CAPITULO 14

941 Words
Estou de pé, apertando o tecido áspero da cortina, colando-o na borda. Mesmo que o provador estivesse fechado com uma porta de metal, eu ainda sentiria que era uma barreira miserável entre Delmom e eu. Então essa cortina, como um plástico transparente, não vai me proteger nem me esconder. Mas é a única coisa com que eu poderia me cobrir agora sobre ele, seus olhos, seu cheiro, por trás dessa maldita cortina. Solto-me e dou um passo para dentro. O espaço é bastante confortável: um espelho de corpo inteiro, um saco de feijão de couro com encosto em um canto e cabides com vestidos. Sétima história. Passo a mão sobre o tecido de cada um. Por mais bonito que seja um vestido, o importante é o material. E cada um era incrivelmente agradável ao toque. Estendo a mão para o vestido verde e puxo-o para fora, segurando-o à distância de um braço, examinando-o. Não vi nenhuma falha nisso. Mas quando olho para cima, fico presa em outro vestido, aquele que mais se revelou quando tirei o verde. Desligo-o outra vez e pego o outro. A seda era indecentemente macia entre os dedos, e seu azul escuro chamava. Eu o acaricio, pensando por longos minutos, e finalmente começo a tirar o vestido que estou usando. Olho para a cortina nervosamente, como se pudesse ver através dela. Não ouço passos nem a voz dele. Parecia que Delmom tinha ido embora. E esse fato, por algum motivo, pesa no meu peito. Para este vestido tive que tirar o sutiã, e faço. O vestido, feito de cetim de seda, com decote profundo e costas baixas, apoiado em alças finas, me cabe perfeitamente. Deslizo as mãos sobre o tecido, alisando-o sobre o corpo. É longo e tem uma a******a na coxa, revelando uma parte da perna que convida a olhar. Não aperta, cai sobre a pele, criando uma sensação de leveza. Como se um movimento do meu ombro bastasse e ele escorregasse. Meus olhos de repente se levantam para o espelho quando a cortina se abre bruscamente e ele aparece. Contrariando seu olhar sombrio, entendi por que esse vestido me pegou. Seu azul intenso e profundo era idêntico à cor de seus olhos. Essa ideia ficou presa em mim como uma faca. Eu não me mexi. Eu nem respirei. Ele entrou sem tirar os olhos de mim e fechou a cortina atrás de si. Ele parou a um passo de distância. Seu olhar percorreu meu corpo. Seu peito subiu e caiu bruscamente. Estremeci quando as pontas dos dedos dele de repente tocaram minhas costas, deslizando por uma das tiras. Inalei de repente, mas ainda assim disse: — Eu não te dei permissão para entrar. Os olhos de Delmom se ergueram e encontraram os meus. Por um segundo fiquei boquiaberto com a intensidade do desejo em seu olhar. — Eu liguei para você. Não respondeste. Tomei isso como um convite. — Convite? — Eu franzo a testa, e meu peito começa a subir e descer com mais peso a cada movimento lento das mãos dele na minha pele. Como não o ouvi me ligar? Como? E se ele nem me ligasse? E se for só uma desculpa? — Sim. Um convite para o meu desfile VIP. — Eu não sou modelo. — Isso é bom. — Para quem? — Pergunto num sussurro. Um lampejo de aço passa por seus olhos. — Ao mundo — responde com um timbre baixo. — Porque se não, queimaria o mundo inteiro ver você. Um passo. Um puxão. Um contato. Sem vergonha. Queimando. Com fome. Até o limite... Gemo alto enquanto Delmomt enfia seu peito duro na pele nua das minhas costas. Suas palmas deslizam pelos meus braços nus. Elas envolvem minha cintura, descem pela minha barriga, que eu insiro instintivamente, me tensionando. Eles alcançam a a******a da coxa e escondem os dedos sob o tecido. Uma onda de arrepios me cobre completamente enquanto meus olhos bem abertos olham para ele. A outra mão sobe, volta, roça meu peito, para mais alto, onde o coração bate. — Você ainda vai dizer que seu coração não é meu? Então por que bate assim quando eu toco em você? — Por medo... — Eu sigo meu caminho com essas palavras através do desejo que me devora. — Do que você tem medo, Natália? Eu? Nas minhas mãos? Ou sua reação? — pergunta lentamente, em voz baixa, pronunciando cada palavra claramente. Soltei um suspiro envergonhado e estremeci em seus braços fortes enquanto seus dedos roçavam na parte interna da minha coxa. O calor na parte inferior do abdômen aumenta rapidamente. Um espasmo me cobre, impossível de conter ou esconder. Fico tenso lá dentro, tento juntar as pernas, fecho o acesso. Mas faço isso com uma facilidade que parece diferente. Como se ele não quisesse fazer isso. E ele quase suspirou de alívio enquanto suas mãos insistentes avançavam, aguçando as sensações. Eu gemo mais alto do que deveria. Mordo meu lábio até me machucar. Através do rugido do meu coração, ouço a sua voz. Sinto isso no meu pescoço. Olho sem me afastar para ver como seus lábios se movem. — Essa é sua resposta, esposa? — Ele ronca na minha pele. E no momento seguinte ele pressiona o ponto sensível e latejante, coberto por calcinhas finas, fazendo-me gemer da garganta. — Ah sim. Essa é uma resposta... — ele rosna, satisfeito, esticando os lábios. E de repente dou um passo para frente devido ao impulso do corpo atrás de mim. Eu descanso instintivamente as duas palmas das mãos no vidro do espelho. E esse contraste se afoga no que ele faz a seguir. ‍ ‍
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