03

5000 Words
O coração batia rápido dentro do peito, a respiração oscilando a cada passo que dava fazia com que manter a calma fosse algo realmente difícil. Não pensei duas vezes em correr daquele lugar o mais rápido possível, pois, não queria nem pensar no que poderia acontecer caso demorasse mais um único segundo também nem cheguei a perguntar o motivo pelo qual não aquele homem estaria ali dentro do banheiro feminino só sei que não era da minha conta e segundo tinha uma coisa muito mais importante para fazer; a tão temida entrevista. Demorei demais dentro daquelas paredes, corri o mais rápido que consegui de volta ao local aonde os testes estavam sendo realizados para enfim poder respirar um pouquinho mais aliviada, admito que tive um pouco de medo de não conseguir chegar a tempo felizmente isso não aconteceu. Antes de me sentar arrumei os cabelos com a ajuda de um espelho pequeno que levava na bolsa, depois tomei um pouco de água para molhar a garganta e quem sabe assim pudesse até mesmo me acalmar no processo. Faltava uma garota ainda para entrar, isso me fez ficar um pouco mais calma depois do que aconteceu agora só bastava focar no que realmente era importante, pensei. Olhei a porta se abrir e a mulher de cabelos enrolados entrar, quando nossos olhares se cruzaram lancei um sorriso e um baixo " boa sorte ", poderíamos até ser rivais nesse ambiente de agora ainda assim não significa que eu seja uma pessoa tão c***l ao ponto de não desejar nem ao menos sorte para a pessoa. Minha mãe dizia que eu tinha coração bom, minha avó dizia que eu era trouxa por fazer coisas sendo que ninguém iria devolver com a mesma gentileza assim e mesmo com às duas falando um bando de coisas eu pensava de uma maneira muito diferente, acreditava que gentileza gera gentileza e se a pessoa não quer ser gentil bom azar o dela. Dentro da bolsa busquei por alguma balinha para que pudesse mastigar e quem sabe assim ajudasse um pouco com a ansiedade, quando encontrei soltei um suspiro baixo entre os lábios. Só tinha bala de menta e eu sinceramente falando não sou a fã número um desse tipo de bala, uma faceta triste se formou em meu rosto mesmo não querendo chupar aquela bala acabei me rendendo a isso uma vez que conter a ansiedade parecia estar sendo uma árdua batalha. Depois de colocar a bala na boca e jogar a embalagem no lixo ali perto fiquei sentadinha na cadeira, com os dedos batucando o tecido da bolsa e meus olhos observavam com cuidado o ambiente em que eu estava. Era um longo corredor com paredes escuras, um preto de mesclando com cinza tendo em algumas partes um fio branco se destacando em meio a penumbra. Não sei qual era a ideia da pessoa que fez, porém tudo era muito minimamente planejado para parecer com o céu. Nas paredes também existia a presença de algumas obras de arte como imagens dos antigos CEO'S. Do meu lado esquerdo uma pequena fila de portas e cadeiras de encontrava, a sala do RH ou melhor dizendo a sala onde faziam as entrevistas morava a minha direita. Em teoria era um lugar muito polido, tinha pouca coisa apenas o necessário que seria usado naquela parte da empresa. Molhei os lábios, distraída com pensamentos só percebi que era a minha vez no exato momento em que a mulher de meio metro de altura e cabelos encaracolados chamou meu nome. Sorri um pouco constrangida pela situação que havia me colocado sem ao menos perceber. Me levantei, dei dois tapinhas na roupa e por fim arrumei a mochila em meus ombros antes de enfim entrar na sala. A parte de dentro do cômodo assim como a parte de fora seguia quase a mesma linha de decoração tirando a parte - é claro - que as paredes daquela sala ao invés de serem pretas tinham a cor branca em destaque, linhas pretas no meio formavam pequenos quadrados e como sempre obras de arte seja em forma de pintura ou não estavam presentes assim como também alguns prêmios que foram ganhados pela empresa com o passar dos anos. Uma mesa em forma de retângulo no centro pegava quase toda a parede do lado esquerdo do lugar, uma