Os minutos se arrastavam com a lentidão de uma tortura. Aurora estava sentada no chão polido da academia, os olhos fixos na porta principal, o corpo tenso, a mão apoiada na bainha da espada como se a qualquer instante o ar pudesse se rasgar e o inferno atravessar por ali. Cada passo, cada voz, cada ruído mínimo soava mais alto do que devia. Ela sabia que era aquele o lugar, o ponto exato por onde os Ceifantes entrariam. Lembrava da fumaça subindo, do cheiro de ferro e sangue, das correntes partindo. Era como viver o eco de um pesadelo que se preparava para acontecer de novo. O tempo parecia preso dentro de uma bolha. Os instrutores ainda não haviam aparecido, os competidores se espalhavam pelo salão em duplas ou grupos, alguns treinando, outros apenas conversando, e nada indicava que o m*

