O Preço do Amanhecer

1615 Words

O silêncio que se seguiu parecia um corpo vivo. Denso, pesado, cheio de respirações curtas e tremores contidos. A fumaça dos Ceifantes mortos ainda pairava sobre o chão, misturada ao cheiro metálico do sangue e da pedra queimada. As paredes da academia estavam cobertas de marcas — cortes, garras, fuligem. E, no meio daquele cenário de destruição, Aurora respirava com a sensação absurda de que, pela primeira vez, o mundo a tinha escutado. Os portões se abriram de repente, e o som das botas ecoou pelo corredor. Os instrutores entraram em formação, seguidos por guardas armados e pelos técnicos que monitoravam as câmeras. O rosto deles dizia tudo. O horror não era fingido. O choque era verdadeiro. Um deles deixou cair a prancheta que carregava, o barulho seco ressoando pelo chão. Nenhum deles

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