cadeira de couro junto com seu conjunto estavam sendo ocupadas uma pela recrutadora e a outra foi aos poucos revelando quem seria. Quando o móvel enfim se virou arregalei imediatamente meus olhos, contendo um grito no fundo da garganta com os lábios bem precionados um no outro para quem sabe assim tentar parecer um pouco menos ridícula. De todas as pessoas possíveis para aparecer naquele lugar tinha que ser logo ele ali sentado? Pensei tentando - quem sabe - disfarçar a minha cara de tonta, pois, com toda a certeza do mundo estava com ela agora. Respirei fundo e contei até dez. Nada iria acontecer, não tinha como piorar ainda mais ou tinha? Queria rir de nervoso e quem sabe enfiar meu rosto em um buraco e ficar por lá, pois, sinceramente falando? Aquela situação não tinha como piorar. Na frente da mesa existia um pequeno espaço e em alguns poucos centímetros podia se ver outro par de cadeiras logo ali perto, colocadas daquela maneira para que as visitas daquela sala pudessem ao menos ter uma estadia confortável enquanto estavam ali. Constrangida e sem saber como agir ou falar me sentei na cadeira da esquerda e ao mesmo tempo em que realizava a ação pude ver de longe o olhar dele me seguindo, um sorriso em seu rosto ia até a metade do rosto. Tal ação acabou por me dar calafrios, pois, tinha medo das coisas que poderiam estar passando naquela cabecinha maquiavélica. Com toda a certeza do mundo ele iria querer se vingar pelo o que aconteceu no banheiro, afinal de contas que homem ficaria de boa depois de levar um chute muito bem dado no meio das pernas? Eu sei que se eu fosse um com toda certeza não iria ficar tão tranquilo assim. Por mais que essas coisas estivessem na minha mente agora resolvi não pensar pelo lado negativo, afinal de contas não estávamos sozinhos naquela sala e então muito possivelmente - assim ao menos esperava - que o homem ali sentado me olhando com aquelas expressões de vilões de filme não iria fazer algo maligno, iria agir da maneira mais profissional possível. Quando a porta se fechou alguns passos de distância dali acabei por levar um pequeno susto, meu corpo até mesmo se levantou um pouco da cadeira e minha mão esquerda foi até o peito querendo acalmar um pouco das batidas do coração. É, aquilo né gente? Se não for para passar vergonha eu nem vou. Sorri constrangida quando os olhares se voltaram para mim, de um segundo pro outro então acabei sendo a atenção dali. – Bom, senhorita...? – Emma. – Respondi. – Emma Torres. A mulher de meia idade arrumou os óculos no rosto e por fim me olhou com um sorriso, entre seus dedos uma sequência de folhas dormiam por ali. Não sabia o que era, porém tinha um leve palpite que poderiam ser os currículos das mulheres que já sentaram ali naquela cadeira. Antes de continuar a falar a senhora pigarreou, colocou a mão nos lábios e por fim me olhou. – Demos uma olhada aqui no seu currículo e apesar de ter recém saído do período de estágio e tudo mais, posso dizer com toda certeza que é um ótimo currículo senhorita Torres. – Falou ela, ouvir aquilo acabou me deixando um pouco mais confiante em relação a entrevista. Talvez, só talvez estivesse perto de conseguir a vaga? Todo aquele medo que brotou antes desaparecia aos poucos, partes menores infelizmente ficaram grudadas. Apesar do sentimento de confiança não consegui de forma alguma abandonar aquela sensação, na verdade, desde muito nova não conseguia acreditar nas coisas 100%, sempre acabava mantendo os pés no chão pelo menos um pouco. O motivo? Bem simples, todas as vezes em que me deixei levar pelo sentimento de que tudo estava dando certo simplesmente acontecia algo que arrancava essa esperança de uma vez só, e bem esse sentimento está longe de ser o meu favorito. Para me proteger ao longo dos anos acabei adquirindo esse hábito, de não me entregar totalmente ao que sentia pelo menos dessa forma se acontecesse alguma decepção seria menos doloroso de lidar. Senti um fio de esperança brotar no meu corpo, para deixar isso ainda mais claro meu rosto