CAPÍTULO 8

1855 Words
— Você pode usar o chuveiro primeiro — foram suas últimas palavras antes de Delmom sair do banheiro, me deixando lá, confusa, em frente à pia. Por alguns minutos continuei no mesmo lugar, tentando recuperar o fôlego. Mas eu ainda queria tomar banho e rapidamente me acomodou com os jatos agradáveis. Não importa quanta água limpe o corpo, os pensamentos não podem ser limpos da cabeça. Aproximei-me da cômoda onde estavam minha calcinha e cueca dele. Abri-o pela primeira vez e fiquei surpreso ao olhar para a roupa íntima e as camisolas. Com essa variedade, era possível ficar nu facilmente. Eu não mudaria nada. Escolhi uma roupa mais ou menos preta que, embora transparente, pelo menos cobrisse um pouco. Claro, o tamanho da calcinha era mas pequena possivél ... Em vez de sutiã, usei uma camisa preta com alças finas. Era curto e a seda marcava perfeitamente onde estavam os m*****s. Deus... A costureira que escolheu minhas roupas deve ter pensado que Delom e eu temos um relacionamento ardente... Embora eu não diga que não gosto de lingerie bonita. Eu simplesmente não ia andar com ela na frente de Delom. Mas o que eu digo? Aqui eu não governo na minha vida. Até minha roupa íntima foi escolhida por pessoas de fora. Então saí do banheiro em direção ao quarto. A única saída era ficar debaixo do cobertor rapidamente. De preferência até a cabeça, para que minhas bochechas nem fossem vistas queimando. Mas nem isso aconteceu do jeito que eu queria. Assim que entrei, meu olhar colidiu com ele. Delmom estava encostado no parapeito da janela. Ele me encontrou instantaneamente. Naquele momento ele estava falando ao telefone. Acho que esqueci como respirar, e minhas pernas esqueceram como andar, quando seu olhar quente e interessado percorreu meu corpo e encontrou meus olhos novamente. Como se fosse um sinal. Passei de repente e em questão de segundos já estava na cama, debaixo do cobertor, o que refrescou agradavelmente minha pele quente. Fiquei parado, ouvindo. Não levantei os olhos para a sala para não cruzar o caminho de Delmom, que parecia me ver mesmo através do cobertor. Não olhos, mas raios X. Ouvi-o despedir-se de alguém e, momentos depois, desapareceu na casa de banho. E quando ouvi a água cair, finalmente comecei a respirar mais normalmente. Bem, não. Minha respiração ainda estava difícil. Mas ela existiu. E isso já era uma vantagem. Mordi o lábio e, sem perder tempo em dúvida, saí da cama. Olhei em volta e fui na ponta dos pés em direção à porta. Graças a Deus, descalço era possível fazer isso de verdade. Respirando fundo, girei cuidadosamente a maçaneta e a porta se abriu. Olhei imediatamente pela fresta e olhei para o corredor escuro. Vazio. Ao ouvir o som da água, saí e fechei a porta igualmente silenciosamente. Não, eu não ia fugir de camisa. Eu não sou e******o. Mas ficar com ele no mesmo quarto e na mesma cama não ia dar certo. Andei pelo corredor e comecei a testar as portas, um pouco mais longe do quarto do Delmom. E descobriu-se que estavam abertos. Entrei numa sala vazia. Olhei para a trava e sorri. Fechou por dentro. E essa foi a primeira coisa que fiz. Sem acender a luz, contentando-me apenas com o brilho da lua, cheguei à cama. Estava feito, e dava para perceber que aqui, mesmo que ninguém vivesse, tudo estava limpo e você sempre conseguia dormir. E foi isso que eu fiz. Enrolei-me no cobertor e deitei-me, ouvindo silêncio absoluto. O isolamento acústico era perfeito. Embora eu tivesse ouvido passos bem perto da porta. E como nada podia ser ouvido, o sono me dominou instantaneamente. Era tão profundo quanto curto. As batidas na porta soavam como golpes de martelo. Assustado, sentei-me de repente e, com os olhos bem abertos, vi como naquele exato momento a porta estava voando. Não. Ele a jogou no chão. Delmom, vestindo apenas sua cueca boxer, respirava com dificuldade, me penetrando com seu olhar sombrio. E então ele entrou abruptamente. — O que você está fazendo? — Eu desabafei, com uma voz um pouco indignada, e congelei quando ele arrancou o cobertor das minhas mãos. —Vim buscar minha esposa — Ele rugiu e, sem complicações, me agarrou, me jogou em seu ombro como um homem das cavernas e me carregou — Desvie o olhar! — Delmom berrou para os homens no corredor. Fiquei paralisado por alguns segundos, mas imediatamente comecei a bater no ombro dele com as palmas das mãos. — O que você está fazendo? Solte! Soltei um grito quando ele me deu um tapa nas nádegas nuas. Depois disso, apareci deitado na cama e Delmom pairou sobre mim. O ar saiu dos meus pulmões, as minhas nádegas estavam a arder, e olhei para ele, em choque. Ele não parecia mais tão calmo. Deus... — Você dormirá no meu quarto, na minha cama e comigo — ele disse diretamente na minha cara. Estremeci quando uma gota de água fria caiu na minha testa. — Você sempre vai me dizer o que fazer? Até onde dormir? — Eu comprei você, garota. Farei o que eu quiser. É do seu interesse não me provocar com seus pequenos gestos se você não quer punição. — Você vai me bater, como fez agora? — Gosto quando emoções, você esquece e fala comigo sobre si mesmo. Gosto quando esse personagem diabólico aparece para você. E sim, eu vou punir. E eu não bati em você. Não doeu tanto quanto pareceu estranho, não é? — Doeu — Eu digo, embora a dor não fosse forte. Fiquei mais surpreso... Mas