O Golpista

1236 Words
Século XIX Um mês havia-se passado desde que Isabelle partiu para a Itália. Giocondo continuava cuidando do seu pai desde o último episódio desastroso na fábrica. Seus funcionários ainda comentavam entre sí, sobre sua aparente embriaguez quando visitou as máquinas. Heringer havia combinado tudo com a ambiciosa secretária Abigail. Eles, haviam preparado uma situação para que Giocondo agisse de modo involuntário. Enquanto isso na Mansão, o Sr. Derek ficava mais triste a cada dia. Giocondo não queria tomar a decisão de ingressa-lo ao hospital para ser cuidado por pessoas especializadas. Ele já não se alimentava normalmente, sua condição era delicada. Enquanto Giocondo cuidava de seu pai, Heringer estava se ocupando em desviar dinheiro da fábrica falsificando os livros-caixa. Ele era um especialista em burlar regras. Logo acusaria o herdeiro por desvio de verba para seus próprios interesses, enquanto seu pai estava acamado. [...] Dias depois... Giocondo recebe a visita do médico que não gosta nada do que vira: O Sr. Derek deitado em um quarto escuro, sua comida intocada, sua barba longa e muito rala. Giocondo chorando ao lado da cama. O médico de cabeceira chamado Genno prescreve alguns remédios naturais por não ser sua especialidade o caso questão. Ele então aconselha levar o pai para o hospital. Lá receberia um diagnóstico mais preciso. Além disso, Giocondo precisava voltar à fábrica; não pode se ausentar por mais tempo. Diante do quadro que se agravará, precisava agir rápido, pois seu pai não aguentaria muito tempo. Sozinho na Mansão não poderia curar a dor que seu pai alimentava pela perda da Aleida. [...] Algum tempo depois... "Giocondo recebeu uma mensagem informando-o do retorno de Isabelle em mais duas semanas. Ela não quis permanecer na casa de seus tios. Isso o deixou feliz e ao mesmo tempo, muito preocupado. Ele estava dando voltas e voltas com seu pai. Seria melhor fazer um tratamento adequado. O médico estava certo. Algo não estava em conformidade com os livros-caixa na fábrica. -Olá Heringer, como vão as coisas por aqui? Estive ausente porque meu pai piorou. Mas estou pensando em interná-lo para que seja melhor cuidado e para que eu possa estar aqui cumprindo meus deveres. -Não se preocupe, está tudo sob controle por aqui. Você pode ficar com seu pai o tempo que quiser. Vejo que sua aparência está abatida. É melhor tomar um tônico. Eu tomo todos os dias, sinto-me mais relaxado. Se quiser, posso pedir à Sra. Abigail que o compre no botica, tomará duas colheres cheias em cada refeição, não mais do que isso... você vai me agradecer! -Obrigada Heringuer, mas será que isso vai funcionar? Estou tão desanimado! -Acalme-se meu caro Giocondo! -Eu já disse que está tudo certo por aqui. Tome o tônico, se sentirá um novo homem. -Se você afirma que é bom...eu vou confiar. Quero tomá-lo ainda hoje. -Está bem. Farei com que chegue até você. Mas... é verdade que sua noiva está de volta? Deve estar muito feliz! -Ainda não, só em duas ou três semanas Heringer. Então estarei mais relaxado. -Não me entenda m*l, ouça o que digo: você não acha que ela é muito jovem? Você terá que esperar dois anos até que complete dezoito anos; então, como você vai fazer sobre isso? -Isso o quê?