deixou que um sorriso largo saísse de seu esconderijo e meus lábios então foram até cada canto do rosto, um sorriso largo e confiante para quem sabe transmitir como estava me sentindo. – Porém, como você deve saber tem que passar por algumas... – Ela não precisa. – Falou o homem que até agora não sabia nem ao menos o seu nome e nem o motivo pelo qual estava sentado ali. Talvez ele fosse o aprendiz dela? Mordisquei a ponta da boca, contendo um grito e um comentário muito m*****o no fundo da garganta. Quem ele achava que era? Pensei. A mulher ali sentada virou um pouco o rosto e o olhou com dúvida, não disse nada e nem ao menos parecer querer dar uma dura nele o que de certa forma acabava descartando a minha primeira opção. – Senhor Meteo, eu acho que... As mãos dele foram até a mesa, unidas como duas pilastras serviram para unir os dedos em uma bola ou quase isso. O rosto dele virou na direção da mulher e sinceramente falando? Ele não parecia lá muito feliz com as coisas que estava ouvindo. Além de grosso, não tem educação com pessoas de idade olha francamente é um grande de um arrogante, pensei. – Não. – Respondeu o moreno e eu fiquei ali olhando, bem calada e plena por mais que quisesse me meter era sobre mim que estavam debatendo. Teve uma pequena pausa entre as falas dele, por uma pequena fração de segundos o homem virou seu rosto e dividiu sua atenção entre mim e a mulher de meia idade ao seu lado. – Ela não precisa passar por todo aquele chato de entrevistas, acho que já encontramos a minha secretária. Quando ouvi tudo aquilo não pude não ficar surpresa, meus olhos se arregalaram e um grito fino e baixo saiu dos meus lábios como se estivesse vendo um filme de terror passar bem diante dos meus olhos. Como assim eu iria virar secretária dele? Charlotte ali sentada olhou ele mais uma vez e depois seus olhos foram até mim para no fim suspirar baixo, a mulher parecia estar de mãos atadas e não sabia o que fazer. Se ela estava assim, e eu então? Estava mais perdida que cego no tiroteio. – Bom, se o senhor tem certeza então que assim seja. – Respondeu, ela parecia ser aquele tipo de pessoa que segue os protocolos e segue regras sendo justa com todos de certa forma até entendia o motivo pelo qual o desânimo e tristeza estavam na sua voz. Senti pena, e meu corpo acabou se levantando assim como os dele. A senhora me estendeu a mão, como um comprimento de parabenização quanto a ele limitou se apenas a sorrir, um sorriso que deixava claro que o inferno estava apenas começando e que logo eu iria gritar por socorro. – Meus parabéns senhorita Torres, você é a nova secretária do CEO da empresa. – Disse olhando me. – Obrigada. – Respondi um pouco nervosa. No fundo, lá no fundo mesmo uma parte minha sentiu muita vontade de corrigir aquela frase para: meus parabéns, você é a nova secretária do d***o. Porém, não fiz resolvi manter ao menos um pouco de bom senso já que aparentemente uma daquelas pessoas não tinha nada disso. – Você pode ir até o fim do corredor levar seus documentos até o RH, você começa na segunda o seu treinamento. – Avisou a moça de cabelos grisalhos e pele um pouco envelhecida pelo tempo. Apesar de achar tudo um pouco rápido demais resolvi não questionar isso, apenas aceitar afinal de contas eu precisava do dinheiro para começar minha vida de mulher forte e independente. – Certo. – Falei já movendo meu corpo em direção a porta. – Senhorita Torres. – Meteo me chamou, seu corpo acompanhou o meu e os dedos dele tocaram a maçaneta da porta abrindo a em um fingido ato de cavalheirismo. Pela proximidade que ele estava consegui nitidamente sentir a colônia que usava, a barba desenhando os traços do rosto davam ao homem um aspecto tão sexy que por alguns segundos até esqueci que era o próprio demônio. Infelizmente para minha sorte - ironicamente falando é claro - ele havia reparado na quantidade de tempo que passei observando seu rosto e acabou soltando um sorriso atrevido. Droga! Emma. – Sim? – perguntei, parada no mesmo lugar com uma distância de