isso não precisa ser conhecido. — Talvez um pouco. — Delmom sorriu. — O maior prazer e a beira dor, você não sabia? Percebo que não. Mas pretendo te ensinar tudo inesperiente. Agora durma, se não quiser que eu lhe arrombe agora. Fiquei imóvel, e apenas meu peito se elevou e caiu visivelmente. Delmom se afastou de mim e, depois de cobrir meu corpo dormente com o cobertor, ele mesmo passou por baixo dele. Nada além do meu batimento cardíaco e da respiração calma de Delmom quebrou o silêncio. Engoli em seco e comecei a rastejar cuidadosamente em direção à beira da cama, para manter distância dele. Mas assim que tentei, a mão de Delmom debaixo do cobertor encontrou minha cintura instantaneamente e, com um único movimento, me puxou contra seu corpo poderoso. Fiquei sem fôlego e tenso enquanto o homem me pressionava contra ele. Um arrepio percorreu minha pele, e meu coração disparou ainda mais enquanto ele sussurrava na minha nuca: — Dormir — disse ele com um tom que não admitia objeções. E embora Delmom tenha adormecido primeiro, levei muito tempo para conseguir “me libertar” de seus braços. Parecia que mesmo quando dormia controlava tudo e não soltava. Mas ainda assim, no final eu também adormeci. Sonhei que estava deitado num fogão. Era assim que tudo era quente e sufocante. Mas quando o sonho se tornou realidade, entendi que se eu estava deitado em alguma coisa, certamente não era um fogão. Levantei a cabeça lentamente e me deparei com o rosto adormecido de Delmom. Os acontecimentos da noite anterior atingiram-me duramente e o calor espalhou-se pelo meu corpo instantaneamente. Apertei as mãos em punhos. De alguma forma, ela literalmente acabou deitada em cima dele. Mas como? Se eu não gosto de estar perto dele. É desagradável, não é? Fiz um movimento cuidadoso para descer. Mas assim que deslizei pelo corpo dele, mesmo que por meio centímetro, congelei. Seu corpo ficou tenso. Principalmente a parte inferior, quando minhas nádegas colidiram com algo grande e duro. Minhas bochechas queimaram e meu coração começou a bater em uma velocidade selvagem, ecoando alto em meu peito. Eu estava em cima do homem que me comprou e me forçou a me casar com ele. E precisamente aquele homem agora tinha seu pênis ereto pressionado contra minha área íntima. E se eu lembro que roupa íntima estou usando, tudo piora. Graças a Deus, a roupa íntima dele criou pelo menos uma barreira, mas não ajudou em nada. Inalei lentamente e me forcei a recuperar o controle para tentar sair apesar de tudo. Mas assim que fiz outro movimento, os braços de Delmom me pressionaram mais forte contra ele, e não consegui conter um gemido. Fiquei parado, com os olhos bem abertos, enquanto os olhos sonolentos do homem se abriam e encontravam os meus. Ele estreitou o olhar e vi como sua mandíbula se tensionava, marcando seus músculos. — Por que você está fazendo isso? — A primeira coisa que me ocorreu escorregou dos meus lábios. As sobrancelhas do homem se ergueram. — Você quer dizer por que meu pênis está perigosamente próximo da sua inocência? Então também posso perguntar por que você está em cima de mim e esfregar nele. Meu rosto pega fogo, e as palavras e acusações de Delmom me deixam sem fôlego. — Eu não estava me esfregando! Eu queria sair — sussurro indignado diretamente em seu ouvido. — Isso não torna as coisas mais fáceis para mim — ele responde, apertando as palavras. — Me solte! —Tento manter o pouco controle que me resta, ignorando o que ele diz. — E quem está te segurando? — Delmom pergunta ironicamente, olhando para mim com óbvio prazer pela minha vergonha. E só então entendo que suas mãos, embora ainda na minha cintura, não me seguram mais. Sem responder nada, de repente me liberto do abraço dele e arranco o cobertor da cama, envolvendo meu corpo com força. Meu olhar para o antebraço do homem. Aparece uma mancha vermelha no curativo e engulo com dificuldade. — Sua ferida... —Eu digo baixinho. Delmom olha para seu braço por um segundo, como se não se importasse nem um pouco. — Se isso é preocupação, não se preocupe, está tudo bem. E se for esperança, me desculpe, mas está tudo bem também —responda com calma. Meu rubor aumenta. — Nem uma coisa nem outra — Eu murmuro, tentando não olhar para ele. — Eu entro no chuveiro primeiro — Delmom declara e, quando sai da cama, vai ao banheiro apenas de cueca. Quando a porta do banheiro se fechou, dei um suspiro de alívio e, caindo no travesseiro, respirei fundo. Então sentei-me rapidamente, encontrei o camarim de seda mais longo e me enrolei nele. Não saí da sala porque senti que havia alguém lá embaixo. É melhor esperar que Ernest vá embora primeiro. E justamente quando pensei nele, a porta do banheiro se abriu. Olhei para cima e vi Ernest. Ele saiu secando o cabelo curto com uma toalha. Seus músculos, como se estivessem cheios de metal, brilhavam a cada movimento, e as tatuagens pareciam uma obra de arte. Negei rapidamente, expulsando esses pensamentos, e imediatamente encontrei o olhar dele. Delmom sorriu ao olhar para ele. Merda! Sem dizer nada, ele foi ao camarim. Depois de um tempo, ele voltou vestido com calças escuras e uma camisa escura que abotoou enquanto caminhava, sem pressa. Eu estava sentado na cama, observando-o secretamente. Seus movimentos eram precisos e confiantes. ‍ ‍ ‍ ‍
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