animais também aquilo a fez rir baixinho já que sabia muito bem do amor da amiga por animais. Com as mãos atrás das costas a morena adentrou a cozinha e como esperado era o cômodo mais detalhado, um fogão e uma pia americana de dar inveja a quem visse uma mesa de dois lugares caso a dona da casa resolvesse sentar para comer ou quem sabe ter um encontro, tudo isso estando na cor preta. Um fato interessante sobre Elizabeth Colins era que a mulher adorava o preto, desde sua fase gótica na adolescência o que de certa forma explicava muito o motivo pelo qual a grande maioria das coisas ali era preto. Quando pisou no cômodo conseguiu ver perfeitamente duas caixas de pizzas com refrigerante do lado, um pouco distante dali uma cabeleira azulada planejada algo entre as panelas. Curiosa para saber o que era Emma deu passos lentos até ali, sorrindo largo. — O quê está fazendo? — questionou a dona dos cabelos escuros. Por estar distraída Elizabeth Colins deu um pulinho, colocando uma das mãos no peito. Seu coração ficou a mil por hora por conta daquele pequeno susto, não percebeu a moça se movimentando por ali, na verdade, sempre quando cozinhava ficava em seu pequeno mundinho distraída com as coisas que fazia na cozinha. — Eu não vi você chegar aqui, Emma. — Disse a moça de cabelos azuis. — Você me assustou com isso. — Disse Emma riu baixinho, prestando atenção nas coisas que a amiga fazia e ver isso fez com que um desejo brotasse em seu ser. Adorava chocolate, principalmente brigadeiro. — Brigadeiro? — Falou a Torres. Eliza suspirou baixo quando ouviu a voz da amiga, aliviando se um pouquinho do susto recente que teve. Voltou o corpo para frente e mexeu a colher novamente na panela, prestando um pouco de atenção na amiga. — O quê é uma festa de pijama sem doce? Emma riu quando ouviu a voz de Elizabeth, concordando silenciosamente com aquilo. Sentou se na cadeira perto das caixas de pizza, o corpo ficou um pouco curvado para frente. — Quer começar com o quê? — questionou a morena. — Filmes, máscara facial? Torceu os lábios antes de responder o questionamento, desligou o fogo e deixou o brigadeiro esfriar. Antes de dizer algo buscou nos armários um saco de granulado, deixou no balcão para depois. — Máscara facial e filme depois. Sorriu com a resposta de Eliza, o corpo moveu se para mais perto da cadeira ficando sentada um pouco mais reta, os olhos com atenção toda em sua amiga. Adorava saber como a amiga e ela tinham pensamentos semelhantes eram como irmãs de outras mães. Abriu a caixa de pizza e salivou, adorava frango com catupiry e também adorava mussarela. Seus sabores de pizzas favoritos entre todos no mundo. — Ele não está tão afim de você? — perguntou a dona dos cabelos escuros. — E amor a distância? — retrucou a dona dos cabelos azuis. Aqueles dois filmes eram os dois filmes favoritos delas, nenhum outro filme de comédia romântica superava o amor entre esses dois. — Sim, com toda a certeza . — Disseram em uníssono. Riram, e depois disso ambas arrumaram a sala do apartamento deixando cobertas junto de travesseiros e as caixas de pizza no centro junto com os copos de refrigerante. O brigadeiro com granulado também estava por ali, acompanhado de duas colheres. Os rostos delas estavam pintados de preto, os cabelos presos em bob's para cabelo. Emma mordiscava mais um pedaço de pizza, limpando os dedos em um papel toalha perto dali enquanto assistia ao filme junto da amiga. Aquela noite estava sendo ótima, estava precisando daquilo para logo poder enfim iniciar sua vida no dia seguinte, seria emocionante.
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