Alo? - atendi, não havia nome na chamada.
_ Oi meu bem!- uma voz feminina e um pouco familiar do outro lado
_ Ham....com quem quer falar?- pergunto, ja sentindo uma pitada de ciúme
_ Caio por gentileza!- a moça do outro lado fala.
_ Bom então voce esta sem sorte ele nao está..- ela nao deixa eu terminar
_ Há querida que pena, mas depois passa o recado pra seu chefe e diz q coelhinha dele ligou e que estou com saudade.
_ Como é? - Perguntei pois acredito não ter ouvido correto, mas antes de poder falar mais alguma coisa ela desligou na minha cara ainda mais.
Que p***a de coelhinha!!! Não... Se acalme Cloe, Caio nunca que iria me trair, jamais.
Mas pensar assim nao foi o suficiente, a tarde toda minha mente só borbulhava com a possibilidade!
Não.
Impossível digo a mim mesma.
Logo minha irma chegou, Mariana sentou ao meu lado mas não dei muita atenção, minha cabeca estava a mil
_ O que foi mana?- ela me pergunta, me tirando dos meus disvaneios.
_ Nada..- digo
_ Ei pelo pouco que te conheço sei que algo aconteceu. O que foi?- insistiu ela, e eu presciso falar com alguém então conto tudo para ela.
_ Ai meu Deus!! Voce nao pode ficar com uma pessoa que te traia!- ela fala veementemente
_ O Caio nunca iria fazer isso!- digo ela me encara
_ Irmã homens são assim, nunca ficam satisfeito com o que tem!
_ Não o meu marido...- afirmo, tentando acreditar nas minhas próprias palavras.
_ Tudo bem..se voce acredita nisso.
_ Quando ele chegar vou conversar com ele.
_ Olha eu acho melhor não, fica de olho, ver se chega com cheiro diferente, marca de alguma coisa, ai sim você conversa com ele! - ela diz me dando um ideia, então penso melhor e concordo, não vou tirar conclusão precepitada do meu marido.
Assim que ela sobe para seu quarto, eu fico na sala, aflita e com raiva, subo para o meu também, foi a primeira vez que fico acordada esperando por ele.
Caio.
Ao chegar em casa a ouço silenciosa, tiro minha gravata e a jogo no sofá, passo na cozinha bebo água e subo para meu quarto, e me deparo com Cloe sentada na cama olhando para os pés, assim que me vê entrar olha e da um sorriso, pelo que conheço algo não está bem.
_ Acordada! O que aconteceu? - perguntei me aproximando dela.
_ Sem sono. - ela diz e me abraça e respira forte, então a aconchego em meus braços.
_ Você me parece está um pouco preocupada! - digo a olhando bem, ela abaixa a cabeça e diz.
_ Só uma dorzinha de cabeça! Vai tomar banho, para deitarmos. - ela fala, mas eu sabia que ela estava mentindo, mas não ia forçá-la a me contar, então apenas fiz o que ela pediu fui tomar banho.
Ali na sala.
Na escuridão na noite Mariana levanta-se para beber água ao chegar na sala se depara com a gravata vermelha do Caio jogada ali, como se estivesse a sua espera.
A mesma a pega e a cheira, e a agarra junto ao seio e fecha os olhos e começa a imagina lá a tirando e o puxando para sua cama, e ele a agarrando sem pudor, rasgando sua roupa a fazendo sua.
Só imaginar Mariana sentiu um calor subir em suas pernas, e ao cheirar mais uma vez lembrou da conversa com Cloe mais cedo, então algo demoníaco em seu sorriso nos leva a crê no que ele vai aprontar.
Mariana vai em seu quarto e pega um dos seus perfumes e borifa na gravata em suas mãos. E volta e a coloca no lugar...
"Ah Caio... Vou tê-lo na minha cama". Pensou ao beber sua água olhando para a gravata ali inocente no sofá.
Na manhã seguinte enquanto Cloe desce pra sala, afim de ver se o café da manhã estava pronto, de longe de ver a gravata de Caio e bufa, ela odiava que ele largasse roupa pelos cantos, ao pegá-la, digamos por extintos feminino ela cheirou, e não lembrava desse cheiro, não desse perfume, segurou firme e novamente subiu as escadas e o encontra descendo.
_ Vai aonde ele? - ele pergunta normalmente.
_ Esqueci de uma coisa... O café está pronto! - ela diz e sobe sem da nenhuma outra explicação.
Ao chegar em seu quarto, vai em cada frasco de perfume e nenhum se quer combina com o que está na gravata do Caio! E ao imaginar que sua irmã está certa o sangue ferver. Em instantes sua cor altera.
Mesmo sentindo algo borbulhar ela desce para tomar seu café e se senta sem ao menos lhe dirigir o olhar.
Todos estavam a mesa, Marina, Caio, Cristal, Clarisse, e Carret que chegou hoje cedo pela manhã, o que deixa a situação complexa ambas partes.
Em um lado as faísca entre Cristal e Carret e o ódio de Cloe pelo Caio e o desejo de Mariana pelo marido da sua irmã.
_ Gente pelo que me lembro vocês eram mais animados! - Clarisse dispara ao ver o silêncio naquela mesa.
_ Tenho que concordar irmã, até a pequena Cristal era comunicativa! - Carret solta, e ela lança lhe um olhar, o que faz ele querer rir, Carret não conseguia entender o porque da reação dela em todas as vezes o que via, de não ser mais gentil com ele por ter a salvado daquele canalha na festa. Mas no fundo ele gostava de ver que isso a provocava, e ele não tem intenção de parar tão cedo.
_Meu dia ontem foi cansativo! - Dispara Caio saboreando seu suco
_Imagino!! - Cloe diz baixo, e Caio percebe seu tom irônico, mas não fala nada.
_ Nem fale ontem foi um loucura naquele desfile! -Mariana que estava toda alegre fala, pois tinha certeza que pela cara de Cloe ela tinha caído na armadilha.
_Graças a Deus hoje é sábado! - Carret diz_ Por falar nisso Caio me da uma ajuda depois na moto?
_Ajudo sim! - E todos voltam comer em silêncio, mas se ligassem o som dos pensamentos, o da Cloe estaria gritando
"Filho da puta..... Eu vou te matar Caio Belmiro, i****a e escroto "