-Giocondo não entende. Você sabe como é. Os homens tem lá suas necessidades! -Minha única necessidade é vê-la feliz. Sou um homem e sei como me controlar. Não se preocupe, dois anos passam rápido. Heringer engoliu em seco; uma raiva se apoderou dele. Em seguida, ele fez com que Abigail pegasse o tônico no botica. O remédio que Giocondo tomaria o deixaria agitado pelo teor das ervas. Heringuer descobriu uma senhora idosa que morava no alto das montanhas; era uma espécie de índia vinda do Arizona. Quando a agitação começasse em sua mente, um falso médico o atestaria incapaz; diria que ele estaria sofrendo do mesmo m*l que seu pai. Heringer sendo astuto, contratou uma cozinheira que viera de outra localidade para cuidar da casa e cozinhar para Giocondo, diria que era uma viúva pobre sem recursos. Ela administraria as poções. Já não havia quase nenhum dos funcionários antigos. Um plano maligno estava sendo arquitetado aos poucos para manter Giocondo longe de Isabelle e da fábrica. Assim, Heringuer assumiria a presidência imediatamente. Giocondo seria diagnosticado como um lunático vindo a ser mantido em um manicômio ou coisa pior, perdendo de vez seu poder sobre seus negócios e propriedades. Quanto a Isabelle; seu desejo era conquistá-la após ver seu noivado rompido. Certamente, seus pais não permitiriam que ela casasse com um louco. Então, Heringer entraria em cena pedindo a mão de Isabelle imediatamente. Algum tempo depois, Giocondo pede para ver os livros-caixa na fábrica. -Então Heringuer, vejo que você fez algumas curtas viagens; trouxe as folhas de tabaco das quais lhe orientei?- Heringuer está acendendo um charuto.— Pelo que vejo aqui nos livros, a última entrada de fluxo de mercadorias importadas já estavam aqui há meses! -Sim, é verdade. Fiz algumas viagens curtas à cidades vizinhas. Mas as folhas que pediu não estavam em condições de serem compradas. Deixei as anotações do livro para quando as comprasse. -Mas as viagens precisam ser lançadas. Não importa se os produtos foram adquiridos ou não. Ainda mais se os produtos estiverem esgotando, como faremos novos charutos? A qualidade é a principal ferramenta de nossa fábrica desde sempre. -Não tem problema meu jovem, vocês são tão românticos nos negócios. Eu tenho larga experiência. Nada diminuirá a excelência dos Charutos Ruchesl. -Não me entenda m*l Heringuer; contamos com uma junta que avalia as folhas de tabaco, temos que dar satisfação. Sou um herdeiro, mas temos colaboradores que exigem uma resposta imediata. -Vejo que realmente precisa se acalmar meu amigo, vai dar tudo certo. Logo seu pai se recupera e você poderá desfrutar dos braços de sua noiva. - Que o bom Deus te ouça! Tenho tido motivos para acreditar que fui esquecido por ele. -Mas o que diz é sacrilégio meu jovem. Ele nunca te fará ser esquecido. -Talvez você esteja certo, é tudo uma questão de perspectiva. -Muito bem, é assim que se fala! -Bem, vou dar uma volta pela fábrica. Quero apagar a má impressão dos outros dias. A secretária Abigail saiu de seu escritório para colocar em prática a sórdida idéia de comprar o tônico para sere preparado. Eles colocariam o plano em ação. Na área de produção, Giocondo observa as máquinas e a qualidade das folhas de tabaco. Se ele não voltasse para buscar um bom material, sua fábrica fecharia as portas em alguns meses. [...] -Como está Sr. Giocondo? -diz o funcionário mais antigo. -Eu ando com a cabeça cheia de preocupações Ronald. -Mas com o que lhe preocupa além do estado de saúde do vosso pai? Pensei estar tudo sob controle! -Sim e não. Estive olhando as folhas de tabaco, elas não são as melhores. Heringuer não sabe escolher bem. Disse-me que não encontrou nos fornecedores que o havia indicado. -Veja bem. Se as qualidades não são boas, é preciso fazer alguma coisa. A fábrica nunca esteve tão vulnerável se o que diz é certo. Nós ainda não vimos o estoque que está no galpão central. -Como não?!Se as folhas demoram no galpão sem serem escolhidas podem gerar fungos e serão perdidas. Obrigado Ronald por sua observação. Heringer estava muito irritado. Giocondo conversando com os funcionários não seria uma coisa boa. Ele teria que agir rapidamente.
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