centímetros separando tanto eu quanto ele. Ele não respondeu, ousou em se aproximar e nem ao menos ligou que não estávamos sozinhos apenas ficou perto o bastante para que pudesse sentir a respiração quente tocar meu pescoço, fazendo com que um arrepio percoresse por ali. Um suspiro saiu da minha boca, meus dentes apertavam os lábios e Meteo sorriu com isso. Despediu se de mim ajeitando os fios do meu cabelo, voltando para uma distância segura e por mim abria a porta deixando um espaço para que pudesse passar. Aquele mesmo sorriso ainda estava em seu rosto, algo que mesmo eu não admitindo em voz alta acabou sim mexendo comigo um pouco; até demais na verdade. – Te vejo na segunda-feira, todos os outros detalhes o RH vai te mandar por e-mail. – Avisou o dono dos cabelos escuros e antes de colocar meus pés para fora dali me permiti olha ló mais uma vez, daquela forma direta que poderia muito bem ser comparado com uma faca perfurando a pele, pois, no fundo bem lá no fundo mesmo era essa a minha vontade; bater naquela carinha bonitinha que Meteo tinha. Poderia até ter um ranço enorme por aquele cara, todavia eu estava longe de ser cega Meteo Crowley era lindo, aquele tipo de cara que parece ter sido esculpido pelos deuses gregos com o objetivo de testar os limites das mulheres. Ele era alto, a pele um pouco morena como se sempre vivesse bronzeado era um charme, além disso, o tom de pele do homem dava destaque para os olhos escuros que teve a sorte de ser portador. Barba sempre bem feita fazia com que você se perguntasse como seria a sensação do toque com sua pele, voz grossa que causava arrepios gostosos - como isso não fosse suficiente - o moreno transmitia confiança e dominância em cada coisa que falava, um exemplo vivo de macho alfa. Quanto ao físico? Bom, o físico de Meteo Crowley .... Poderia resumir perfeitamente em uma única palavra: perfeito. Não existia nada fora do lugar, tudo muito perfeito o que chegava a irritar. Apesar dele estar sempre de terno dava para notar que sua frequência na academia estava em dia algo que era um tanto diferente de umas pessoas - cof - eu mesma. Não me lembro da última vez que pisei em uma academia e não quero nem me lembrar da sensação de pisar em uma. Sim, eu Emma Torres sou uma grande de uma preguiçosa e veja bem não tenho vergonha nenhuma de admitir isso. Só tive sorte de poder não engordar, nessas horas agradeço profundamente a genética pelo menos uma coisa de boa eu herdei. Voltando ao foco, para resumir aquele - demonio - homem era o pecado de toda a mulher em pessoa. Deveria ser um crime alguém tão lindo andar por aí desse jeito, não deveria? Bom, sei que o que depender de mim a minha relação com o demonio vai ser mantida apenas no profissional e nada menos que isso. Porém, por motivos de querer manter aquele emprego para ter como ajudar com as contas do apartamento no final do mês preferi conter meus impulsos mais primitivos, não iria adiantar nada se simplesmente minha mão misteriosamente acabasse no rostinho do meu chefe. Além de criar uma grande confusão iria consequentemente acabar gerando o apelido de louca, desequilibrada e ele é claro sairia como o mocinho inocente que foi atacado pela maluca. Não era isso que queria nem aqui e nem em outro lugar, desejava do fundo do coração um ambiente de trabalho o mais calmo o possível sem nenhum resquício de confusão. Limitei minhas ações em um sorriso curto, tanto em seu tempo de estadia em meu rosto como também seu tamanho. Meus olhos ainda bem atentos a qualquer tipo de movimento feito pelo outro e parecia que o homem ali parado fazia a mesma coisa, uma parte de mim achou aquilo um tanto engraçado a ponto de querer rir ali e agora, já outra achou um tanto estranho o fato dele me imitar e ainda assim não disse nada o que realmente gostaria de falar sobre aquela situação toda, guardei minha opinião bem lá no fundo. Queria ter dinheiro no final do mês e não acabar de uma hora para outra na cadeia, pensei. – Até segunda-feira senhor Crowley. – Respondi. Desta vez