CAPITULO 13

918 Words
— A esposa tira as garras? Você pode se divertir com essa liberdade imaginária. Eu permito. Mas não aconselho você a alongá-la —diz Delmom, olhando diretamente para mim. Suas mãos apertam minhas nádegas por um momento e depois vão até minha cintura. Num segundo ele me traz de volta ao chão. Mas ele não me larga. Meus s***s continuam subindo e descendo, pesados. Estremeço quando a mão dele toca minha bochecha. Tão suave e, ao mesmo tempo, tão dominante. Não desvio o olhar dele enquanto seus dedos descem até meu pescoço e roçam na veia que me bate. — Hoje você vem comigo para a cidade. Então vista-se e desça — ele diz, e vai embora. Abro os olhos, em choque, olhando para ele. —Você vai me deixar? Poderei sair de casa? — Por enquanto, só comigo. Ou até que eu pare de ver a vontade de fugir nos seus olhos — resposta. — Como se fosse possível escapar de você — diga. — Não, não é. A propósito, minha esposa não deveria me falar sobre você. — É também uma ordem? — Um pedido. Mas na cama você pode me chamar assim... — Não, obrigado. Já estou vestida, podemos ir — digo impacientemente, incapaz de conter um leve rubor. Estou cansado de ficar nesta casa o dia todo. Mesmo que seja observado, revisite, eu aceito. — Não. Você muda — Delmom diz com uma voz metálica, e eu franzo a testa — Coloque algo fechado... — Você diz isso como se eu estivesse de cueca. — Comigo, como se você quisesse ficar nu. Mas na frente das pessoas você não vai usar isso. — Você quer que eu me torne uma puritana. — Natália, não me deixe nervosa. — Só homens inseguros dizem isso. Quero escolher o que vestir. Pelo menos isso... — Bom. Então não adianta esperar — Delmom diz de repente e, pegando minha mão, me tira de casa tão rápido que m*l consigo segui-lo. — Para onde estamos indo? — Pergunto severamente, depois que me colocam no carro e me levam embora. Delmom, sentado ao meu lado no banco de trás, vira a cabeça para longe do telefone que estava olhando com uma expressão sombria. — Você verá — ele diz brevemente e tira sua atenção de mim novamente. Parece que ele me pune com seu silêncio. Mas isso deveria ser um castigo para mim? Não. E, no entanto, por que minhas sobrancelhas se acumulam de irritação e um fogo passa dentro de mim? Eu não me entendo mais. Eu me viro completamente e praticamente grudo na porta ao meu lado. Ou desaparece durante semanas, ou aparece e não me deixa em paz. Ele me arrasta para a cidade sem que eu saiba por quê... Os prisioneiros podem sair da jaula? Quando finalmente chegamos à cidade, paramos no centro, em frente ao shopping mais popular. Eu franzo a testa, mas saio quando Delmom abre a porta e estende a mão para mim. Eu agarro-a. Pensei que assim que eu descesse, ele me deixaria ir. Mas não. Ela me segura ainda mais forte e me carrega para dentro. A segurança nos segue à distância, e Kael chega um pouco mais perto, mas ainda nos deixa espaço. Eu me perco quando entramos em uma loja de roupas cuja marca é tão popular quanto cara. — Para que estamos aqui? — perguntou. Mas ele não se apressa em me responder. Uma garota da equipe se aproxima e ele se dirige a ela. — Está tudo pronto? — pergunta seca e breve. O administrador sorri e acena nervosamente com a cabeça, olhando para ele. — Sim, Sr. Delmom. Por favor, siga-me — ele diz e, lançando-me um olhar invejoso, vira-se e segue em frente. Eu a sigo, em choque, e fico surpreso. Por que você me inveja? Neste momento eu mudaria por ela. Mas esse pensamento não me provoca o que seria normal. Pelo contrário, me irrita como ela, e não apenas ela, olha para ele. Mas assim que olham para mim, aquela faísca nos olhos deles se apaga. Embora não desviem o olhar. Eles nos levam aos provadores e percebo que a loja está vazia. É a primeira vez que o vejo vazio. Apenas o pessoal e os guardas. — Selecionamos tudo de acordo com suas solicitações e o melhor que você conseguiu encontrar... — Delmom... — Eu ligo para ele insistentemente. — Deixe-nos. — Se você precisar de ajuda... — Eu mesmo ajudarei minha esposa se necessário — ele diz abruptamente. A menina morde o lábio e, lançando-me um olhar acusatório, vai embora. Ficamos sozinhos. Eu soltei seu aperto. — O que isso significa? Para que servem todos esses vestidos? Tenho um armário cheio de roupas que você escolheu. — Esta noite vamos a uma exposição. Então acho que não preciso explicar que você precisa de um vestido especial — Delmom diz em tom simples, olhando para mim como se eu fosse estúpida. Levanto as sobrancelhas, olhando para ele irritado e chocado. — Sério? Então você tem que me avisar assim? — Eu teria te contado ontem, mas... — É isso! Eu não teria escolha de qualquer maneira, mesmo que você me dissesse com uma semana de antecedência. Mas você nem teria dito isso. Porque em duas semanas eu não te vi nem te ouvi quando você não precisava de mim — Eu largo tudo de uma vez e me viro de repente. Entro no provador e, com um movimento rápido, fecho a cortina.
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