Meteo não disse nada, apenas acenou com a cabeça e me observou sair da sala. Não olhei na direção oposta, não queria ficar ali olhando o pelas horas que iriam vir já que se eu fizesse isso poderia facilmente sair como louca e de certa forma não culparia as pessoas que colocassem esse apelidinho em mim, na verdade, iria apoiar que fizesse esse tipo de coisa. Agora sozinha caminhei até o local indicado, dando duas batidinhas na porta me deparei com uma senhora baixinha de cabelos ruivos e pele envelhecida pelo tempo. Quando me olhou a ruiva sorriu de canto, – Entre querida. – Pediu dando espaço para que eu pudesse passar para dentro da sala. Sorri, fechando a porta atrás de mim depois de fazer isso com toda a certeza minha vida estava prestes a começar. [...] Horas mais tarde já me encontrava no apartamento que temporariamente estava dividindo com Elizabeth, também conhecida como o anjo na minha que me ajudou nesse momento de transição. Eu não sei o que seria de mim se ela não tivesse sugerido essa ideia, muito provavelmente teria que adiar tudo e ver mais uma vez meus sonhos virarem apenas uma memória perdida no tempo. Soltei um suspiro baixo enquanto andava pelo lugar, observando com cuidado tudo. Era um lugar tão bonito, ficava feliz em saber que minha amiga tinha conseguido se dar bem na vida e agora era uma mulher forte e independente fazendo o que quer, quando quer; de fato algo admirável. Ela ainda não estava em casa, porém, por mais que tenha sido algo bem rápido tive um breve contato com minha amiga através do telefone dizendo que teria novidades para contar e a dona dos cabelos azuis retrucou que isso seria perfeito com um bom vinho. Quando ouvi tal coisa, eu ri baixinho achando engraçado a maneira que minha amiga dizia aquele tipo de coisa e por outro lado achei ótimo ter alguém tão acolhedor por perto. Elizabeth Colins passava uma ótima energia com seu sorriso de orelha a orelha que contaminava o ambiente em que estava. Fazia mais ou menos umas duas horas que havia chegado da entrevista, mentalmente enquanto andava de volta para casa me perguntei o que tinha acontecido e o que eu fiz para merecer aquilo. Veja bem, sou grata pela oportunidade e tudo mais ainda assim gostaria de ter sido contratada pelo merecimento e não para quem sabe ele poder se vingar de mim, pois, não existe outro motivo possível para que aquele homem me queira dentro daquele prédio. Infelizmente a desconfiança era algo que não conseguia largar nem se quisesse, ela já vem me acompanhando desde muito nova trazendo sempre novas situações onde mostra que não devo ser assim tão bobinha. Como era com a situação atual, apesar de não ter sido contratada da maneira mais convencional o possível iria lidar com isso de cabeça erguida e deixaria alguns detalhes ocultos de Elizabeth Colins caso contrario eu tenho certeza absoluta que ela apareceria na porta da empresa para causar uma primeira impressão memorável se é que me entende. Amo minha amiga de todo o coração, contudo tinha que admitir que quando ela ficava com raiva de alguém que machucou alguma pessoa próxima dela era para valer e a dona dos cabelos azuis parava de ser aquele ser meigo para dar espaço a uma criatura raivosa e furiosa que faria a pessoa desejar tudo menos ter feito o que fez. Por mais tentador que fosse ver aquele homem ter que lidar com uma Elizabeth Colins completamente furiosa preferi ocultar certas partes do meu dia, pelo menos até que pudesse confrontar ló. Eu, Emma Torres não iria de forma alguma aceitar aquelas condições e muito menos abaixar a cabeça e ouvir ordens dele. Não mesmo! Buscando tirar esses pensamentos da cabeça antes que fizesse algo que me arrependesse preferi fazer outra coisa, deixei minha mochila jogada em algum canto do quarto onde estava dormindo para deixar meu corpo relaxar um pouco afinal de contas eu merecia isso, certo? Tirei a roupa e joguei um cesto pequeno perto da porta, iria colocar para lavar aquelas peças de roupas depois que saísse. Com a ajuda de um chinelo próprio para tomar banho fui entrando no box do banheiro, rodei os dois círculos metálicos que haviam por ali para no fim deixar a água cair em cima de mim. Sentir o toque morno fez com que um sorrisso brotasse em meu rosto e meus dedos consequentemente buscassem pelo sabonete querendo então espantar a sujeira que insistiu em permanecer ali durante o dia. O toque leve fez um suspiro aparecer entre os lábios, apertei devagar um de meus s***s gerando um gemido baixo. Não havia percebido o quanto sentia falta de uma troca de carícias até aquele momento. Fazia tanto tempo que havia ficado com alguém, para ser mais exata uns dois ou quatro anos por aí não lembro ao certo. Só sei que a última vez foi com meu primeiro e único namorado, Francis que ironicamente também foi a pessoa que perdi minha virgindade e eu sei o que deve estar pensando: clichê, pois é fui clichê . Pode até ser estranho uma pessoa passar tanto tempo sem fazer alguma atividade s****l, só que chega uma hora da vida adulta que você tem tantas outras preocupações que isso não chega a ser um problema muito grave tampouco algo urgente. Agora, é aquele típico momento em que uma pequena carência começa a bater sabe? Esse mesmo sentimento maldito que faz com que me pergunte o motivo pelo qual não, tenho alguém para me fazer companhia nessas horas e aquele também que me lembra que não passo de uma solteirona na beira dos trinta anos de idade, com um único namorado. Poderia esse cenário ser ainda mais deprimente? Apesar desses pensamentos estarem rondando minha mente não me deixei dominar por eles, apenas me entreguei àquele momento íntimo de baixo do chuveiro onde com um pouco de esforço então me permitia matar um pouco daquela vontade louca que aos poucos estava devorando cada célula do meu corpo. Meus dedos exploraram os meus s***s, massageando os e os apertando sem colocar muita força apenas para provocar os b***s a ficarem duros. Aquela ação gerou sons indecentes da minha boca, os olhos ainda fechados e a boca um pouco aberta deixava que um barulho baixo de gemido saísse em meio a água caindo com calma por aquele ambiente que começava aos poucos a se transformar em algo um tanto indecente para menores de idade. Minha outra mão foi um pouco mais ousada que sua irmã, ela decidia ir um pouco mais fundo naquela brincadeirinha explorando uma outra região; minha v****a. Usei dois dedos para tocar onde mais queria, primeiramente comecei sem pressa alguma fazendo movimentos circulares pela área mais sensível tal coisa gerou uma série de arrepios em meu corpo e minhas costas ficaram um tanto arqueadas assim como também meus s***s se movimentaram com aquilo, fazendo com que a água que os tocava fosse parar na parede ali perto. Um gemido mais alto saiu da minha boca quando cruelmente mudei o ritmo das coisas que fazia, minha boca se abriu mais e os sons não eram mais aquela coisa tímida. Eram altos o bastante para quem sabe no dia seguinte ouvir uma série de reclamações sobre mim, porém, nesse momento eu estava pouco me importando com isso só queria tirar um pouco do atraso. Em relação ao sexo me achava alguém "normal", nunca tinha experimentado nada na prática, contudo, na teoria já era uma coisa totalmente diferente. Como uma boa curiosa que sou sempre li muito e estudei assuntos que me chamavam a atenção ou ao menos despertavam o interesse, isso inclui alguns livros envolvendo sexo e sim eu Emma Torres li o famoso kamasutra e sinceramente falando? Não achei lá essas coisas, só era um livro cheio de novas posições sexuais, algumas me perguntava se era realmente possível um ser humano normal fazer e outras achei algo "aceitável" para os padrões da sociedade. Meu interesse por sexo realmente despertou quando comecei a explorar um mundinho chamado b**m, algo que realmente me chamou a atenção me induzindo até mesmo a ir em um evento de praticantes, não fiz nada quando isso aconteceu apenas de longe observei como uma boa curiosa me perguntando mentalmente se um dia teria coragem de entrar naquele meio ou experimentar algo diferente do normal. A mão que massageava os s***s agora servia de apoio para o corpo, afinal de contas eu queria sentir prazer e não parar em um hospital devido a um deslize cometido enquanto me masturbava. Já a outra mão ainda continuava lá, sendo uma bela sadica me torturava alternado de ritmo e às vezes quando estava quase lá parava apenas para ouvir um murmúrio baixo reclamando comigo mesma. Um de meus dedos me penetrava com força, arrancando gemidos baixos da minha garganta e meu quadril - um -submisso - se mexia conforme a musica indo e vindo sem pressa por aquela área, se esfregando como uma completa p**a vendida que era. De um segundo pro outro aquele cômodo havia ficado muito mais barulhento. O motivo?Meus gemidos que não paravam nem um único segundo de sair da minha boca, pois, não iria descansar até que tivesse o que estava buscando. Não ligava para os ritmos lentos, queria os intensos que me fariam gritar. Minha mente relaxa começou a imaginar coisas, um homem de cabelos negros mais alto do que eu com corpo malhado e sorriso um tanto maléfico em seu rosto, aquela maldita combinação fazia com que todo o meu corpo saísse do sério. Eu tinha um fraco imenso por vilões e sádicos talvez fosse por isso que meu namoro não durou mais do que alguns anos, todo aquele clima fofinho e água com açúcar semelhante aos filmes que assistia não era o bastante pra mim, eu precisava demais de muito mais. Imaginava as mãos fortes dele pelo corpo, percorrendo cada cantinho até me fazer sorrir sem pensar; como uma boba. Droga! pensei, por mais indecente que fosse aquele tipo de pensamento era tão bom o que me fazia a acreditar nas coisas que ouvia por aí. "O proibido, é muito melhor". Em meus pensamentos o homem até então estava de costas para mim, eu não via seu rosto apenas ouvia sua respiração que me causava arrepios pelo corpo. Ele roçava levemente a barba me deixando sem jeito, os dedos pegavam com firmeza cada seio algo que não era tão difícil de fazer já que não era portadora de algo tão exagerado, na verdade, facilmente apenas com uma mão o moreno conseguia fazer isso deixando a outra mão livre para fazer o que bem quisesse. Ouvindo os sons que fazia o homem soltou uma leve risadinha, como também aproveitou se de meu momento de vulnerabilidade estapeou minha b****a, meu corpo saltou um pouquinho com isso além disso o que mais me assustou de verdade foi ouvir em minha mente o som da voz do capeta, me instigando a fazer algo bem errado. Não liguei para isso agora, apenas compreendi que meu corpo havia se sentindo atraído por ele e de certa forma conseguia compreender isso, afinal de contas Meteo Crowley era lindo e o pecado em pessoa. Seus dedos não eram nada gentis, me estimulavam com rapidez e sua boca fazia questão de marcar cada parte do meu corpo fazendo com que gemidos baixos saíssem da minha boca. Droga! Era uma ótima sensação, por mais que seja apenas no pensamento sentir - imaginar - o contato de outra pessoa fez meu corpo e mente despertar. De leve provocava roçando o p*u entre minhas pernas, aquilo me fazia revirar os olhos. Eu o queria dentro, tanto que até às vezes murmurava: por favor em voz baixa. Ouvir aquilo fez com que um sorriso brotasse nos lábios masculinos e sabendo da minha necessidade o moreno abaixou se até ficar de joelhos no chão e quando isso aconteceu seu rosto encontrou o mesmo caminho que os dedos encontraram uma hora, lambendo minha área íntima. Antes de fazer isso, quando ainda estava de pé Meteo murmurou em voz baixa: "Goze, goze tudo na minha boca para depois se deliciar com o meu p*u". Ouvir aquilo fez cada célula do meu corpo tremer, aquele homem existia? A língua trabalhava rápido, sem pausas por aquela área fazendo com que gemesse baixo de prazer e então após alguns segundos gozei, de maneira tão intensa que nem eu mesmo acreditei. Sem fôlego e cansada, abri meus olhos me dando conta do que havia acabado de fazer, eu havia gozado pensado no meu chefe babaca.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD